Combinando Estrutura e Dados: Inteligência de Negócio 2.0

postado em 29 de jul. de 2021 05:46 por Centus Consultoria   [ 29 de jul. de 2021 05:52 atualizado‎(s)‎ ]
Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em postagens anteriores, nós escrevemos sobre várias técnicas de análise que ajudam você a obter mais valor dos seus modelos, bem como sobre técnicas para a criação de painéis de controle para visualizar dados de várias maneiras. Estes dois tópicos apontam para um tema mais geral: as novas possibilidades que você pode ter para enriquecer os seus modelos com vários tipos de dados externos. Nós chamamos isso de Inteligência de  Negócio 2.0.

Na Inteligência de Negócio (BI-Business Intelligence) 'tradicional', você analisa dados para descobrir padrões e tendências em dados muitas vezes não estruturados. Isso é aplicado de várias maneiras, desde avaliar o comportamento do cliente para o direcionamento de anúncios até monitorar e analisar equipamentos para fins de manutenção preditiva. Isso pode envolver grandes fluxos de dados em tempo real, capturados de acordo com os V's típicos do big data: volume, velocidade e variedade. Atualmente, o termo "big data" não é mais tão popular como era há alguns anos, talvez porque sue 'enormidade' não seja mais tão especial. De qualquer forma, a análise de dados e a inteligência do negócio se tornaram um importante motivador para a transformação digital das empresas, levando a modelos de negócio e empresas cada vez mais orientadas para dados.

Em contraste com a Inteligência de Negócio, a modelagem 'tradicional' da arquitetura corporativa e dos processos de negócio é baseada na captura de conhecimento sobre a organização antecipadamente de uma forma estruturada. Isso nos permite analisar e mudar a organização, seus processos, sistemas de TI e outros ativos de uma forma planejada. A Arquitetura Corporativa ajuda a ter a certeza de que todas as partes se encaixam e toma conta dos vários requisitos e restrições, desde a conformidade regulatória e a eficiência em custos até a satisfação do cliente e a inovação digital.

Então, essas duas abordagens fornecem forma diferentes de capturar o conhecimento:
  • De baixo para cima, descobrindo padrões escondidos
  • De cima para baixo, predefinindo várias estruturas
No entanto, essas duas abordagens não são mutualmente exclusivas. Melhor ainda, elas podem se complementar produtivamente, oferecendo conhecimento que você não poderia obter de outra maneira.

Adicionando dados operacionais aos modelos

Você pode enriquecer os seus modelos de arquitetura com dados operacionais (possivelmente em tempo real) sobre o desempenho de seus aplicativos e infraestrutura de TI. Isso permite que você analise e preveja o impacto de problemas operacionais sobre as capacidades e os resultados de negócio. O mapa de calor abaixo mostra o resultado de uma análise como essa: calcular a disponibilidade das várias capacidades de negócio com base na disponibilidade de todos os sistemas de TI que as suportam. Digamos que todos os aplicativos de TI tenham 99% de disponibilidade. Se uma capacidade de negócio depende para funcionar de 30 aplicativos funcionando ao mesmo tempo, porque todos eles dependem uns dos outros, a disponibilidade resultante daquela capacidade será de apenas 75%.


Mapa de calor de disponibilidade das Capacidades

Uma análise como essa pode ajudar você a definir KPIs orientados para o negócio, ao invés de simples métricas de TI (como tempo em operação). Mais ainda, isso pode levar você a focar em iniciativas para descomplicar o seu panorama de aplicativos, reduzindo as dependências em aplicativos que causam essas interrupções no nível do negócio.

Isso é apenas um exemplo onde a combinação de informação estruturada dos seus modelos com dados operacionais, por exemplo, de monitoramento criam percepções que você não poderia ter obtido de outra maneira.

Arquitetura e mineração de processos

Uma abordagem diferente é usar dados de monitoramento para encontrar a estrutura. A mineração de processos, também conhecida como descoberta automatizada de processos de negócio, é um exemplo disso. Usando, por exemplo, registros de eventos, trilhas de auditoria dos sistemas, ou monitoramento de atividades de negócio (BAM-Business Activity Monitoring), você pode encontrar os processos de negócio reais que estão sendo executados. Você pode usar isso para descobrir aquele processos se nenhum modelo anterior está disponível. A MonkeyMining, empresa irmã da BiZZdesign, é uma das companhias que oferecem soluções neste espaço.

A noção de 'mineração' do conhecimento também se aplica ao domínio mais amplo da arquitetura. Você poderia, por exemplo, usar técnicas similares para descobrir o panorama da sua infraestrutura. Ferramentas de gerenciamento de serviços de TI, como ServiceNow (com a qual possuímos conexão nativa via API) podem vasculhar a sua rede e descobrir seus recursos de TI automaticamente. Isso até um certo limite, uma vez que essas ferramentas não serão capazes de descobrir os níveis mais altos da sua arquitetura - encontrar abstrações como capacidades de negócio requer inteligência humana.

Implementando a Inteligência de Negócio 2.0

Estes dois exemplos mostram que a combinação de estrutura e dados oferece vantagens únicas. A suíte de ferramentas da BiZZdesign é particularmente adequada para suportar isso. O Enterprise Studio é um ambiente de modelagem de classe mundial no qual você pode configurar a parte estrutural das suas análises, com modelos nos padrões ArchiMate, BPMN, UML e outros, e poderosas funcionalidades de consulta e linguagem de scripting para construir análises personalizadas. Nossa plataforma colaborativa de publicação HoriZZon oferece capacidades para fluxos de dados e construção de painéis de controle de Inteligência de Negócio e para suporte à decisão. Juntos, estas são as fundações para a Inteligência de Negócio 2.0.

E nós vamos além disso. Em uma futura postagem falaremos sobre como essa combinação de estrutura e dados habilita o que o Gartner chama de "Organização Gêmea Digital" (Digital Twin Organization): usar modelos corporativos que criam uma imagem em tempo real da sua organização e das suas operações, permitindo que você controle e direcione a sua empresa instantaneamente. Fique ligado!




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.