7 Técnicas Poderosas de Análise (6) - Análise Financeira

postado em 8 de set de 2017 12:45 por Antonio Plais   [ 8 de set de 2017 12:52 atualizado‎(s)‎ ]
Originalmente publicado por Marc Lankhorst* no Blog da BiZZdesign - Tradução autorizada 

Na postagem anterior, discutimos como você pode analisar o valor técnico e de negócio dos seus aplicativos, e como modelos da arquitetura são a chave para o cálculo de métricas tais como criticidade para o negócio ou valor estratégico dos aplicativos. Nesta postagem, focaremos nas análises financeiras e, em particular, nos modelos de custo.

Naturalmente, não advogamos substituir seus cálculos e métricas financeiras regulares. Mesmo que isso possa ser tecnicamente possível, seu departamento financeiro nunca abriria mão deste controle (e nem deveria fazê-lo). Mas o que podemos fazer é garantir que você tenha uma visão geral acurada dos custos da TI e dos efeitos das mudanças sobre estes custos.

Por exemplo, se você quiser consolidar seu panorama de aplicativos, quais são os motivadores de custo para estes aplicativos, qual a melhor ordem você deveria eliminá-los ou substituí-los, e como o custo total da TI evoluirá? A estrutura da sua arquitetura ajuda a obter um percepção clara sobre isso, como mostraremos abaixo. Outra questão de negócio típica é como distribuir os custos de TI através de diferentes unidades de negócio. Modelos da arquitetura também irão ajudá-lo nisso.

Usando modelos ArchiMate para o cálculo do custo de TI

Para calcular o custo total de propriedade de um aplicativo (ou do seu panorama de aplicativos completo), você tipicamente consideraria fatores de custo como estes:
  • Custo de software
  • Custo de infraestrutura
  • Custo de suporte
  • Custo de fornecedores de serviço
Estas métricas podem ser atribuídas a elementos de aplicativo na sua arquitetura. Por exemplo, os custos de software seriam associados com os elementos componente de aplicativo e de software de sistema; custos de hardware seriam relacionados com dispositivos e redes; custos de centros de dados seriam atribuídos a instalações; custos de suporte seriam atribuídos a atores e processos na sua organização de TI; e custos de fornecedores de serviço a serviços (externos) de negócio, aplicativo ou tecnologia.

Mas, além de avaliar estas métricas básicas, você pode fazer mais com modelos de arquitetura. Se você conhece os relacionamentos entre, por exemplo, os aplicativos e sua infraestrutura de suporte, você pode distribuir os custos de infraestrutura através destes aplicativos. Na sua forma mais simples, esta pode ser uma distribuição equilibrada, por exemplo, se cinco aplicativos usam o mesmo servidor, cada um recebe 20% do custo atribuído ao servidor. Se você sabe mais sobre o uso real, você pode colocar isto como um atributo do relacionamento entre o servidor e o aplicativo, e realizar um cálculo mais refinado. O mesmo se aplica para os vários outros custos envolvidos, por exemplo, para manutenção e suporte, o para o uso de serviços externos. Adicionar tudo isto fornece uma imagem acurada do custo total de propriedade (TCO) dos seus aplicativos.

O modelo abaixo pode lhe dar uma ideia aproximada sobre como isto funciona. Nós olhamos para a capacidade necessária, e com base nisso atribuímos a contribuição de custo relativa ao aplicativo.


Se você faz isto para os elementos básicos do seu panorama de aplicativos, você pode naturalmente agregar também os custos nos níveis mais altos, simplesmente adicionando todos os custos dos componentes que formam um aplicativo maior, grupos ou domínios de aplicativo.

Combinar estes números de custo com a análise do ciclo de vida que discutimos em uma postagem anterior, fornece um instrumento ainda mais poderoso. Você pode seguir a evolução dos custos da TI ao longo do tempo, e comparar cenários alternativos futuros como, por exemplo, diferentes formas de reduzir seu panorama de aplicativos, como no exemplo acima, e assim maximizar as reduções potenciais de custos. Um de nossos clientes, a VIVAT, obteve muito sucesso com esta abordagem para a racionalização de seu panorama de TI. Para mais informações, veja a descrição deste caso de sucesso.

Naturalmente, modelos como o acima não são algo que você provavelmente mostraria para os profissionais e executivos financeiros na sua organização. Ao invés disso, você deveria criar painéis de controle de gerenciamento com gráficos que mostrem os dados de uma forma mais familiar para este público. Assim, você pode fazer uma referência cruzada com outras informações, por exemplo, combinando custos dos aplicativos com o valor técnico e de negócio, tamanho, idade, complexidade e risco. A figura abaixo (clique para expandir) mostra um painel de controle de portfólio de aplicativo que combina várias métricas como esta.

https://sites.google.com/a/centus.com.br/comunidade/arquitetura-corporativa/_draft_post/Blog6-Analysis%20Techniques%20-%20image2.png
Clique na imagem para ampliar

Uma nota adicional: você poderia fazer isto para o cálculo dos custos da sua organização de TI, calculando, por exemplo, o custo do gerenciamento de incidentes por incidente, com base no custo de pessoal, seu espaço ocupado no escritório, as ferramentas que eles usam, etc. No entanto, a  maioria das organizações já possui estes números calculados de alguma forma, e duplicar estes esforços não faria muito sentido. Mais ainda, este tipo de dado é tipicamente de responsabilidade da área de RH ou do Departamento Financeiro, e pode não ser politicamente aconselhável iniciar uma discussão a respeito de cálculos alternativos. Sempre que possível, use dados já existentes e sobre os quais já exista consenso na organização.

Quando você obtiver a percepção sobre estes custos de TI, a próxima etapa pode ser distribuí-los através dos diversos processos de negócio e unidades de negócio da sua empresa, com base no uso que eles fazem daquela TI, novamente usando os relacionamentos dos seus modelos da arquitetura. Isto pode, no entanto, levá-lo a territórios ainda mais sensíveis politicamente, uma vez que isto rapidamente se desenvolve para a discussão sobre quem deveria pagar a conta...

Independente disso, nossa experiência com a criação deste tipo de percepção é bastante valiosa, e se você o que pode ser feito para a gerência responsável, eles podem rapidamente pedir mais. No exemplo da VIVAT mencionado acima, esta abordagem rapidamente ganhou atenção da diretoria. Assim, se você está lutando para ser ouvido pelos seus executivos, esta pode ser uma forma de chegar aos seus ouvidos.



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


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