Qual é a Proposição de Valor da Arquitetura Corporativa, hoje?

postado em 27 de ago. de 2020 10:09 por Antonio Plais   [ 27 de ago. de 2020 10:09 atualizado‎(s)‎ ]
Originalmente postado por Joe Geary*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Como Vice-Presidente de Valor do Cliente na BiZZdesign, é minha responsabilidade trabalhar com muitas grandes organizações e identificar maneiras para que elas atinjam os seus objetivos. Isso significa que eu lido com grandes e pequenas empresas; com empresas que têm uma prática de Arquitetura Corporativa madura, ou que estão apenas começando; com empresas dos setores de revenda e de tecnologia, e tudo o que existe entre estes extremos.

Em todos estes diferentes cenários, eu testemunho regularmente equipes de Arquitetura Corporativa lutando para articular a proposição de valor da arquitetura corporativa. Pessoalmente, tendo estado envolvido com Arquitetura Corporativa e Tecnologia da Informação por mais de 30 anos, estou completamente convencido dos benefícios de ter uma abordagem arquitetural para o sucesso, e é sobre isso que eu gostaria de conversar neste momento.

Até onde eu entendo, não deveria haver confusão sobre a força da Arquitetura Corporativa para fornecer soluções para problemas grandes e complexos - é uma ferramenta fantástica para as empresas digitais modernas. Afinal, eu vi ela funcionando muitas vezes na prática ao longo da minha carreira. Na verdade, quanto mais nós caminhamos em direção da empresa digital e mais dependentes nós nos tornamos da tecnologia para o funcionamento dos negócios, mais a Arquitetura Corporativa se destaca e cresce em importância.

Agora, da forma como eu entendo, nós podemos quebrar a proposição de valor da Arquitetura Corporativa em três áreas principais. Estas são as áreas que eu considero mais relevantes e, possivelmente, mais impactantes onde os arquitetos deveriam gastar seu tempo e sua energia. Isso não significa que as atividades mais tradicionais, como orientar a arquitetura de soluções, estejam, digamos, fora do contexto. Mas, realisticamente, considerando os relacionamentos que a nossa experiência nos mostra que a Arquitetura Corporativa precisa ter com as pessoas do lado do negócio, para poder ocupar um lugar na mesa estratégica, então eu consideraria estas três áreas as mais prováveis de produzir efeitos positivos duradouros:

Promoção da Estratégia

A primeira destas áreas é a Promoção da Estratégia. Isto basicamente diz respeito a como o negócio pode atingir os resultados que almeja, e também identificar os meios para fazer isso. Então, o que nós estamos tentando alcançar - nós sabemos, nós temos alguma dúvida em relação a isso? Se nós estamos seguros de que nossas metas são sólidas, então como nós vamos fazer para que elas se concretizem, como nós garantimos que todo investimento, ou decisão estratégica, ou novo processo de negócio que nós desenvolvemos, está em linha e ativamente suporta o atingimento dessas metas?

A Arquitetura Corporativa conecta maravilhosamente estes conceitos através dos vários domínios da empresa, e quando isso é feito em uma plataforma completa como o HoriZZon, a qualidade das percepções de inteligência de negócio que podem ser produzidas e entregues para as audiências relevantes, para ter a certeza de que os olhos de todos se mantém focados no prêmio adiante, é inestimável. Assim, a promoção da estratégia é fundamental para garantir a mudança coordenada por todo o negócio.

Identificação & Mitigação de Riscos

A segunda área é a Identificação & Mitigação de Riscos. A segurança e os riscos para os dados pessoais nunca foram mais relevantes do que agora. Essa área da proposição de valor da arquitetura corporativa lida com identificar os riscos enfrentados pela organização de uma forma que permita aos arquitetos se engajar em uma conversação significativa com as partes interessadas no lado do negócio sobre como estes riscos podem ser tratados de uma forma integral e integrada nas iniciativas de mudança e desenvolvimentos da organização.

Otimização das Operações

Finalmente, a terceira área é a Otimização das Operações. Ela foca na otimização do valor dos ativos da empresa a partir de uma perspectiva técnica e de negócio (isso também inclui a otimização dos custos). Assim, em todas as iniciativas desde a otimização de processos até o gerenciamento do portfólio de aplicativos - todas estas áreas onde existe desperdício em função de duplicação, supervisão insuficiente etc. - a Arquitetura Corporativa pode se apresentar e impactar significativamente as coisas para melhor, graças à perspectiva transparente e clara que ela entrega no nível corporativo.

Conclusões

Se você é uma pessoa trabalhando em Arquitetura Corporativa e se sente como se estivesse lutando para maximizar o valor para a organização, você deveria começar com uma fundação que é seja parecida com uma destas três acima. Por falar nisso, eu comentei sobre estas três áreas em um recente episódio no Podcast da BiZZdesign para o qual fui convidado. Eu sugiro que vocês escutem e tenham algumas percepções adicionais sobre este e outros tópicos interessantes.

A principal conclusão é que a Arquitetura Corporativa fornece soluções em um amplo espectro de cenários de transformação. Eu escolhi estes três grupos principais para facilitar a apresentação, mas realmente a mensagem é que com a abordagem correta você pode entregar grande valor para a sua organização inteira (nos termos em que sua empresa define o que seja valor). Todos estes pontos que você está conectando desde a estratégia até as capacidades, aplicativos, processos, e tudo o mais, irão alimentar não apenas projetos localizados, ou a sua disciplina de arquitetura de soluções, mas também fornecer para a liderança da sua empresa a habilidade de tomar melhores decisões mais rapidamente para destravar o valor estratégico organizacional. Na medida em que ela cresce e integra mais aspectos na sua prática (racionalização de aplicativos, arquitetura de segurança, gerenciamento de dados etc.) ela rapidamente constrói um framework que levará toda a organização para um futuro significativamente melhor.

Se você quiser conversar conosco sobre como podemos ajudá-lo a maximizar o valor organizacional, entre em contato. Se você estiver interessado em ouvir nossos podcasts, você os encontrará aqui.


* Joe Geary é VP de Valor do Cliente na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


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