Os Papéis dos Arquitetos Corporativos na Inovação - Iniciar a Inovação

postado em 18 de ago. de 2020 14:18 por Antonio Plais   [ 19 de ago. de 2020 05:11 atualizado‎(s)‎ ]
Originalmente postado por Marc Lankhorst e Matthijs Scholten*, no blog da BiZZdesign - Tradução e adaptação autorizados

Nas nossas postagens anteriores (Parte 1 e Parte 2), nós introduzimos os três papéis dos arquitetos na inovação:
  1. Arquitetar a inovação: arquitetos podem criar espaço para a inovação por meio da redução da complexidade organizacional e facilitação da mudança
  2. Coordenar a inovação: arquitetos podem melhorar a coordenação e a priorização dos investimentos na inovação
  3. Iniciar a inovação: arquitetos corporativos podem desempenhar um papel principal na conexão entre as tendências externas de negócio e de TI com as estruturas e atividades internas na organização
Nós já discutimos os dois primeiros papéis anteriormente, e focaremos aqui no terceiro papel: iniciar a inovação.

Como dissemos nas postagens anteriores, nos acreditamos que os arquitetos podem fornecer para os executivos, líderes de inovação, e equipes de inovação, percepções inteligentes que suportam melhores decisões de inovação. Nós cremos que existe uma oportunidade para os arquitetos inovarem a inovação, por assim dizer.

Iniciar a Inovação

(Equipes de) arquitetos têm um conhecimento de negócio e de TI bastante exclusivo e profundo, e com sua perspectiva ampla e ‘horizontal’ podem identificar as oportunidades e o impacto das tendências onde outros focam mais nos detalhes profundos, mas também mais estreitos. Na nossa primeira postagem, argumentamos que os arquitetos podem ajudar suas empresas a se tornarem mais inovadoras, moldando o espaço para inovação, identificando tendências e analisando suas oportunidades e impactos. Na segunda postagem, discutimos o papel dos arquitetos na garantia de uma abordagem coordenada para a inovação, focada no valor potencial de negócio da inovação. Em conjunto, isso dá para você espaço para a inovação e controle sobre ela.

Lute contra a "síndrome do objeto brilhante" e se torne um verdadeiro campeão da inovação

Em muitas organizações nós vemos as pessoas correrem atrás do último brinquedo brilhante. Você sabe como é isso: algum gerente diz: "IoT é quente, precisamos fazer alguma coisa com isso" e as pessoas começam a correr como loucas. O impacto real nos negócios, no entanto, requer percepções profundas não somente sobre a inovação (muitas vezes, tecnológica) em si mas, antes de tudo, nos seus benefícios (e riscos!) potenciais para o negócio. Isso requer uma combinação de conhecimento tanto dos negócios da empresa como da TI, algo que os arquitetos estão posicionados de forma única para oferecer.

O próximo passo é se engajar proativamente com a alta gerência para iniciar a inovação com base nessas percepções e destravar o verdadeiro valor destas inovações. Desta forma, os arquitetos se tornam verdadeiros conselheiros confiáveis da gerência na inovação.


Acione as inovações certas no momento certo

Na nossa postagem anterior, nós mostramos como você pode gerenciar um portfólio de inovações com base em aspectos como viabilidade, desejabilidade, adequação estratégica e adaptabilidade, usando análises baseadas em arquitetura para pontuar ideias ao longo destes eixos. Você precisa de um portfólio equilibrado de inovações de baixo risco, baixo retorno, e de alto risco, alto retorno: ajustar os processos existentes apenas mais um pouco para espremer a última gota de eficiência não é suficiente, mas tentar mirar exclusivamente em tiros longos e ignorar as melhorias do dia a dia também não é uma boa ideia. Com base nas avaliações que mencionamos, os arquitetos podem acionar as inovações certas no momento certo. Com sua ampla visão geral dos desenvolvimentos existentes e planejados na organização, eles podem iniciar inovações que se ajustam ao contexto de negócio e são oportunas, por exemplo, para se associar a outras mudanças ou aproveitar as oportunidades de mercado de curto prazo.  

Inovar a Própria Inovação 

Finalmente, arquitetos podem desempenhar um papel fundamental na inovação dos processos de inovação nas organizações. A inovação e a mudança bem-sucedidas não são algo confinado a alguns departamentos de especialistas em uma torre de marfim. Em vez disso, elas requerem a colaboração entre muitos papéis dentro da empresa, envolvendo e convencendo todos os tipos de funcionários e outras partes interessadas, e reunindo fluxos de ideias de baixo para cima, de cima para baixo e laterais. Mais uma vez, os arquitetos, com seus amplos conhecimentos e contatos na organização, podem desempenhar um papel fundamental para facilitar isso. 

Além disso, você não pode gerenciar a inovação usando apenas quadros brancos, notas adesivas e ‘bolachas’ de cerveja, especialmente em organizações maiores com entradas de vários ângulos e muitas partes móveis que precisam ser coordenadas. A inovação bem-sucedida requer o suporte correto: um espaço compartilhado para o gerenciamento da inovação. Isso não significa necessariamente uma única ferramenta ou plataforma, mas um conjunto bem integrado de instrumentos. Dessa forma, as contribuições dos indivíduos e equipes de toda a empresa, e também de fora, podem ser reunidas para reforçar uns aos outros.  

Arquitetar um ambiente como esse é outra contribuição que os arquitetos têm a oferecer à organização. Nós, na BiZZdesign, também estamos no meio desse desenvolvimento com a nossa plataforma HoriZZon, que se integra a todos os outros tipos de ambiente e pode ser o centro desse espaço de inovação. 




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Matthijs Scholten é consultor, na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/archimate-da-teoria-a-pratica
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