Como as Organizações Modelam suas Aquisições e Desinvestimentos - um Exemplo Real

postado em 31 de ago. de 2020 14:34 por Antonio Plais   [ 31 de ago. de 2020 14:34 atualizado‎(s)‎ ]
Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em uma postagem anterior nós mostramos a importância dos modelos para completar com sucesso uma fusão, aquisição ou desinvestimento. Naturalmente, o desinvestimento de uma organização pode ser uma aquisição para outra. Nesta postagem compartilharemos algumas experiências práticas suportando duas agências governamentais que estavam passando por este processo.

Há algum tempo, estivemos envolvidos com uma agência governamental na área da saúde que tinha que transferir uma parte substancial de suas tarefas para outra agência. Isso requeria que elas, primeiramente, ganhassem um entendimento claro dos seus processos de negócio e do panorama de aplicativos. O passo seguinte foi definir onde o corte seria feito, e resultou que uma parte substancial do panorama de aplicativos teria que ser duplicado, em particular em torno dos sistemas financeiros. No entanto, os dados envolvidos precisavam ser separados de forma limpa, uma vez que a conformidade com os regulamentos de privacidade eram uma restrição importante.

No lado recebedor, estes processos, sistemas de TI e dados precisavam "aterrizar" na infraestrutura e se integrar com a organização existente. E, porque as tarefas envolvidas requeriam extensa cooperação com outros parceiros, tanto dentro como fora do Governo, esta transferência de tarefas significava, também, uma enorme transferência de interfaces externas com estes parceiros.

O uso de modelos ArchiMate pelas duas organizações foi muito útil durante todo o processo. Isso forneceu uma visão clara da arquitetura, e permitiu analisar os inúmeros projetos neste programa de migração e suas dependências, identificando os aplicativos que precisavam ser duplicados, definindo as interfaces para o mundo externo que precisavam ser transferidas, avaliando os riscos envolvidos, e muito mais.

As duas organizações usam o software da BiZZdesign, o que facilitou ainda mais esta transferência. Por exemplo, visões de cores e mapas de calor do panorama de aplicativos foram usados extensivamente pelas duas equipes. Eles foram usados para destacar, por exemplo, quais projetos trabalhavam em quais aplicativos, o que levou à descoberta de pontos vazios no panorama que não estavam sendo tratados por nenhum projeto, e aplicativos que estavam no escopo de vários projetos. A figura abaixo mostra um exemplo (anonimizado e simplificado) disso, mostrando o panorama de aplicativos com uma visão de cores mostrando os projetos envolvidos com cada aplicativo. Você pode ver, por exemplo, que vários projetos lidam com o aplicativo "FIN". Isso precisa ser muito bem planejado, para evitar que um projeto interfira no outro.


Um panorama de aplicativos com uma visão de cores mostrando os projetos envolvidos com cada aplicativo


Outro uso foi mostrar as várias fases (platôs) no programa de migração, o que ajudou a analisar as dependências entre os projetos com base nos aplicativos de que eles estavam cuidando. Por exemplo alguns aplicativos tinham que ser movidos na mesma fase, por causa das suas mútuas conexões ou dados compartilhados. O gerenciamento do programa fez uso intensivo deste e de outros relatórios no planejamento, gerenciamento e controle do programa, e os arquitetos envolvidos descobriram que os modelos eram insubstituíveis para fomentar uma transferência suave dos processos, sistemas e dados.

Este é apenas um exemplo tirado da nossa experiência em campo. Na Centus-BiZZdesign nós possuímos extensa experiência com o uso do nosso software no contexto de fusões, aquisições e desinvestimentos. Neste folheto você encontra mais informações sobre o nosso suporte para este cenário de uso da arquitetura corporativa.

Pesquisas independentes confirmam isso . Como testemunhado pelo relatório Critical Capabilities for Enterprise Architecture Tools, do Gartner, o Enterprise Studio pontua como o melhor da classe para tomar melhores decisões mais rápido, onde executivos, gerentes de negócio, equipes de arquitetura corporativa, equipes de estratégia, gerentes de projetos, gerentes de portfólio, e outros, colaboram na análise e suporte à decisão em iniciativas estratégicas. Fusões, aquisições e desinvestimentos são um dos principais exemplos disso, e o suporte do Enterprise Studio pode realmente fazer a diferença.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/archimate-da-teoria-a-pratica
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Este livro apresenta as melhores práticas dos autores, fruto da experiência do uso da linguagem ArchiMate em dezenas de projetos reais, em clientes dos mais diversos ramos de negócio. Uma leitura fundamental para quem quer se iniciar na prática da modelagem da arquitetura corporativa. 

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