Arquitetura Corporativa


Como aproveitar a IA corretamente usando Arquitetura Corporativa

postado em 5 de set. de 2021 09:17 por Centus Consultoria   [ 5 de set. de 2021 09:24 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Raz Mitache*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

A Inteligência Artificial (IA) é, provavelmente, a mais importante tecnologia inovadora da atualidade. Ela tem casos de uso claros, e o valor que ela tem produzido até agora está acima de qualquer dúvida - apenas pense no assistente pessoal no seu telefone, em carros autônomos, e até mesmo em como o Google a utiliza. Mas a Inteligência Artificial não é mais uma competência exclusiva das grandes empresas de tecnologia. Na medida em que a Inteligência Artificial se torna mais estabelecida, muitas organizações estão começando a ganhar acesso a ela e a explorar suas próprias iniciativas de inteligência artificial. O mundo dos negócios é, afinal de contas, bastante similar a uma corrida armamentista, e possuir a 'arma' mais avançada para ajudar a se manter à frente dos concorrentes é uma perspectiva irresistível. A previsão? Uma enorme onda de novas implementações de Inteligência Artificial no futuro próximo... e, com ela, muita dor de cabeça.

As organizações tradicionais estão prontas para a IA?

A razão para isso é que, embora os projetos mais conhecidos e bem-sucedidos possam dominar as manchetes (junto com o sonho dos CIOs com a transformação digital), a tecnologia ainda se mantém muito desafiadora. O conhecimento técnico é escasso, assim como os recursos. Assim, uma resposta direta para a pergunta acima é: não! Uma resposta mais elaborada é que algumas organizações, aquelas que têm uma linhagem de entrega de projetos avançados de TI, bem como um cofre relativamente grande, estão melhor posicionadas para tentar e aproveitar esta tecnologia em seu benefício.

Naturalmente, essa é uma posição cautelosa, portanto condenada pelos corajosos, ambiciosos ou temerários. Se existe algo que aprendemos nas últimas décadas é que se existe alguma chance, mesmo a mais remota, de que alguma coisa poderia dar a uma empresa uma vantagem competitiva sobre as demais, elas irão tentar fazer isso. Elas entrarão fundo na onda, pessoas importantes ficarão excitadas com perspectivas irrealistas, e elas irão tentar.

E, então, elas provavelmente irão falhar, perdendo o seu tempo, dinheiro e recursos no processo (talvez até mesmo sofrendo perdas na sua imagem). Então, em face desta onda de organizações despreparadas e super entusiasmadas que se forma no horizonte, todas se preparando para batalhar com a inteligência artificial, nós cremos que precisamos compartilhar nossos pensamentos sobre como tirar o máximo desta tecnologia. A chave para o sucesso? Estamos confiantes de que é a arquitetura corporativa.

Implementações suaves de IA precisam de Arquitetura Corporativa

A primeira coisa que as organizações deveriam entender sobre a IA é que ela é uma tecnologia muito especializada, requerendo muita contextualização. Falando à Forbes, por exemplo, Andrew Ng, um dos maiores especialistas mundiais em IA, disse: "A tecnologia da IA em isolamento não é muito útil. É necessário muita personalização para descobrir exatamente como ela se encaixa no seu conceito de negócio. Fazer isso requer uma compreensão ampla da sua empresa e uma compreensão razoavelmente profunda da IA. Explorar o valor da IA hoje requer uma equipe que entenda o contexto do negócio e possua conhecimento multifuncional de para descobrir como encaixar a IA no seu hospital, ou como usar a IA na sua rede logística. Sem um conhecimento multifuncional sobre como o seu negócio funciona é difícil personalizar a IA de forma adequada para atingir resultados de negócio específicos."

Isso dito por alguém que liderou os programas de inteligência artificial do Google e do Baidu. Ele está falando sobre compreender o conceito do negócio, em primeiro lugar; ter a clareza sobre o contexto do negócio e a figura organizacional ampla; ele destaca a necessidade de equipes multifuncionais e colaboração, ele inclusive menciona mirar em resultados de negócio específicos(!). Agora, se um minuto atrás você tinha alguma dúvida quando dissemos que a arquitetura corporativa era a chave para uma implementação de inteligência artificial bem-sucedida, estas dúvidas devem ter se desmanchado agora.

Como os Arquitetos Corporativos suportam iniciativas de Inteligência Artificial

O fato é, você não pode simplesmente gerenciar uma iniciativa complexa e cara em um muito provável panorama de dependências intrincado sem ser capaz de capturas as 'verdades' da organização, isso é, ter um bom entendimento da lógica, estratégia, partes interessadas e lógica do negócio, bem como os panoramas de tecnologia e de dados. Bem, vamos às boas notícias - a arquitetura corporativa é o seu amigo logo do outro lado da mesa.

Que meios melhores você tem para avaliar e determinar o caso de uso da IA certo para a sua organização; planejar e alocar recursos cuidadosamente para suportar o projeto; ou mitigar de forma apropriada as repercussões indesejadas pelo ambiente mais amplo da empresa? Quando você faz bom uso da arquitetura, você trás a estrutura e a transparência que é necessária para planejar e executar mudanças complexas através de uma área tão vasta e diversificada como são as empresas modernas.

Um exemplo prático da Arquitetura Corporativa suportando a Inteligência Artificial

Vamos considerar um exemplo real. Digamos que este ano uma empresa de telecomunicações finalizou em último lugar em uma pesquisa de satisfação de clientes no setor. Dado o resultado pobre e, talvez mais importante, o notório baixo nível de fidelidade dos clientes nesta indústria, a empresa decidiu melhorar o nível de satisfação dos seus clientes.  Aqui apresentamos uma forma de fazer isso vista através das lentes da arquitetura corporativa, usando como referência o ADM (Método de Desenvolvimento da Arquitetura) do TOGAF®.

Passo 1 - Identificar os elementos/capacidades que suportam a satisfação dos clientes

O primeiro passo que a empresa deve tomar é criar um mapa da jornada do cliente e executar uma análise para identificar os elementos/capacidades que estão atualmente contribuindo em direção a uma ótima experiência do cliente. Isso também permite considerar cuidadosamente se existem aspectos negativos significativos que podem ter passado desapercebido anteriormente. Em qualquer caso, utilizar um mapa de jornada do cliente já coloca o cliente no centro do processo, o que é precisamente o objetivo de todo o esforço de melhoria.

Uma vez que isso seja completado e as capacidades identificadas, a equipe responsável pode então prosseguir para destacar os elementos arquiteturais que realizam estas capacidades. Então, por exemplo, digamos que três capacidades - Fórum de Clientes, Parceria com Cadeias de Cinemas e Serviço de Suporte ao Cliente - são identificadas. De acordo com pesquisas internas, as duas primeiras estão desempenhando com altos padrões e as pessoas que as utilizam estão em geral felizes com o nível de serviço oferecido.

A terceira capacidade, no entanto, tem sido constantemente atacada pelos clientes que reclamam a respeito das longas filas de espera e a falta de delicadeza dos atendentes. Melhorar esta capacidade poderia elevar a experiência do cliente significativamente, e isso faz a oportunidade para a introdução de assistentes virtuais (chatbot) se tornar aparente.



Passo 2 - Avaliar o impacto da introdução de uma solução de inteligência artificial no seu ambiente

Então, agora pode ser desenvolvido o caso de negócio para a introdução de tecnologia de inteligência artificial na empresa. Mas, e como estão as capacidades atuais? Bem a Arquitetura Corporativa torna possível identificar com precisão os aplicativos que habilitam o pessoal de suporte ao cliente para fazer o seu trabalho, e analisar se aposentá-los para dar lugar para um assistente virtual seria uma boa escolha ou não. Alavancar as arquiteturas de aplicativo e de tecnologia, neste caso, com análises de impacto e de dependências efetivas garantirá que, ao final, as decisões sejam tomadas com base em fatos.


Passo 3 - planejar a implementação do novo sistema garantindo adequada mitigação dos impactos onde necessário

Até aqui a empresa de telecomunicações decidiu que eles querem melhorar o nível de satisfação dos clientes. Através da análise da jornada do cliente eles identificaram uma área com desempenho baixo e que é responsável pela vasta maioria das reclamações dos clientes - o seu serviço de suporte ao cliente. Essa é uma área em que, fortuitamente, a Inteligência Artificial tem obtido substancial sucesso nos últimos tempos. Uma análise foi realizada para determinar se os riscos, custos, e os requisitos gerais para introduzir uma solução como essa poderiam ser suplantados pelos benefícios de ter uma oferta de serviços ao cliente de ponta. A organização decide ir em frente com essa ideia.

Agora é a parte onde os cronogramas reais são desenhados e as mudanças nos panoramas de processos, tecnologia e dados são mapeados. Ao estabelecer uma linha de base e então mapear o estado futuro juntamente com todos os platôs intermediários a organização pode adquirir uma sólida compreensão da difícil tarefa de desativar uma capacidade ao mesmo tempo em que lança a sua substituta. Isso constitui uma atividade principal da Arquitetura Corporativa e o que a torna uma prática tão efetiva para gerenciar a complexidade e a mudança organizacional. O resultado neste estágio deveria ser uma compreensão clara (por meio de diagramas, gráficos e figuras) das mudanças a caminho, de forma que todas as partes interessadas que estejam envolvidas possam identificar o seu papel e as suas responsabilidades no processo.


Passo 4 - Executar e gerenciar a implementação

Finalmente, enquanto o projeto avança, aplicativos e tecnologia que suportam a capacidade sendo retirada são aposentados de uma forma segura e ordenada. A solução de Inteligência Artificial começa a entrar no ar, precedida por todas as capacidades de suporte necessárias, exatamente como planejado. Caso ocorra algum desenvolvimento inesperado relacionado com a tecnologia ou com os requisitos regulatórios, a Arquitetura Corporativa é novamente a sua melhor aposta para estabelecer uma solução e garantir a entrega do projeto como antecipado.


Passo 5 - Analisar a retroalimentação e otimizar

Uma vez que a solução entre em operação, a organização deveria monitorar a resposta dos clientes e ajustar o seu funcionamento de acordo. Esse loop de retroalimentação e aprendizado é vital para otimizar continuamente o investimento. Nada é sempre perfeito, de forma que manter um olhar atento sobre a solução para testar e encontrar novas maneiras de fazer com que ela funcione de forma mais suave - este tipo de melhoria incremental se acumula de forma harmoniosa ao longo do tempo. Não apenas isso, mas por meio da avaliação do seu desempenho regularmente e testando vários cenários a empresa de telecomunicações poderia muito bem identificar novos usos para a solução, ampliando o seu escopo e aumentando o retorno sobre o seu investimento. Por exemplo, eles poderiam descobrir que depois de algum tempo que a sua própria base interna de conhecimento poderia ser significativamente melhorada por meioi da introdução de um assistente suportado por Inteligência Virtual.


Conclusão

Neste cenário, a Arquitetura Corporativa fortaleceu o processo de melhoria dos níveis de satisfação dos clientes, de ponta a ponta. A mensagem final é que em qualquer situação, tanto se um problema precisar de uma solução imediata como não, arquitetos corporativos e de negócio indiscutivelmente têm um papel crucial a desempenhar na experimentação de futuros cenários que envolvem a Inteligência Artificial. Seu conhecimento multifuncional dos fluxos de valor, processos, tecnologias e dados da empresa é um poderoso habilitador da transformação. Na medida em que nos movemos em direção a uma era de adoção generalizada das tecnologias de inteligência artificial, a transparência e a responsabilização possibilitadas pela Arquitetura Corporativa a posiciona como uma ferramenta essencial para identificar grandes casos de uso e implementações bem-sucedidas.

Esperamos que essa visão geral tenha dado a vocês uma ideia de como a arquitetura corporativa pode ser fortalecida para suportar programas de inteligência artificial e iniciativas de transformação digital similares. Se você achou isso interessante, então você pode querer dar uma olhada na nossa postagem sobre Inteligência de Negócio 2.0. Para aprender mais sobre o planejamento baseado em capacidades, simplesmente acesse o nosso artigo técnico Planejamento Baseado em Capacidade com ArchiMate. Boa leitura.


Raz Mitache é Consultor da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Como Reduzir os Riscos sem Atrasar a Transformação Digital

postado em 29 de ago. de 2021 05:05 por Centus Consultoria   [ 29 de ago. de 2021 05:18 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Raz Mitache*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

A segurança cibernética é um dos principais problemas que o mundo dos negócios tem que lidar atualmente, e a sua importância aumentará cada vez mais. Enquanto a tecnologia evolui continuamente para assumir cada vez mais aspectos da vida dos negócios (e pessoal), a necessidade de segurança está ficando significativamente mais aparente por meio de incidentes como as invasões no Yahoo, Experian, Facebook, Microsoft e outros gigantes da tecnologia, assim como inúmeros ataques de ransomware afetando a operação de empresas no mundo e também no Brasil (veja os recentes ataques à JBS e Lojas Renner). A cada ano, um grande número de empresa são atacadas, e apenas alguns poucos casos mais rumorosos acabam chegando ao conhecimento do grande público. O resultado? Um sem número de pessoas ao redor do mundo são afetadas, com o custo de uma segurança cibernética ineficaz chegando facilmente à casa dos milhões.

Jogar tudo na segurança?

Quando você considera tudo isso, parece que a única coisa que resta para ser feito pelas organizações é jogar tudo o que eles têm na segurança cibernética. Está certo? Bem, embora isso possa parecer não intuitivo, a resposta é não. O fato é que a meta final da empresa não é se tornar uma fortaleza digital impenetrável mas (entregar valor para seus clientes para) permanecer no negócio.

Este imperativo da continuidade do negócio é realmente mais difícil de realizar do que nunca em razão de como as condições do mercado estão mudando atualmente - pense nos avanços da tecnologia, nas mudanças regulatórias etc. Desta forma, focar apenas em um aspecto do negócio é uma receita certa para a irrelevância. Inovação, nível de entrega de serviços, satisfação do cliente, conformidade regulatória, cidadania corporativa - estas são apenas algumas outras coisas que uma organização precisa estar consciente para que possa ser bem-sucedida.

Desta forma, acreditamos que a melhor coisa que uma empresa que leva a sério sua estratégia de segurança cibernética pode fazer é operar de uma maneira altamente precisa e com alto impacto. Isso significa reconhecer que medidas ineficazes estão causando tanto mal quanto bem, pelo custo de oportunidade, inconveniência para o usuário ou simplesmente desperdícios. Não é realístico esperar que tudo estará 100% seguro. Existe uma lei dos retornos decrescentes em ação que garante que você nunca chegará lá, mesmo que você tenho todo o tempo e todos os recursos do mundo à sua disposição, o que definitivamente você não tem. Então, o caminho mais razoável é mirar nas fragilidades mais críticas com ações deliberadas bem desenvolvidas - para isso uma postura mental de alta precisão e alto impacto é fundamental.

Mirar com precisão as vulnerabilidades de segurança

Entender o contexto

Para ser capaz de operar 'cirurgicamente' você precisa, primeiro, ter uma imagem clara das suas capacidades atuais. Nossa plataforma colaborativa de desenho de negócios, o HoriZZon, juntamente com o seu ambiente de modelagem, o Enterprise Studio, estão perfeitamente equipados para ajudá-lo nisso. Usando a nossa plataforma, os usuários podem construir modelos digitais acurados dos seus panoramas de negócio e de tecnologia, eles podem colocar em prática o planejamento baseado em capacidades, e podem ligar as várias capacidades com os processos, aplicativos e infraestrutura que as suportam, para desenvolver um entendimento completo das suas organizações. Como você pode imaginar, isso habilita uma abordagem de segurança por desenho que permite a incorporação dos processos de gerenciamento de riscos e segurança corporativa nos processos de arquitetura e desenho de processos da empresa.

Além das capacidades de modelagem digital que permitem que você explore todos os aspectos da empresa, a plataforma também ajuda a promover a aderência a melhores práticas e à conformidade regulatória. O HoriZZon suporta uma ampla gama de padrões e frameworks de segurança, e oferece sólidas funcionalidades de governança de conteúdo. Padrões predominantes, tais como ISO/IEC 27001, NIST 800-53, CSA, Open FAIR, SABSA e outros fornecem estrutura, orientação e métricas apropriadas para empresas que procuram construir uma sólida prática de gerenciamento de risco e segurança. Realmente, eles fornecem a metodologia perfeita para identificar, avaliar e priorizar os objetivos e as operações de segurança. Com as melhores práticas e uma clara visão geral da sua organização (e do seu ecossistema), você está bem posicionado para começar uma avaliação de riscos de segurança.

Executar uma avaliação de segurança

Uma vez que a segurança perfeita é uma meta inalcançável, a ênfase neste ponto deveria ser sobre a maneira mais efetiva de investir o orçamento de segurança. Ao analisar os riscos, ameaças, oportunidades ou as metas de desempenho, uma abordagem baseada em risco oferece a estrutura necessária para conectar e endereçar de forma consistente preocupações sobrepostas. Desenvolver uma cultura consciente do risco dentro da sua organização é um componente crucial para um programa de gerenciamento de risco corporativo de sucesso.

Nós, da Centus e da BiZZdesign, adotamos uma abordagem para risco e segurança que combina vários padrões. Se você quer conhecer mais sobre isso, acesse nosso artigo sobre Como Melhorar a Segurança Cibernética com Arquitetura Corporativa, mas por enquanto é suficiente dizer que as principais etapas neste estágio de avaliação são: Analisar as vulnerabilidades, Avaliar as ameaças e Calcular o risco.

Nossa plataforma fortalece os profissionais de segurança para efetivamente planejar, implementar e amadurecer as práticas do gerenciamento de risco corporativo dentro das suas empresas. Nós inclusive compilamos uma lista bastante completa de vulnerabilidades e ameaças que se mostram úteis na fase de análise. Uma maneira direta de executar uma avaliação de riscos é usar a fórmula Risco = Valor x Probabilidade, pela qual um risco mais alto necessitará mais esforços de mitigação contra eles. Ao final deste estágio você deveria ter um bom entendimento do panorama de riscos que a sua empresa está enfrentando. Aqui está um exemplo de como você fazer uma análise como essa usando Enterprise Studio, o ambiente de modelagem do HoriZZon.

A parte inferior do modelo mostra a infraestrutura e os ativos que você quer proteger ('Registro de pagamento criptografado'). A parte superior mostra:
  • Duas vulnerabilidades ('Canal de transmissão inseguro' e 'Criptografia fraca dos dados de pagamento')
  • O agente de ameaça ('Criminoso Cibernético')
  • Um evento de ameaça ('Ataque homem-no-meio')
  • Um potencial evento de perda resultante desta ameaça ('Pagamentos não autorizados')
  • O risco resultante ('Perda financeira')

Figura 1. Exemplo de análise de risco

Os sinais de tráfego mostram vários parâmetros, tais como valor do ativo, nível de vulnerabilidade e o nível de risco resultante. Tudo isso é conectado, e o nosso algoritmo de análise de risco calcula os resultados, ou seja, aumentando o nível de risco se você aumenta o valor do ativo ou a capacidade da ameaça.

Desenvolver e implementar medidas de redução de risco

Depois do estágio de avaliação descrito acima, o próximo passo é desenvolver medidas de controle e implementá-las. Com uma visão clara de onde estão as fraquezas, bem como de quais poderiam ser as consequências que uma violação, a meta é criar contramedidas eficientes. A estrutura que nós recomendamos é primeiro considerar as políticas de segurança, seguido pela definição dos objetivos de controle, criar as medidas de controle e, finalmente, implementá-las. Aproveitar as saídas da arquitetura corporativa e/ou do gerenciamento de portfólios pode ajudar muito aqui, porque as recomendações de segurança podem ser ligadas com os elementos vulneráveis reais na camada de infraestrutura, por exemplo, ou nas capacidades de negócio vitais para a organização.


Figura 2. Exemplo de desenvolvimento de medidas mitigadoras do risco

Como parte deste estágio, você deveria calcular o custo das medidas de segurança e comparar isso com os riscos que elas reduzem. Este dinheiro está sendo bem gasto? A alta gerência costumar levar mais a sério os relatórios com recomendações de segurança se eles tornam explícitos os benefícios que eles irão trazer. Uma última recomendação é relacionar as recomendações com valores para a tomada de decisão em um nível pessoal. Por exemplo, você poderia apontar para o fato de que existe uma tendência em direção à responsabilização pessoal das gerências responsáveis no caso de uma invasão ou práticas de negócio não conformes. A LGPD é um destes marcos regulatórios que está expandindo as fronteiras e aumentando a pressão não somente sobre os processadores de dados como também dos controladores de dados, que anteriormente não compartilhavam nenhuma responsabilidade em caso de um evento de segurança. Ao se afastar de medidas caras, mas ineficientes, e atacar os problemas de segurança mais prementes com maior precisão, uma organização tem uma chance melhor de se proteger contra ameaças imediatas bem como sobreviver no longo prazo.

Conclusão

Com as empresas se descobrindo de posse de cada vez mais dados sensíveis dos seus clientes, e com os criminosos aumentando cada vez mais seus esforços para comprometê-los, a segurança cibernética está mais relevante do que nunca. Dadas estas circunstâncias, é fácil para as empresas adotarem uma estratégia de defesa total e 'cavar um fosso' em torno da inovação e de todos os elementos que contribuem em direção a um sucesso duradouro. No entanto, essa pode ser um passo em falso estratégico.

Isso porque com um maior controle e prudência você também diminui a flexibilidade e a agilidade, o que diminui a competitividade geral do negócio em uma época que premia a habilidade de se adaptar rapidamente, A solução, cremos nós, é desenvolver um entendimento claro do perfil de risco da empresa e então desenvolver e implementar controles mitigatórios nas áreas que estão sob maior risco. Ser capaz de atualizar digitalmente a empresa e então executar as avaliações de risco em tempo real sobre modelos trás grandes oportunidades para melhoria.

Para saber mais sobre como podemos ajudá-lo a realizar a sua transformação digital com sucesso, entre em contato conosco hoje mesmo!



Raz Mitache é Consultor da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Construindo um Gêmeo Digital da sua Organização

postado em 14 de ago. de 2021 05:18 por Centus Consultoria   [ 14 de ago. de 2021 05:20 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em postagens anteriores, escrevemos sobre a combinação de estrutura e dados para criar percepções inovadoras sobre a sua empresa e como isso pode suportar a criação de um Gêmeo Digital da sua Organização. Para relembrar, um gêmeo digital é uma representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real.

Um modelo como esse permite todos os tipos de análises avançadas, por exemplo, para:
  • Manutenção preditiva
  • Otimização de recursos
  • Controle de fluxos
  • Desenvolvimento de produtos
Gêmeos digitais são usados em todos os tipos de configurações no mundo real, per exemplo:
  • Motores de aeronaves, caminhões, locomotivas e automóveis. Por exemplo, de acordo com o CSC, a Tesla Motors cria um gêmeo digital para cada automóvel que ela vende, e se um motorista está com um ruído em uma das portas, ele pode ser consertado por meio de uma alteração de software que ajusta o sistema hidráulico daquela porta específica (fonte).
  • Turbinas eólicas, plataformas de petróleo, usinas de energia, fábricas inteligentes, e várias aplicações na Indústria 4.0
  • Edifícios de escritório e residências inteligentes
  • Modelos personalizados de pacientes na indústria de saúde
E a tecnologia da Internet das Coisas irá permitir muitos outros casos de uso. Um Gêmeo Digital da Organização (DTO-Digital Twin Organization) é exatamente a mesma coisa, um modelo digital que mostra como a sua empresa é construída, opera e evolui. Agora, essa ideia não é exatamente nova, embora o termo tenha sido cunhado pelo Gartner apenas recentemente. Os modelos corporativos que a BiZZdesign vem suportando em nossos produtos por muitos anos são, naturalmente, representações digitais como estas da sua organização.

No entanto, existem alguns novos desenvolvimentos. No passado, tais modelos eram desenhados e mantidos separadamente do negócio em operação. Hoje em dia, nós podemos integrar dados operacionais vivos nos nossos modelos, a partir de muitas fontes diferentes. Como discutido na primeira postagem mencionada acima, isso oferece uma gama completa de novas possibilidades.

Construindo um Gêmeo Digital da sua Organização

Mas como você constrói um gêmeo digital como esse? Nós usamos um processo iterativo de cinco etapas, mostrado abaixo.


Figura 1. Processo de criação de um Gêmeo Digital da Organização

1. Modele a sua empresa

A primeira etapa na criação de um DTO é, naturalmente, usar modelos formalizados de sua:
  • Direção estratégica e modelos de negócio.
  • Ativos e capacidades atuais/desejados.
  • Organização e processos.
  • TI e outras tecnologias que suportam suas operações.
  • Iniciativas de mudança que evoluem e transformam a empresa.
Em muitas outras oportunidades ao longo dos anos, temos explicado estes tipos de modelos, razão pela qual não vamos elaborar sobre eles aqui. No entanto, uma coisa importante a ser notada é que, cada vez mais, você pode usar a automação para acelerar a modelagem do estado atual da sua empresa. Por exemplo, você pode importar informações de ferramentas de fluxo de trabalho, mineração de processos, CMDBs etc. e gerar modelos automaticamente em vez de construí-los manualmente.

É claro que a experiência de arquitetos e outros desenhistas ainda é essencial na criação das abstrações necessárias que ajudam você a enxergar o todo: decidir o que abstrair, onde generalizar e quais detalhes são irrelevantes – isso não é algo que podemos automatizar facilmente. Além disso, desenhar o futuro de sua empresa também não pode ser automatizado.

Isso não é baseado em uma visão monolítica e abrangente de modelar de tudo do mundo. Em vez disso, pensamos nisso como vários aspectos sendo capturados em diferentes modelos, que são mantidos por diferentes (mas colaborando umas com as outras) comunidades e disciplinas. E todos estes vários modelos estão interconectados para formar uma espinha dorsal coerente que oferece uma linha de visão clara entre a direção estratégica, as operações e a mudança da empresa.

2. Adicione dados aos seus modelos corporativos

A segunda etapa na criação de um DTO é adicionar dados operacionais relevantes da empresa em tempo real aos seus modelos integrados. Isso pode incluir, por exemplo:
  • Dados sobre seu portfólio de produtos (participação no mercado, receita)
  • Dados de experiência do cliente (satisfação do usuário, pontuação líquida do promotor)
  • Dados de desempenho (rendimento do processo, produtividade, disponibilidade)
  • Custo dos recursos (pessoal, licenças, manutenção, infraestrutura)
  • Ciclo de vida da tecnologia (valor comercial e técnico, fim da vida útil)
  • Desempenho do projeto (tempo, orçamento, valor criado)
É claro que esses são apenas alguns exemplos, e as especificidades de sua própria organização determinarão quais tipos de dados estão disponíveis e são úteis. Pode haver algumas batalhas para lutar dentro de sua organização para obter acesso a determinadas fontes de dados, mas isso está além do escopo deste artigo técnico. 

Mais importante ainda, a qualidade dos dados é fundamental. Afinal – lixo que entra, lixo que sai. Então, antes de adicionar quaisquer dados ao seu modelo, você deve avaliá-los de acordo com atributos comuns de qualidade, como:
  • Exatidão: os dados representam corretamente o mundo que eles descrevem?
  • Precisão: qual é o nível de detalhes dos dados?
  • Integralidade: os dados estão disponíveis para as partes relevantes do seu modelo?
  • Atualidade: os dados estão atualizados em relação ao mundo que eles descrevem?
  • Oportunidade: os dados estão disponíveis no momento adequado?
  • Consistência: os dados são consistentes com outros conjuntos de dados?
  • Linhagem: você sabe de onde vêm os dados, por exemplo, de uma fonte confiável?
Você pode agregar e integrar os dados que adicionou de várias maneiras diferentes. A figura abaixo, por exemplo, mostra um modelo de cálculo de custo de aplicativos, onde os vários componentes do custo são somados de acordo com o volume, uso de recursos etc. O custo agregado por aplicativo por, por sua vez, ser distribuído para, por exemplo as unidades de negócio da organização com base na intensidade do seu uso nos vários processos de negócio.


Figura 2. Modelo de custo

Nossa plataforma HoriZZon oferece excelentes capacidades de integração. Você pode importar informações de todos os tipos de fontes, desde planilhas Excel e bases de dados SQL até fontes como o ServiceNow, Technopedia e muitas outras. A plataforma de fluxo de dados de alto desempenho subjacente fornece a base para a integração de dados em tempo real e de alto volume.

3. Visualize e analise sua empresa

Uma vez que você tenha enriquecido seus modelos com dados relevantes, você pode usá-los para realizar vários tipos de análises. Pense em aspectos como:
  • Cenários de modelos de negócio
  • Parâmetros financeiros, alocação de custos, prioridades de investimento
  • Desempenho do portfólio de produtos, participação no mercado, receita
  • Maturidade e crescimento da capacidade
  • Continuidade do negócio, dependências, riscos
  • Experiência e satisfação do cliente
  • Desempenho, gargalos, taxas de falha, utilização dos processos
  • Segurança e conformidade, uso de dados, vulnerabilidades
  • Portfólio de aplicativos, ciclo de vida de TI
E isso é apenas um pequeno exemplo. Nosso artigo técnico sobre técnicas de análise pode ser uma inspiração aqui. 

Para transmitir a mensagem certa e criar um entendimento sólido sobre a sua empresa, visualizações adequadas também são fundamentais. Isso pode abranger desde tabelas e listas simples, passando por modelos "clássicos" em linguagens como ArchiMate e BPMN, até mapas de calor, gráficos e painéis interativos cheios de cores.

Na figura abaixo você vê um mapa de paisagem no qual os aplicativos que suportam determinadas capacidades de negócio (o eixo vertical) para determinados domínios de informação (o eixo horizontal) são plotados, coloridos de acordo com suas recomendações de ciclo de vida: azul = tolerar, verde = investir, amarelo = migrar, vermelho = eliminar. Essas recomendações se baseiam em uma análise típica de portfólio de aplicações TIME, com base nas diferentes métricas de valor de negócio e técnico desses aplicativos (consulte nosso e-book Gerenciamento do Portfólio de Aplicativos para obter mais informações sobre isso). Esses dados, por sua vez, vêm de várias fontes externas, que vão desde pesquisas com usuários até registros de chamados do departamento de gerenciamento de serviços, e de análises automatizadas de código a dados sobre fornecedores de uma fonte como a Technopedia.


Figura 3. Mapa do panorama de aplicativos com conselhos sobre o ciclo de vida

Como você pode ver, esta figura integra muitas informações úteis em um mesmo diagrama, dando a você uma visão geral, digamos, do impacto potencial da substituição de um aplicativo nas capacidades de negócio suportadas e nos domínios de dados envolvidos. 

Na próxima figura, você tem outro exemplo, um painel interativo no HoriZZon. Você pode selecionar um elemento, por exemplo, os aplicativos de alto risco, e o restante do painel se adapta e filtra para mostrar apenas esses aplicativos em todos os gráficos. Dessa forma, você pode mergulhar nos problemas mais relevantes de sua empresa e dar suporte à tomada de decisões com mais eficiência.


Figura 4. Painel de controle interativo no HoriZZon

Nosso artigo técnico sobre visões corporativas para melhorar a execução da estratégia mostra alguns exemplos de visões que podem apoiar uma audiência executiva, as principais partes interessados na próxima etapa.

4. Controle e mude a sua empresa

É aqui que a coisa fica séria. Com base nas análises e visualizações das etapas anteriores, os tomadores de decisão em todos os níveis da organização podem usar as informações para direcionar, controlar e mudar a empresa. Isso pode variar desde a otimização de parâmetros simples em um processo de produção por especialistas de domínio no "chão de fábrica", até grandes transformações de negócio iniciadas pelo gerenciamento no nível executivo. Como todas as informações estão conectadas em um ambiente de modelagem coerente, qualquer mudança pode ser avaliada antecipadamente como parte de uma imagem holística. Vice-versa, as mudanças em dados relevantes do mundo externo podem ser alimentadas no Gêmeo Digital para avaliar seu impacto na empresa.

O fundamental na mudança de sua empresa é analisar o impacto das mudanças e planejar essas mudanças de uma maneira inteligente. Não defendemos uma abordagem de "grande desenho antecipado” (BUFD-Big Up-front Design), com planos de transformação enormes e rígidos abrangendo vários anos. Em vez disso, em um ambiente de negócios cada vez mais volátil, você precisa usar uma abordagem interativa onde seus planos são atualizados regularmente para corresponder às circunstâncias em constante mudança, normalmente de maneira ágil. A figura abaixo mostra um exemplo simples de dependências entre uma série de mudanças, representadas pelas caixas rosa. Um atraso no projeto P428 causa problemas na programação, uma vez que o projeto P472 depende dele. Além disso, uma vez que as duas mudanças se sobrepõem em escopo (como mostrado na tabela do lado direito), estas mudanças podem estar, potencialmente, no caminho uma da outra quando também se sobrepõem no tempo. Essas informações são calculadas a partir da combinação de informações de programação e arquitetura do projeto, um exemplo claro do valor de integrar esse tipo de estrutura e dados em um Gêmeo Digital.


É claro que este é apenas um exemplo de gerenciamento de mudanças em sua empresa. Em outras publicações temos mostrado muitos outros tipos de análises. Ou entre em contato para solicitar uma demonstração, se você quiser saber mais.

5. Melhore seus modelos

Por fim, você precisa fechar o ciclo. Como George Box disse: "Todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis." O seu modelo nunca é uma imagem completa da realidade, mas você deveria melhorá-lo continuamente. Antes de mais nada, você deve verificar sua qualidade: seus modelos e dados são tecnicamente saudáveis? Eles são consistentes? Eles são compreendidos? Em segundo lugar, você precisa garantir que seus modelos e dados não se desviem muito da realidade. Eles ainda representam o mundo real com precisão suficiente para fornecer valor? O que mudou no mundo real? Você precisa recalibrar?

Além disso, você pode aprimorar seu Gêmeo Digital adicionando mais fontes de dados. Construir uma DTO, afinal de contas, não é um exercício pontual. É uma jornada, não um destino. Você adiciona gradualmente mais e mais informações, finalizando e enriquecendo o Gêmeo Digital ao longo do tempo. Por fim, para melhorar a qualidade de seus modelos, você precisa ter certeza de que esse ciclo de retroalimentação seja rápido o suficiente. Dessa forma, você pode evitar que seus modelos fiquem desatualizados.


Acesse nosso artigo técnico Como Arquitetos Corporativos Suportam Iniciativas de Gêmeos Digitais para obter uma versão de impressão desta série de postagens.




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

A Organização Gêmeo Digital: A Arquitetura Corporativa pode Ajudar?

postado em 5 de ago. de 2021 13:43 por Centus Consultoria   [ 5 de ago. de 2021 13:44 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Raz Mitache*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Um dos desenvolvimentos mais interessantes que vem acontecendo no espaço da tecnologia neste exato momento é a emergência da tecnologia dos gêmeos digitais. Para aqueles que já estão se perguntando O que é um Gêmeo Digital?, deixe-nos explicar.


O que é um Gêmeo Digital?

Um gêmeo digital, de acordo com o Gartner, é “uma representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real”. Mais precisamente, a tecnologia de gêmeo digital fornece a habilidade de criar uma representação virtual que simule acuradamente (por isso, gêmeo) tanto os componentes físicos como a dinâmica e o comportamento de como um dispositivo da Internet das Coisas (IoT) desempenha e funciona por toda a duração do seu ciclo de vida. Isso é alcançado por meio da coleta e interpretação de vastos conjuntos de dados obtidos por sensores instalados para realizar a desejada semelhança entre o elemento do mundo real e sua duplicata virtual.

A tecnologia de gêmeo digital tem estado em uso na indústria aeroespacial, médica e de petróleo já a algum tempo. No entanto, apenas recentemente ela se tornou um desenvolvimento importante, graças ao advento da Internet das Coisas e a Indústria 4.0. Os principais benefícios em um desenvolvimento tradicional (leia-se orientado para equipamentos) incluem:
  • Ganhar percepções sobre as ineficiências operacionais
  • Prolongar o tempo de vida do equipamento por meio de melhor administração, ou seja, manutenção preventiva, otimização de parâmetros em operação etc.
  • Minimizar o tempo de parada
  • Usar os dados operacionais para informar a pesquisa e desenvolvimento, resultando em melhores desenhos e implementações futuras
Praticamente qualquer coisa que você possa imaginar pode ter um gêmeo digital - um edifício de escritórios, um sistema de filtragem de água, calçados, seu gato etc. Então, a questão que naturalmente emerge é - por que não a empresa?

Realizando o Gêmeo Digital da Organização com Arquitetura Corporativa e a Suíte BiZZdesign

O Gêmeo Digital da Organização (DTO-Digital Twin Organization) é um conceito criado pelo Gartner. Simplificadamente, ele é definido como a utilização de uma representação digital da organização (seu modelo de negócio, estratégias etc.) para planejar e executar melhor uma iniciativa de transformação do negócio. A ideia geral por trás do conceito de gêmeo digital, e a razão pela qual ele é tão útil, é que ele oferece um modelo virtual que pode ser analisado e ajustado mais facilmente do que a coisa real.

Modelo é a palavra-chave aqui. Modelos não têm massa ou fricção, são virtualmente livres e reusáveis, e – mais importante – são também vitais na arquitetura corporativa. Assim, a Arquitetura Corporativa está bem-posicionada para desempenhar um papel importante para trazer o Gêmeo Digital da Organização do conceito para a realidade. Nós temos defendido a importância de uma abordagem baseada em modelos para a mudança de negócios neste espaço já há algum tempo e, agora, parece que o futuro está começando a nos alcançar. Vamos dar uma olhada mais detalhada em como exatamente a arquitetura corporativa ajuda, e oferecer alguns exemplos criados usando a suíte de ferramentas da BiZZdesign. Em uma postagem anterior nós já introduzimos a força desta combinação de estrutura com dados para realizar a "Inteligência de Negócios 2.0". A Organização Gêmeo Digital é construída em torno disso.

Representação Digital

Ter uma representação virtual da organização é o primeiro requisito para uma iniciativa de DTO. Você precisa ver o panorama da sua empresa se quiser otimizá-lo. Esse primeiro requisito é totalmente atendido pelo Enterprise Studio, nosso ambiente colaborativo de desenho de negócios. O Enterprise Studio oferece modelagem poderosa e integrada em várias disciplinas (Arquitetura Corporativa, Gerenciamento de Processos de Negócio, Modelo de Negócio & Estratégia, e outras), bem como todas as capacidades necessárias para planejar e executar suavemente mudanças organizacionais significativas.

Graças à sua interface de modelagem intuitiva, os usuários podem construir uma representação precisa da empresa através de todos os níveis relevantes – Estratégia, Negócio, Aplicativos, Infraestrutura. Além disso, ele oferece suporte para o Planejamento Baseado em Capacidades, que impõe uma mentalidade orientada a resultados de negócio e ajuda a concentrar os recursos da empresa na entrega de valor de negócio real. É até mesmo possível ir além dos limites da organização e modelar o ecossistema mais amplo em que ela opera – coisas como fornecedores, restrições regulatórias, bem como clientes e seu comportamento.

Usando mapas de jornada avançados no Enterprise Studio, você pode ajudar a liberar o valor de seus produtos e serviços destacando áreas em que a criação de valor e a interação com o cliente podem ser otimizados. Todas essas funcionalidades e muito mais estão disponíveis em um ambiente de fácil navegação que permite que você se mova pelos modelos e mergulhe nos artefatos desejados com facilidade. Isso facilita a modelagem e garante um nível constante de progresso durante projetos complexos, como uma implementação de Gêmeo Digital da Organização.

Da Estratégia para o Alinhamento das Operações

É claro que ter a representação digital da empresa é apenas o primeiro passo. Tornar uma organização mais eficaz e eficiente é encontrar oportunidades de melhoria e realizar essas mudanças sem interromper os negócios. É aqui que ter um framework de modelo claro para integrar e analisar os dados operacionais é muito útil. O Enterprise Studio oferece suporte a uma ampla gama de padrões e frameworks, incluindo ArchiMate, TOGAF, BPMN, NIST 800-53, OpenFAIR e muitos outros. O acesso a orientações de alta qualidade, suporte e exemplos de melhores práticas significa que você não tem de reinventar a roda e pode, em vez disso, concentrar-se nos seus objetivos sem pequenas distrações ao longo do caminho.

Sem entrar em muitos detalhes, a plataforma suporta análises de impacto, análises de dependência, análises de processos, análises de ciclo de vida, bem como análises financeiras, para citar apenas algumas. Arquitetos corporativos ou outros papéis relacionados também podem realizar análises como o Balanced Scorecard, SWOT, PESTEL e Cinco Forças de Porter, e uma variedade de outras, baseadas em pontuações ou outras métricas.

Integrar, Consolidar e Operacionalizar os Dados

Por fim, uma vez que ter uma imagem confiável da organização significa acesso a dados em tempo (quase) real, para garantir a qualidade "gêmea" do(s) modelo(s), a plataforma BiZZdesign integra algumas tecnologias no estado da arte para lhe oferecer a mais elevada agilidade, flexibilidade e produtividade do mercado. O HoriZZon é nosso portal de colaboração e publicação de última geração, um componente-chave de qualquer iniciativa de DTO. 

O HoriZZon pode ser visto através de duas lentes. Por um lado, é uma ferramenta fantástica para divulgar informações por toda a empresa e socializar conteúdo para todos os grupos de partes interessadas relevantes no formato certo. Sua análise de dados, juntamente com os recursos de painéis de controle e relatórios, faz dele uma ferramenta crucial para operacionalizar dados, ou seja, fazer com que as pessoas se envolvam e ajam sobre eles. Como os arquitetos corporativos não operam o negócio sozinhos, seu trabalho precisa ser facilmente compreendido pela gerência e por outras partes interessadas do negócio. O HoriZZon torna a socialização do conteúdo arquitetural muito simples graças aos resultados visualmente ricos que comunicam instantaneamente as descobertas ao público. Desta forma, aumenta a probabilidade e a velocidade de tomar decisões conscientes e construtivas, o que tem um efeito positivo a longo prazo sobre o negócio.

Por outro lado, as capacidades de alta conectividade e integração do HoriZZon, já mencionadas em uma postagem anterior, permitem que ele funcione como um repositório central de informações. Seu componente Kafka permite um fluxo de dados extremamente rápido, o que o torna uma plataforma desejável para consolidar dados de ferramentas de terceiros (por exemplo, ferramentas de Business Intelligence, CMDBs, ferramentas de gerenciamento de serviços de TI, mineração de processos etc.). Ter um portal que apresenta uma imagem ao vivo da organização e apresentar percepções na forma de produtos prontos para assinatura dá vida à ideia por trás do Gêmeo Digital da Organização do Gartner. Ele coloca os tomadores de decisão de frente para uma representação confiável da empresa e permite que eles influenciem imediatamente a direção estratégica da empresa e a maneira operacional como as coisas são feitas. Seja atualizar o modelo de negócio devido a uma nova regulamentação, eliminar ineficiências nos processos de negócio, ou cortar investimentos em áreas que não apoiam os objetivos de negócio, os tomadores de decisão podem realizar mudanças reais nos negócios que eles operam usando esse modelo digital da mesma maneira como os engenheiros alterariam os parâmetros de uma bomba d'água em uma configuração de gêmeo digital tradicional na indústria.

Conclusão

Naturalmente, trabalhar para realizar o Gêmeo Digital de sua organização é um esforço complexo, que exige uma plataforma poderosa por trás dela e um nível razoavelmente alto de maturidade em Arquitetura Corporativa. No entanto, considerando as vantagens que ele oferece, os arquitetos corporativos seriam bem aconselhados a fazer a devida diligência e explorar esse conceito por tudo o que ele poderia trazer para suas organizações. Feito corretamente, ele pode gerar retornos significativos e contribuir para a criação de uma vantagem competitiva.

Para saber mais sobre como podemos ajudá-lo a realizar a sua transformação digital com sucesso, entre em contato conosco hoje mesmo!



Raz Mitache é Consultor da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Arquitetura de Negócio com ArchiMate

postado em 30 de jul. de 2021 15:37 por Centus Consultoria   [ 30 de jul. de 2021 15:38 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Hoje, as empresas precisam se mover rapidamente e adaptar seus negócios a um ambiente volátil, enquanto ao mesmo tempo lidam com muitas partes interessadas e influenciadores internos e externos, que abrangem desde os clientes e parceiros no ecossistema até os reguladores, competidores e os efeitos incertos das mudanças políticas e sociais. Para ser uma empresa adaptativa, a arquitetura de negócio é uma disciplina indispensável. Sem uma abordagem de arquitetura para o seu negócio, você acabará atolado em uma miríade de mudanças e efeitos, sem um caminho claro à frente.

A arquitetura de negócio, como uma disciplina, ajuda você a desenhar como os modelos de negócio da sua empresa são traduzidos para os modelos operacionais. Grosseiramente falando, um modelo de negócio lhe diz como você cria valor para os seus clientes e sustenta o seu negócio, e o modelo operacional fornece as formas concretas para entregar este valor e operar o seu negócio. Para isso, a arquitetura de negócio fornece percepções sobre as capacidades, recursos e fluxos de valor da organização no contexto do seu ecossistema. Ela ajuda você a desenhar uma organização e os processos de negócio adequados, identificar oportunidades para a inovação, rastrear o impacto de políticas e regulações internas e externas, e muito mais.

Usar Modelos para a sua Arquitetura de Negócio

Tipicamente, o ponto de partida para a sua arquitetura de negócio é a direção estratégica fornecida pelos modelos de negócio previstos para a sua empresa, por exemplo, expressos usando o Canvas do Modelo de Negócio e várias outras avaliações como Balanced Scorecards, análises SWOT e análises de cenários, para avaliar as várias opções possíveis. Técnicas como planejamento baseado em capacidades e análises baseadas em capacidades, mapeamento da organização, mapeamento de informações, e mapas da jornada dos resultados de negócio ajudam você a concretizar a criação de valor pela sua empresa e também fornecem retroalimentação sobre a viabilidade das alternativas do seu modelo de negócio.

Estes são apenas alguns exemplos das técnicas envolvidas na arquitetura de negócio. Para rastrear todos estes elementos e suas interconexões, modelos são um instrumento essencial. Eles ajudam você a formalizar, gerenciar e analisar estes artefatos e garantir que todas as peças e partes são consistentes umas com as outras.

A linguagem de modelagem ArchiMate é uma grande ferramenta para sustentar estas técnicas de arquitetura de negócio. Na própria suíte de ferramentas Enterprise Studio e HoriZZon, da BiZZdesign, nós usamos o ArchiMate como o metamodelo subjacente para todas as nossa visões da estratégia e da arquitetura de negócio.

Comunicar os Modelos de Arquitetura de Negócio

Na arquitetura de negócio, muito mais do que em outros ramos mais tecnicamente orientados da disciplina de arquitetura, adaptar a sua comunicação à sua audiência é fundamental. Partes interessadas do negócio são, muitas vezes, menos experientes para a leitura de diagramas 'técnicos'. A notação padrão do ArchiMate, que foi desenvolvida para suportar a comunicação precisa entre os arquitetos, pode não ser a melhor escolha para eles. Mas, a especificação ArchiMate também reforça a importância de pontos de vista e visões da arquitetura orientadas para as partes interessadas, e inclusive descreve um mecanismo para suportar isso no Capítulo 14 da especificação do padrão. Este capítulo explica como construir visões que contém partes específicas do seu modelo de arquitetura completo, e que são construídas de maneira orientada para as partes interessadas para abordar preocupações específicas. Pontos de vista da arquitetura fornecem os modelos para tais visões. Na nossa ferramenta, nós oferecemos um amplo conjunto de tais pontos de vista, e abaixo mostramos alguns exemplos.

Tudo começa, naturalmente, com as suas partes interessadas. A figura abaixo mostra a clássica Matriz de Poder para a análise das partes interessadas, onde você observa algumas partes interessadas envolvidas com a meta de redução de custos. Isso não se parece nada com uma visão ArchiMate, mas as carinhas risonhas e tristes são, na verdade, elementos Parte Interessada da linguagem ArchiMate, e as setas entre elas são relacionamentos de influência do ArchiMate.

Matriz de Poder para análise das partes interessadas

Abaixo apresentamos um Mapa do Ecossistema simples para uma seguradora, novamente baseado em conceitos da linguagem ArchiMate mas mostrados de forma diferente. Aqui, vemos vários relacionamentos de fluxo entre os parceiros no ecossistema, incluindo o que está fluindo entre eles.

Mapa do Ecossistema

Mergulhando ainda mais no negócio desta empresa nós temos um Canvas do Modelo de Negócio, novamente baseado na linguagem ArchiMate, no qual cada elemento está rotulado com o elemento da linguagem ArchiMate usado (clique para ampliar). Este é apenas um exemplo, e outros mapeamentos dos conceitos da linguagem ArchiMate para o Canvas do Modelo de Negócio são também possíveis.

Canvas do Modelo de Negócio

A próxima figura mostra o mapa de capacidades da nossa seguradora de exemplo. Apenas o ícone do elemento Capacidade foi desligado para simplificar um pouco a figura, de forma que ela é bastante similar a um diagrama padrão da linguagem ArchiMate.

Mapa de Capacidades

Um exemplo final é o Mapa da Jornada de Resultados do Negócio abaixo. Novamente, ele é baseado em conceitos da linguagem ArchiMate. No topo da figura, usamos o conceito de Fluxo de Valor, novo na versão 3.1 do padrão. Para cada estágio de valor, velos suas metas e resultados, o valor que eles deveriam entregar, as capacidades que as suportam, e o valor adicionado de cada capacidade representado como uma Métrica.

Mapa da Jornada de Resultados do Negócio

Os exemplos acima são apenas uma pequena amostra do que é possível fazer a partir de modelos ArchiMate, mesmo quando não mostrados usando a notação padrão da linguagem. Todos os exemplos acima foram tirados de um único modelo, como você provavelmente deve ter observado. Não mostramos aqui maiores detalhes das arquiteturas de solução mais operacionais, como as arquiteturas de processos de negócio, de sistemas de TI, de infraestrutura e outras, mas naturalmente elas fazem parte do mesmo modelo.

Para que a arquitetura de negócio se torne uma disciplina bem-sucedida é essencial que ela esteja ligada 'para cima' com a estratégia e, 'para baixo', com as arquiteturas e desenhos operacionais. Modelos ArchiMate fornecem a espinha dorsal ideal para essa rastreabilidade. Modelos ArchiMate preenchem as lacunas entre os modelos de estratégia em 'formato livre' e os modelos detalhados das soluções de arquitetura. Eles oferecem rastreabilidade completa desde asa partes interessadas e as suas preocupações, via metas de mudanças estratégicas e resultados desejados, até o desenvolvimento das capacidades, das arquiteturas de suporte e das iniciativas de mudança. Mais ainda, como você pode ver nos exemplos acima, com o suporte adequado de ferramentas você pode adaptar facilmente a visualização dos seus modelos de arquitetura para as várias necessidades de comunicação com os vários grupos de partes interessadas.

Se você está interessado em saber mais sobre essas e outras funcionalidades e recursos da suite de ferramentas da BiZZdesign, entre em contato conosco.





* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 https://links.centus.com.br/tvw
Nós publicamos o eBook 'A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças', no qual explicamos nossa visão dos desafios da mudança e do controle em empresas complexas, e descrevemos as capacidades necessárias para lidar com isso em maiores detalhes. 

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Combinando Estrutura e Dados: Inteligência de Negócio 2.0

postado em 29 de jul. de 2021 05:46 por Centus Consultoria   [ 29 de jul. de 2021 05:52 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em postagens anteriores, nós escrevemos sobre várias técnicas de análise que ajudam você a obter mais valor dos seus modelos, bem como sobre técnicas para a criação de painéis de controle para visualizar dados de várias maneiras. Estes dois tópicos apontam para um tema mais geral: as novas possibilidades que você pode ter para enriquecer os seus modelos com vários tipos de dados externos. Nós chamamos isso de Inteligência de  Negócio 2.0.

Na Inteligência de Negócio (BI-Business Intelligence) 'tradicional', você analisa dados para descobrir padrões e tendências em dados muitas vezes não estruturados. Isso é aplicado de várias maneiras, desde avaliar o comportamento do cliente para o direcionamento de anúncios até monitorar e analisar equipamentos para fins de manutenção preditiva. Isso pode envolver grandes fluxos de dados em tempo real, capturados de acordo com os V's típicos do big data: volume, velocidade e variedade. Atualmente, o termo "big data" não é mais tão popular como era há alguns anos, talvez porque sue 'enormidade' não seja mais tão especial. De qualquer forma, a análise de dados e a inteligência do negócio se tornaram um importante motivador para a transformação digital das empresas, levando a modelos de negócio e empresas cada vez mais orientadas para dados.

Em contraste com a Inteligência de Negócio, a modelagem 'tradicional' da arquitetura corporativa e dos processos de negócio é baseada na captura de conhecimento sobre a organização antecipadamente de uma forma estruturada. Isso nos permite analisar e mudar a organização, seus processos, sistemas de TI e outros ativos de uma forma planejada. A Arquitetura Corporativa ajuda a ter a certeza de que todas as partes se encaixam e toma conta dos vários requisitos e restrições, desde a conformidade regulatória e a eficiência em custos até a satisfação do cliente e a inovação digital.

Então, essas duas abordagens fornecem forma diferentes de capturar o conhecimento:
  • De baixo para cima, descobrindo padrões escondidos
  • De cima para baixo, predefinindo várias estruturas
No entanto, essas duas abordagens não são mutualmente exclusivas. Melhor ainda, elas podem se complementar produtivamente, oferecendo conhecimento que você não poderia obter de outra maneira.

Adicionando dados operacionais aos modelos

Você pode enriquecer os seus modelos de arquitetura com dados operacionais (possivelmente em tempo real) sobre o desempenho de seus aplicativos e infraestrutura de TI. Isso permite que você analise e preveja o impacto de problemas operacionais sobre as capacidades e os resultados de negócio. O mapa de calor abaixo mostra o resultado de uma análise como essa: calcular a disponibilidade das várias capacidades de negócio com base na disponibilidade de todos os sistemas de TI que as suportam. Digamos que todos os aplicativos de TI tenham 99% de disponibilidade. Se uma capacidade de negócio depende para funcionar de 30 aplicativos funcionando ao mesmo tempo, porque todos eles dependem uns dos outros, a disponibilidade resultante daquela capacidade será de apenas 75%.


Mapa de calor de disponibilidade das Capacidades

Uma análise como essa pode ajudar você a definir KPIs orientados para o negócio, ao invés de simples métricas de TI (como tempo em operação). Mais ainda, isso pode levar você a focar em iniciativas para descomplicar o seu panorama de aplicativos, reduzindo as dependências em aplicativos que causam essas interrupções no nível do negócio.

Isso é apenas um exemplo onde a combinação de informação estruturada dos seus modelos com dados operacionais, por exemplo, de monitoramento criam percepções que você não poderia ter obtido de outra maneira.

Arquitetura e mineração de processos

Uma abordagem diferente é usar dados de monitoramento para encontrar a estrutura. A mineração de processos, também conhecida como descoberta automatizada de processos de negócio, é um exemplo disso. Usando, por exemplo, registros de eventos, trilhas de auditoria dos sistemas, ou monitoramento de atividades de negócio (BAM-Business Activity Monitoring), você pode encontrar os processos de negócio reais que estão sendo executados. Você pode usar isso para descobrir aquele processos se nenhum modelo anterior está disponível. A MonkeyMining, empresa irmã da BiZZdesign, é uma das companhias que oferecem soluções neste espaço.

A noção de 'mineração' do conhecimento também se aplica ao domínio mais amplo da arquitetura. Você poderia, por exemplo, usar técnicas similares para descobrir o panorama da sua infraestrutura. Ferramentas de gerenciamento de serviços de TI, como ServiceNow (com a qual possuímos conexão nativa via API) podem vasculhar a sua rede e descobrir seus recursos de TI automaticamente. Isso até um certo limite, uma vez que essas ferramentas não serão capazes de descobrir os níveis mais altos da sua arquitetura - encontrar abstrações como capacidades de negócio requer inteligência humana.

Implementando a Inteligência de Negócio 2.0

Estes dois exemplos mostram que a combinação de estrutura e dados oferece vantagens únicas. A suíte de ferramentas da BiZZdesign é particularmente adequada para suportar isso. O Enterprise Studio é um ambiente de modelagem de classe mundial no qual você pode configurar a parte estrutural das suas análises, com modelos nos padrões ArchiMate, BPMN, UML e outros, e poderosas funcionalidades de consulta e linguagem de scripting para construir análises personalizadas. Nossa plataforma colaborativa de publicação HoriZZon oferece capacidades para fluxos de dados e construção de painéis de controle de Inteligência de Negócio e para suporte à decisão. Juntos, estas são as fundações para a Inteligência de Negócio 2.0.

E nós vamos além disso. Em uma futura postagem falaremos sobre como essa combinação de estrutura e dados habilita o que o Gartner chama de "Organização Gêmea Digital" (Digital Twin Organization): usar modelos corporativos que criam uma imagem em tempo real da sua organização e das suas operações, permitindo que você controle e direcione a sua empresa instantaneamente. Fique ligado!




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Organizando a Governança da Arquitetura com Fluxos de Trabalho e Formulários

postado em 22 de jul. de 2021 06:04 por Centus Consultoria   [ 22 de jul. de 2021 06:05 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Fabian Aulkemeter*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em uma postagem anterior sobre as funcionalidades da nossa plataforma colaborativa, explicamos como você pode suportar o trabalho conjunto das pessoas em modelos de arquitetura ou de outras disciplinas por meio de fluxos de trabalho estruturados. Nesta postagem, olharemos com mais detalhes como isso é feito para suportar essa colaboração.

Antes de mais nada, precisamos distinguir entre os diferentes tipos de usuários. Por um lado, nós temos os especialistas em modelagem que usam o Enterprise Studio para criar, analisar e atualizar os vários tipos de modelos. Por outro lado, existem vários tipos de usuários ocasionais, que não precisam do poder de um ambiente completo de modelagem mas que querem obter percepções, fornecer retroalimentação, revisar, aprovar ou, de alguma forma, interagir com estes modelos. Estes usuários provavelmente usarão o HoriZZon, nossa plataforma colaborativa e portal de publicação.

Existem pelo menos dois casos comuns nos quais estes dois grupos trabalham em forte colaboração:
  • para coletar entradas da organização mais ampla. Por exemplo, alguém 'do negócio' deseja solicitar uma mudança em algum modelo de processo, o que precisa ser feito por um especialista, ou os donos de aplicativos na organização precisam fornecer alguma informação a respeito de certos atributos dos aplicativos pelos quais eles são responsáveis.
  • Nos processos de governança em torno das arquiteturas, processos de negócio e modelos de dados. Aqui, alguém com alguma responsabilidade de gerenciamento (digamos, um membro do comitê de arquitetura, um gerente de segurança, ou um dono de dados) precisa revisar e aprovar algum modelo e um especialista (digamos, um arquiteto) precisa processar essa solicitação.
No Enterprise Studio e no HoriZZon, nós oferecemos suporte completo para estes tipos de cenários por meio de formulários de entrada e fluxos de trabalho personalizados.

Formulários de Entrada no HoriZZon

Para ajudar a coletar as informações relevantes da organização, por exemplo, nos cenários descritos acima, no HoriZZon você é capaz de configurar formulários de entrada. Tais formulários consistem de um conjunto de campos de vários tipos, abrangendo desde coisas simples, como nomes e números, até campos mais complexos, como objetos do modelo e identificações de usuários que precisam ser envolvidos. No exemplo abaixo, um formulário como esse é usado para coletar dados dos gerentes de aplicativos. Eles precisam preencher vários campos diferentes abrangendo desde nomes, acrônimos e donos até estado dos ciclos de vida, nível de suporte e os serviços que eles fornecem.


Formulário de entrada no HoriZZon

A informação que é coletada desta forma não é colocada diretamente no modelo. Isso poderia ser arriscado, uma vez que nem todo mundo é um especialista em modelagem e alguns destes campos (por exemplo, o serviço fornecido) requerem que certos relacionamentos sejam criados no modelo. Isso é algo que deveria ser validado e realizado por um especialista. Por essa razão, a entrada de tais formulários é enviada de volta para um usuário com permissão de modelagem no Enterprise Studio, que pode, então, simplesmente aplicar, melhorar ou até mesmo recusar a mudança proposta, caso ela contenha algum tipo de inconsistência.

Os vários passos necessários para esta forma de trabalho são configurados usando um fluxo de trabalho, nosso próximo tópico. Você pode, por exemplo, usar um fluxo de trabalho para enviar formulários de pesquisa coimo o mostrado acima para todos os donos de aplicativo, ou para propósitos de governança mais avançados.

Fluxos de Trabalho Personalizados

Em muitas organizações, é imprescindível possuir uma governança estrita e clara em torno das mudanças nas arquiteturas, processos e dados. Por exemplo, a conformidade regulatória ou o gerenciamento de riscos podem exigir que pessoas específicas aprovem certas mudanças. Em grandes organizações, isso pode representar múltiplos passos e envolver vários departamentos e papéis. E ainda existem outros cenários que podem requerer um processo estruturado como esse, como as pesquisas mencionadas acima.

Para suportar estes tipos de processos, o HoriZZon incorpora um motor de fluxo de trabalho completo que pode ser configurado com os seus processos específicos. Fluxos de trabalho de aprovação de de mudança são fornecidos direto da caixa, mas você pode configurar seus próprios fluxos de trabalho definidos por meio de modelos BPMN.

O exemplo abaixo mostra como o gerente de aplicativo do exemplo anterior pode ser envolvido na manutenção da arquitetura fornecendo entrada e potencial correção da informação em um diálogo com o arquiteto de aplicativos.


Fluxo de trabalho de gerenciamento de aplicativos

Em um fluxo de trabalho como esse, você pode definir quem precisa desempenhar passos específicos e assim moldar a colaboração entre todos os envolvidos. A pessoa que precisa realizar um passo é notificada por meio de mensagem eletrônica de que há alguma tarefa aguardando por ele no HoriZZon; por exemplo, um membro do comitê de arquitetura precisa aprovar alguma mudança. Você pode configurar o uso de formulários em algumas etapas (como descrito acima) para obter vários tipos de entrada dos executores das tarefas; por exemplo, o membro do comitê de arquitetura pode dar uma aprovação condicional dependendo de que alguma mudança seja feita. Essa entrada é enviada de volta para o modelador, que captura essa informação e usa o Enterprise Studio para processar a solicitação; no exemplo, um arquiteto aplica as mudanças sugeridas pelo membro do comitê de arquitetura. O resultado pode, então, ser enviado para o HoriZZon para aprovação final pelo comitê de arquitetura.

Se você quer conhecer mais sobre estes e outros recursos da nossa plataforma, acesse o nosso site ou agende uma demonstração.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Modelando estruturas Organizacionais e Requisitos de Papéis com ArchiMate

postado em 9 de fev. de 2021 08:07 por Centus Consultoria   [ 9 de fev. de 2021 09:42 atualizado‎(s)‎ ]

por Antonio Plais, Consultor-Chefe da Centus Consultoria

Em trabalhos de reorganização empresarial, transformação digital, ou arquitetura e melhoria de processos, uma das áreas menos abordadas pela arquitetura é a estrutura organizacional e os requisitos de competências dos papéis das pessoas envolvidas. Este é o tema desta postagem.

Estrutura Organizacional

A linguagem ArchiMate possui um elemento específico para a modelagem de estruturas organizacionais: o elemento Ator de Negócio. Por meio dele podemos modelar deste empresas até pessoas, passando pelos vários níveis organizacionais, como divisões, departamentos ou setores, em geral usando o relacionamento de Composição. Um exemplo (retirado do estudo de caso da ArchiSurance), é mostrado abaixo:


Estrutura Organizacional da ArchiSurance (exibição aninhada)

Indo mais fundo na modelagem da estrutura organizacional, eventualmente atingimos o nível dos Papéis (responsabilidades, cargos ou funções) que compõem as equipes que trabalham nestes elementos de estrutura. Como um exemplo simplificado, poderíamos modelar uma área de Arquitetura como sendo composta por pessoas desempenhando os papéis abaixo:


Alguns Papéis que compõem o departamento de Arquitetura da ArchiSurance (exibição aninhada)

Podemos, então, usando o elemento Requisito da linguagem ArchiMate, modelar os requisitos (competências) que cada papel requer para a realização das suas atividades (que poderiam ser modeladas por meio do elemento Função de Negócio):


Competências (requisitos) para o papel de Arquiteto Corporativo (exibição aninhada)

Atribuindo pessoas (modeladas como Atores) aos papéis, e modelando os requisitos do papel aos quais elas atendem (realizam), podemos obter visões extremamente úteis sobre a adequação da nossa força de trabalho aos requisitos dos papéis que eles desempenham. No exemplo abaixo, vemos quais pessoas atendem a quais requisitos do papel de arquiteto corporativo, bem como o fato de que nenhuma delas possui competência em desenho de serviços.

Cobertura das competências para o papel de Arquiteto Corporativo (visão de cores)

A mesma informação pode ser mostrada por meio de uma matriz de referência cruzada, como abaixo:


Cobertura das competências para o papel de Arquiteto Corporativo (matriz)

Conclusão

A contínua avaliação e acompanhamento das competências necessárias para cada papel definido para desempenhar as atividades da empresa, e a cobertura destas competências por parte das pessoas atribuídas a estes papéis, é um passo importante para aumentar a eficiência total da organização. Desenvolver as pessoas para que atendam adequadamente aos requisitos dos papéis que elas desempenham é um fator determinante para a sua satisfação na organização e para a realização efetiva dos resultados que delas se espera.


Toda a modelagem e geração das visões acima foi feita utilizando a linguagem de modelagem de arquitetura ArchiMate e a ferramenta de gerenciamento de arquitetura BiZZdesign Enterprise Studio. Para saber mais sobre as capacidades do Enterprise Studio e agendar uma demonstração personalizada, entre em contato com a Centus Consultoria.

Gerenciando os Desafios das APIs com uma Abordagem de Gerenciamento de Portfólios

postado em 25 de jan. de 2021 07:53 por Centus Consultoria   [ 25 de jan. de 2021 08:12 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Nick Reed*, no blog da BiZZdesign - Adaptação e tradução autorizadas

Interfaces de Programação de Aplicativos (APIs-Application Programming Interfaces) emergiram nos anos recentes como um dos principais habilitadores da transformação digital e da agilidade empresarial. Por meio da definição e implementação de APIs, a liderança sênior de TI pode aumentar as capacidades de resposta e adaptação dos sistemas de TI - tanto os legados como os modernos - conectando os aplicativos e os dados mais rapidamente e mais efetivamente. Isso permite o desacoplamento entre as formas Ágeis de trabalhar dos sistemas de engajamento - os aplicativos de frente de atendimento utilizados pelos usuários finais, onde experiência do usuário e responsividade são vitais - e as práticas de trabalho altamente governadas dos sistemas de registro de retaguarda que, em geral, ainda suportam as capacidades principais da empresa.

No entanto, muitos líderes de TI têm lutado para entregar os benefícios prometidos pela "economia das APIs". Em vez disso, eles encontraram visibilidade e transparência limitadas das APIs através da organização, redundância e duplicação, contínuo crescimento da sobrecarga de manutenção e, ao final, custos mais altos, com as mesmas barreiras para a rápida transformação que existiam anteriormente. Uma das causas primárias para isso é , em geral, a abordagem estreita, segmentada e focada na TI adotada pela maioria dos programas de desenvolvimento de APIs.

Nós argumentamos que adotar uma abordagem baseada no gerenciamento de portfólios pode ajudar a endereçar estes desafios e habilitar a entrega efetiva dos benefícios das APIs. Os princípios básicos são análogos às práticas bem estabelecidas de gerenciamento de portfólios de projetos (PPM-Project Portfolio Management) e de aplicativos (APM-Application Portfolio Management).

Primeiro, comece com o contexto de negócio, com base nas estratégias e metas de negócio. Isso tipicamente envolve entender quais capacidades de negócio são prioritárias para investimento e melhoria, e quais jornadas do cliente são o foco para os esforções de transformação.


Rastreabilidade entre capacidades de negócio, serviços, dados e APIs

Jornadas do cliente fornecem uma abordagem estruturada e focada no cliente para desenhar e analisar a experiência do cliente, o que é necessariamente uma prioridade alta para a transformação digital. Elas também fornecem os meios para identificar quais processos de negócio, serviços de TI e aplicativos são necessários para suportar uma experiência do cliente superior de ponta a ponta. 

Isso, por sua vez, informa quais APIs são necessárias para a jornada do cliente (juntamente com as análises avançadas associadas) e fornece valor de negócio real e tangível associado com essas APIs. Ao criar métricas que levam estes fatores em consideração, o valor de negócio das APIs (potenciais) pode ser avaliado de uma forma transparente e objetiva.

Em segundo lugar, as APIs não são usadas, necessariamente, apenas para suportar a experiência do cliente. Muitas vezes, elas são "habilitadores técnicos", agindo como um envelope em torno de aplicativos legados e habilitando serviços de dados para os aplicativos de negócio que contém a lógica do negócio. Os aplicativos podem, por sua vez, fornecer APIs de nível mais alto e serviços de dados para os sistemas de engajamento.

A partir desta perspectiva, o valor técnico representa uma métrica mais relevante. Essa medida pode quantificar os benefícios de evitar tecnologias legadas - onde as competências e os recursos são mais escassos e mais caros, e onde as mudanças podem ser mais complexas e arriscadas - e fornecer PIS modernas (e.g. microsserviços REST) que são mais fáceis de consumir pelos aplicativos de negócio e mais adaptáveis para as demandas em constante mudança. O valor técnico pode incluir, também, outros aspectos de qualidade das APIs, tais como capacidade e outras métricas de desempenho.


Desempenho das APIs (clique para ampliar)

Em terceiro lugar, garanta que o portfólio de APIs está orientando em direção a um panorama de TI mais simples e adaptável. Um dos perigos de ter equipes autônomas construindo APIs e microsserviços é a proliferação complexa de dependências através de uma vasta rede de APIs conectadas. Adotar uma abordagem orientada pela arquitetura para controlar esta complexidade, o que permite uma coordenação suave entre as equipes, evita a armadilha do "espaguete de APIs", sem precisar das formas de trabalho clássicas, monolíticas e em cascata de comando e controle.

Talvez o mais importante ponto a observar, no entanto, é que as APIs têm a ver com dados - fornecer dados para os aplicativos de uma forma confiável e poderosa. Então, é crítico ter uma arquitetura de dados modelada como parte de sua arquitetura corporativa completa, que permita que os objetos de dados sejam mapeados para as APIs, aplicativos e serviços que os fornecem e consomem. Isso fornece visibilidade para a duplicação de serviços de dados e APIs, permitindo a racionalização e a otimização do portfólio.


Mapeando dados para APIs via serviços (clique para ampliar)

Modelar a arquitetura de dados, APIs e aplicativos não apenas suporta a agilidade do negócio por meio da rápida transformação, como também suporta o gerenciamento de governança, risco e conformidade ao permitir que as equipes visualizem rapidamente as "pegadas" dos dados no panorama corporativo (e.g. para relatórios de conformidade com a LGPD e a GDPR) e avaliem riscos e impactos (e.g. para a segurança da informação). Mais ainda, isso também suporta um linha de visão completa desde a experiência do cliente e a estratégia de negócio, através dos processos e aplicativos, até os dados necessários para suportá-los, fornecendo análises de impacto e de dependências para um planejamento e execução melhorados.

Em resumo, o crescimento da utilização de APIs representa uma oportunidade significativa para que as empresas acelerem seus esforços de transformação digital. No entanto, isso pode ser, também, arriscado e custoso se for feito de uma forma segmentada, sem contexto de negócio e sem um claro entendimento dos benefícios técnicos e para o negócio. Ao adotar uma abordagem baseada em portfólios, na qual as APIs são tratadas como cidadãos de primeira classe na arquitetura corporativa, as organizações podem garantir que estão tomando as decisões de investimento corretas em direção à realização dos benefócios da economia das APIs.


Se você quer saber mais sobre estes e outros assuntos ligados à arquitetura corporativa, entre em contato com a Centus Consultoria, e fique ligado nas nossas postagens neste blog.




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* Nick Reed é Diretor de Serviços e Sucesso do Cliente da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Análise de Dados com Painéis de Controle no HoriZZon

postado em 19 de jan. de 2021 09:25 por Centus Consultoria   [ 25 de jan. de 2021 06:20 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Rob Kroese*, no blog da BiZZdesign - Adaptação e tradução autorizadas

Em uma postagem anterior sobre comunicação com as partes interessadas, descrevemos várias formas básicas de comunicação sobre a arquitetura, com diagramas, tabelas, mapas de calor, e outras. O que não abordamos naquela postagem é como você pode enriquecer seus modelos de arquitetura (e outros) com dados adicionais e mostrar os resultados em vários painéis de controle. Este é o tópico desta postagem.

Primeiramente, está claro que você precisa pensar sobre as percepções desejadas a partir das suas análises e dados de entrada disponíveis. Em nossa série de postagens sobre técnicas de análise, nós discutimos bastante sobre isso. Por exemplo, se você quer fazer uma análise financeira do seu panorama de aplicativos, você precisa de obter dados de entrada sobre, por exemplo, custos de licença, de manutenção, de suporte, de uso da infraestrutura, de provedores de serviços etc. Usando modelos de arquitetura como espinha dorsal, você pode, então, calcular métricas relevantes para os seus aplicativos e mostrar isso em painéis de controle com vários gráficos, tabelas e outras visualizações.

Existem três formas principais de criar painéis de controle usando a suíte de ferramentas da BiZZdesign.

1. Painéis de controle predefinidos no Enterprise Studio

Você pode criar painéis de controle predefinidos usando a funcionalidade de gerenciamento de portfólios no ambiente de modelagem do Enterprise Studio. Eles podem ser exportados e publicados no Portal HoriZZon, onde eles mantêm a mesma aparência do ambiente de desenvolvimento. Isso foi discutido extensivamente em postagens anteriores, por exemplo, na postagem sobre análises financeiras já mencionado. Portanto, não entraremos em maiores detalhes sobre isso aqui.

2. Visualizações ad-hoc no HoriZZon

Você pode visualizar informações no portal HoriZZon por maio da criação de sobreposições, gráficos e tabelas ad-hoc. Simplesmente clique em um elemento em uma visão para exibir suas propriedades e métricas, e você pode, então, criar mapas de calor, adicionar etiquetas ou mostrar gráficos para estes atributos. Isso é especialmente útil se você quer explorar os dados interativamente, sem ter uma ideia preconcebida sobre o que você vai encontrar e como você vai mostrar isso. Dois exemplo são mostrados abaixo (clique para ampliar). No primeiro, é criado um mapa de calor (visão de cores) sobre uma visão do panorama de aplicativos, mostrando o custo de licenciamento. No segundo, vamos um gráfico de barras com os dez aplicativos mais caros.



 

 

3. Painéis de controle de análise interativa no HoriZZon

Você pode configurar painéis de controle personalizados no HoriZZon usando o Kibana (parte do stack da Elastic). Isso oferece para você extensas capacidades de análise e visualizações altamente interativas. Abaixo você pode ver um exemplo de um painel de controle de portfólio de aplicativos criado desta maneira (clique para ampliar). Simplesmente clicando em uma fatia no gráfico de pizza à esquerda filtra interativamente o painel de controle inteiro para mostrar apenas os elementos com o valor selecionado, neste caso, aplicativos com "risco muito alto". Isso permite que você explore conjuntos de dados grandes e complexos e se concentre facilmente nos elementos significativos. O gráfico de bolhas bastante populado à direita, que mostra todos os aplicativos do panorama com seus valores de negócio e técnico nos eixos, e o seus custos no tamanho das bolhas, é instantaneamente filtrado para um nível mais manejável. E existem muitas outras formas de filtrar estes painéis de controle para focalizar nos seus interesses específicos.



Você também pode usar estes painéis de controle para mostrar gráficos geolocalizados ou séries temporais, como mostrado no painel de controle abaixo, tirado de um caso de uso em um aeroporto. Ele mostra, à esquerda, o número de voos de chegada e de partida de vários países e, à direita, várias outras métricas. Para algumas delas, como satisfação do passageiro e custo operacional, são mostradas as variações ao longo do tempo. Este custo operacional, por outro lado, é parcialmente baseado na análise da arquitetura como mencionado acima, endereçando, em particular, o custo dos aplicativos.


Analisar tendências com este tipo de dados pode ajudar você a prever futuros desenvolvimentos e tomar medidas mitigadoras. Neste caso, por exemplo, o aeroporto deseja atacar os custos crescentes de aplicativos por meio da racionalização do panorama de aplicativos, enquanto ao mesmo tempo em que melhora a satisfação dos passageiros empregando novas formas de interação e usando dados de rastreamento para otimizar o fluxo de passageiros através do aeroporto. Eles querem distinguir entre os passageiros em trânsito, cuja preocupação principal é pegar o próximo voo de conexão, dos passageiros em voos diretos, que têm mais tempo à sua disposição antes do voo e poderiam apreciar mais uma experiência agradável de compras e lazer. Isso poderia, ainda, aumentar as receitas do aeroporto, o que ajudaria também a lidar com os custos operacionais crescentes. A combinação de dados mostrada acima oferece, desta forma, percepções que não poderiam ser obtidas apenas analisando os modelos ou fontes de dados individuais.

Oportunidades futuras

Os exemplos acima apenas arranham a superfície. Adicionar dados aos seus modelos de arquitetura oferece muitas oportunidades interessantes para análise dos vários relacionamentos, a evolução do seu negócio e de sua arquitetura ao longo do tempo, e mesmo o uso de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina para descobrir tendências, padrões ou anomalias ocultas.

Mais ainda, estes painéis de controle podem ser compartilhados com todas as partes interessadas relevantes no sua organização, desde os tomadores de decisões estratégicas até aqueles que querem melhorar seus processos de negócio locais. Cada vez mais, as organizações expõem suas percepções para toda a sua força de trabalho, como mostrado em um artigo da Harvard Business Review sobre porque a Inteligência Artificial irá mudar a tomada de decisões desde a direção até a linha de frente. Isto está alinhado com a nossa visão sobre a consumerização da Arquitetura Corporativa, assunto sobre o qual já falamos.

Se você quer saber mais sobre as funcionalidades avançadas do BiZZdesign Enterprise Studio, entre em contato com a Centus Consultoria e solicite uma demonstração personalizada, e fique ligado nas nossas postagens neste blog.

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* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Rob Kroese é consultor nas áreas de arquitetura e melhoria de processos da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

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