Arquitetura Corporativa

Por que adicionar um elemento de fluxo de valor ao ArchiMate® é importante?

postado em 30 de jan de 2018 09:45 por Antonio Plais   [ 30 de jan de 2018 09:46 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Adina Aldea, Henk Jonkers & Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Nos últimos anos, o conceito de 'fluxo de valor' vem se tornando cada vez mais popular. Ele é um elemento útil na caixa de ferramentas dos arquitetos de negócio, e é defendido, por exemplo, no Open Group Guide to Value Streams e no BIZBOK®, do Business Architecture Guild®. Embora o ArchiMate® tenha, desde a sua criação, um elemento para mapear o Valor, até agora ele não tem um elemento de fluxo de valor. Nesta postagem propomos adicionar um elemento de fluxo de valor ao ArchiMate, de uma forma que suporte abordagens tais como aquelas descritas no Value Stream Guide e no BIZBOK, seja coerente com a estrutura da linguagem, e minimize o impacto no restante da linguagem.

O Que é um Fluxo de Valor?

Nós definimos um fluxo de valor como:

Um fluxo de valor é uma sequência de atividades de adição de valor que atinge um resultado específico que é valioso para uma parte interessada.

Um fluxo de valor descreve como uma organização organiza suas atividades para criar valor. Como descrito no Open Group Guide to Value Streams, um princípio importante dos fluxos de valor é que o valor é sempre definido a partir da perspectiva da parte interessada - o cliente, usuário final, ou recebedor do produto, serviço ou entregável produzido pelo trabalho. O valor obtido está nos olhos do possuidor; ele depende mais da percepção da parte interessada a respeito da utilidade do produto, serviço, resultado, ou entregável, do que do seu valor intrínseco; i.e., o custo para produzi-lo. Isto é modelado na linguagem ArchiMate usando o elemento de Valor.

Recursos podem ser atribuídos a fluxos de valor e às capacidades que servem (i.e., habilitam) um fluxo de valor. Isto suporta a técnica comum de mapeamento cruzado capacidade - fluxo de valor, onde você identifica quais capacidades a empresa precisa ou usa para suportar os estágios em um fluxo de valor.

Fluxos de valor podem ser definidos em diferentes níveis da organização, e.g. no nível corporativo, nível da unidade de negócio, ou nível do departamento, e eles podem ser estendidos para o ecosistema da empresa, onde parceiros, fornecedores, clientes e outros desempenham um papel na criação do valor. Fluxos de valor podem ser uma composição ou agregação de sub-fluxos, usualmente chamados estágios do fluxo (de valor), onde cada estágio deveria ter, por si só, uma clara contribuição de valor. Estes estágios são, tipicamente, relacionados usando relacionamentos de fluxo para modelar o fluxo de valor entre eles. Observe que, uma vez que no ArchiMate todos os elementos podem ser compostos de, ou agregar, sub-elementos do mesmo tipo, não precisamos adicionar à linguagem um elemento separado para estágio de valor, como mencionado no Value Stream Guide e no BIZBOK; isto pode ser representado simplesmente através de agregação ou composição.

Processos de negócio e, possivelmente, outros elementos de comportamento do núcleo do ArchiMate tipicamente realizam fluxos de valor, por exemplo, se partes dele são automatizados. Os estágios em um fluxo de valor fornecem um framework para organizar e definir os processos de negócio, mas diferentes partes da organização podem ter sua própria implementação dos processos de negócio que realizam o mesmo estágio do fluxo de valor. Da mesma forma, um processo de negócio pode realizar múltiplos estágios do fluxo de valor.

O Que o Conceito de Fluxo de Valor Adiciona?

É importante notar que um fluxo de valor pode ser muito parecido com um processo de negócio ponta-a-ponta; então, por que adicioná-lo à linguagem ArchiMate? A razão principal é que estes dois conceitos são definidos em diferentes níveis de abstração e server a diferentes propósitos. Um processo de negócio descreve uma sequência (ordenada no tempo) de comportamentos necessários para criar algum resultado para um caso específico, e pode descrever caminhos alternativos e pontos de decisão (modelados como junções). Em contraste, um fluxo de valor foca no comportamento total que cria o valor a partir da perspectiva da importância, valor ou utilidade daquilo que é produzido, e não é uma descrição das tarefas ordenadas no tempo para os casos individuais.

Adicionar um conceito para fluxo de valor leva, também, a uma ótima simetria na linguagem. Fluxos de valor e capacidades refletem o modelo de negócio e proposição de valor de uma organização, enquanto processos de negócio e funções de negócio refletem seu modelo operacional. Nos seus respectivos níveis de abstração, fluxos de valor e processos de negócio representam a 'empresa em movimento', enquanto as capacidades e funções de negócio descrevem a 'empresa estática'.

Exemplo

O exemplo abaixo mostra um modelo de um fluxo de valor de uma análise de dados, de um estudo de caso de inteligência de negócio. Entre os estágios do fluxo de valor, vemos os fluxos de valor com itens de valor associados, e, ao final, o resultado de negócio 'tomada de decisão bem fundamentada' que este fluxo de valor realiza para uma parte interessada em particular. Cada estágio no fluxo de valor requer várias capacidades, mostradas abaixo dos estágios e exibindo também como você pode usar o conceito de agrupamento no ArchiMate 3.0 para modelar este mapeamento cruzado de forma eficiente.


Mapeamento do Fluxo de Valor no Enterprise Studio

Uma vez que nossos clientes confirmaram a utilidade deste conceito de fluxo de valor, a BiZZdesign já adicionou suporte para ele no Enterprise Studio (como pode ser visto no exemplo acima), de forma que você pode começar a modelar seus fluxos de valor hoje!

Nós também submetemos uma proposta para o ArchiMate Forum do The Open Group, no sentido de incluir este conceito em uma futura versão do padrão. Mais ainda, estaremos, em breve, lançando suporte avançado para, por exemplo, a criação de Mapas da Jornada do Resultado do Negócio e Modelagem de Ecosistemas. Fique ligado!



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia,Henk Jonkers é consultor-pesquisador , e Adina Aldea é consultora, da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Suporte para Fluxo de Trabalho na Plataforma Colaborativa da BiZZdesign

postado em 26 de jan de 2018 03:29 por Antonio Plais   [ 26 de jan de 2018 03:36 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst & Fabian Aulkemeier*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Os modelos de arquitetura corporativa, e qualquer outro modelo na sua prática de desenho de negócios, contém entradas de vários atores dentro da sua organização. Sua governança da arquitetura deve continuamente coletar estas entradas, validar sua acuracidade, e manter um registro de todas as intervenções para garantir a conformidade com requisitos regulatórios, princípios da arquitetura, padrões de tecnologia e outras restrições.

O repositório arquitetural é onde esta informação está reunida e, assim, é o lugar ideal para toda a colaboração relacionada com os modelos da sua empresa. Fluxos de trabalho melhoram a colaboração através da determinação de atores, suas tarefas, e da coordenação das suas atividades. Por um lado, fluxos de trabalho ajudam você a facilitar a colaboração através da automatização dos fluxos de informação. Por outro lado, eles permitem que você realce as responsabilidades e imponha as ações de uma forma mais rigorosa.

O modelo BPMN na figura 1 mostra um fluxo de trabalho básico que coordena as atividades entre um solicitante e um implementador de uma mudança em um modelo:

Figura 1: Fluxo de trabalho de mudança

Um sistema de fluxo de trabalho é necessário para refletir e impor este modelo. Preferencialmente, o sistema é firmemente integrado com o ambiente de arquitetura para fornecer contexto para o trabalho. Isto leva a um processamento mais direto e realização mais produtiva das tarefas.

Criando fluxos de trabalho para conectar todo mundo

A plataforma de colaboração da BiZZdesign integra um sistema de fluxo de trabalho no estado-da-arte para executar modelos de fluxos de trabalho e acompanhar o status das atividades relacionadas com os modelos. A página de tarefas (Figura 2) contém os itens de trabalho de um usuário, e permite que ele/ela comente sobre as tarefas, fornecendo, assim, espaço para feedback, discussões e manutenção colaborativa em torno de todos os ativos do repositório.

Enquanto praticantes, como arquitetos, desenhistas de processos ou modeladores de dados, podem usar nossa plataforma diariamente, outras pessoas na organização provavelmente contribuirão apenas ocasionalmente. O portal web HoriZZon acomoda estes usuários. O sistema de fluxo de trabalho e as visões orientadas para tarefas no repositório de modelos podem guiar suas contribuições e facilitar a navegação para os ativos que necessitam da sua atenção.

Notificações por eMail acionadas pelo fluxo de trabalho também permitem que você notifique e lembre as pessoas a respeito de ações pendentes, como revisões e solicitações de mudança. Estas notificações podem, ainda, ser usadas para buscar feedback ou aprovações, e para acionar mudanças em qualquer lugar da organização.


Figura 2: Lista de tarefas pessoal com contexto

Atualizações nos modelos de fluxo de trabalho

Na nossa mais recente versão do BiZZdesign Enterprise Studio e portal HoriZZon, nós oferecemos fluxos de trabalho pré-configurados para revisões (aprovações) e para solicitações de mudança (ou outras formas de feedback), as duas formas mais comuns de colaboração em torno de modelos. No futuro próximo, seremos capazes, também, de configurar seus próprios fluxos de trabalho usando as capacidades de modelagem de processos do nosso ambiente de modelagem.

Este mecanismo de fluxo de trabalho permite que vários usuários e grupos de partes interessadas diferentes em sua organização trabalhem juntos de uma forma suave. Isto também ajudará você a preencher lacunas entre silos na organização e facilitar a transformação e a mudança contínua e colaborativa: um pilar da Empresa Adaptativa.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Fabian Aulkemeier é consultor, da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


Prepare sua Organização para a Mudança: 6 Capacidades Principais

postado em 22 de jan de 2018 03:01 por Antonio Plais   [ 22 de jan de 2018 03:06 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst & Peter Matthijssen*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Poucas empresas têm uma forma confiável e sistemática para traduzir a estratégia do negócio em ações através de todas as partes relevantes da organização. Pesquisa sobre transformações digitais realizada pelo MIT Sloan[1] distingue entre o 'que' (o que uma organização quer atingir) e o 'como' (como uma organização realiza a mudança), e mostra que as organizações que focam no 'como' se apresentam muito melhores para executar as transformações. Elas não gastam muito tempo pensando sobre como o futuro será; elas garantem que estarão preparadas quando a necessidade por mudanças chegar. Nós gostamos de chamar estas organizações de 'adaptativas'.

Transformar uma organização em uma empresa adaptativa não é fácil. Isto requer que você habilite, execute e acelere a mudança em todos os níveis da organização e, ao mesmo tempo, mantenha o controle. Como fazer isso?

Nós não acreditamos em um método passo-a-passo para a transformação e mudança dos negócios, uma vez que as abordagens 'um tamanho serve para todos' raramente funcionam. Ao invés disso, as empresas verdadeiramente adaptativas, em nossa experiência, focam nas seis capacidades principais mostradas na figura abaixo. Se você quer ser adaptativo, você precisa:

1. Simplificar: A complexidade é inimiga da mudança. Ela causa incerteza e efeitos colaterais indesejáveis.

2. Inovar: Você precisa tentar novas coisas. Criar espaço para aprender e evoluir.

3. Colaborar: Adaptar-se a circunstâncias em constante mudança é um trabalho conjunto. Trabalhar junto em direção a metas compartilhadas.

4. Acelerar: Seu ambiente está mudando cada vez mais rápido, e você deve acompanhar o ritmo. Mude a forma como você muda.

5. Decidir: Decisões precisam ser tomadas em todos os níveis da organização. Você não pode esperar sempre pelos 'níveis superiores', mas ao mesmo tempo você precisa estar alinhado em direção às mesmas metas.

6. Controlar: Conformidade e gerenciamento de risco não pode ser negligenciado. Transparência é a chave.

Nos tempos digitais de hoje, todos objetivam usar a TI de forma efetiva para digitalizar suas operações diárias. Por que não usar a força do software para também habilitar e crescer sua capacidade de mudança?

Para ajudar, nosso eBook vai mais fundo nestas seis capacidades e lhe proporciona orientação a respeito de como se tornar uma empresa verdadeiramente adaptativa e vencer nesta era de mudanças.

Software, por si só, não torna sua empresa mais adaptativa, mas é um instrumento essencial para lidar com grandes volumes de informação, tomar decisões bem informadas, e executar as mudanças mais efetivamente. Software de desenho de negócios colaborativo fornece uma única fonte da verdade sobre o estado corrente e os planos futuros da organização, e é um habilitador chave para as empresas adaptativas,

http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/empresa_adaptativa
Nós publicamos o eBook 'A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças ', no qual explicamos nossa visão destes desafios da mudança e do controle em empresas complexas, e descrevemos as capacidades mencionadas acima em maiores detalhes. Clique no link para solicitar sua cópia grátis deste eBook.






[1] “Digital Transformation: a roadmap for billion-dollar organizations”, MIT Sloan, 2011

* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Peter Matthijssen é Diretor de Tecnologia, da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Por que Mapas da Jornada de Resultado de Negócio são uma técnica útil para arquitetos de negócio

postado em 4 de jan de 2018 10:42 por Antonio Plais   [ 4 de jan de 2018 10:46 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Mapas da Jornada de Resultado de Negócio são uma técnica nova que ajuda você a focar nos aspectos principais da criação de valor em sua empresa. Nós mostramos, aqui, o que são eles, porque eles são úteis, e como eles são suportados pelo BiZZdesign Enterprise Studio.

Recentemente, escrevemos sobre nossa proposta de adicionar o conceito de Fluxo de Valor à linguagem de modelagem ArchiMate. Este conceito fornece uma visão ponta-a-ponta da criação de valor pela sua empresa, a partir da perspectiva das suas partes interessadas: clientes, usuários finais, parceiros, etc. Há algum tempo, descrevemos como você pode usar Mapas da Jornada do Cliente para representar graficamente a experiência do cliente de uma organização. Tal mapa da jornada mostra os diferentes estágios e pontos de contato que um cliente encontra, os canais usados para estas interações, e a qualidade da experiência do cliente, em uma única visão. A mesma abordagem visual pode ser aplicada em um nível mais abstrato para um fluxo de valor, produzindo o que o Gartner chama de Mapa da Jornada de Resultado de Negócio.

O exemplo abaixo mostra um Mapa da Jornada de Resultado de Negócio para o fluxo de valor principal de uma seguradora. Ele mostra vários aspectos de sua criação de valor:
  • o resultado e parte interessada principais do fluxo de valor (à esquerda)
  • os estágios do fluxo de valor (acima)
  • as metas e resultados dos diferentes estágios e as proposições de valor que eles produzem
  • as capacidades necessárias para cada estágio
Todos estes aspectos mapeiam diretamente para os conceitos correspondentes do ArchiMate 3 de Resultado, Valor, Parte Interessada e Capacidade, e o conceito proposto de Fluxo de Valor.


Esta visualização é muito poderosa para os arquitetos de negócio. Ela mostra em uma única visão geral vários aspectos importantes de negócio que a gerência pode facilmente compreender, sem a necessidade de entrar na complexidade subjacente da arquitetura. Ao combinar técnicas úteis como mapas de capacidade, mapas de jornada e mapeamento cruzado de capacidades/fluxos de valor, ele ajuda você a focar nos aspectos relevantes da criação de valor de sua empresa.

Você também pode combinar isto com várias outras análises, tais como mapas de calor de capacidades, enriquecendo ainda mais esta visão geral. Abaixo, você vê um mapa de calor simples mostrando o nível de custos das capacidades. Na parte de baixo da figura, vemos também a métrica com o valor percebido (a partir da perspectiva da parte interessada) através dos vários estágios da jornada.


Desta forma, você pode criar uma imagem muito rica e informativa da criação de valor da sua empresa. Por exemplo, esta análise mostra que a capacidade "Gerenciamento do Canal de Distribuição" tem um alto custo, mas mas seu valor percebido também é alto, de forma que ele vale o quanto custa. "Execução de Vendas", outra capacidade de alto custo, é avaliada como tendo baixo valor, o que poderia requerer a atenção da gerência para reduzir o seu custo e/ou aumentar o valor que esta capacidade entrega.

Um mapa da jornada da capacidade de negócio como este não precisa ficar limitado aos limites da sua própria empresa. Você poderia, também, incorporar parceiros externos, se eles são participantes nos seus fluxos de valor. Isto nos trás à modelagem de ecosistemas de negócio, algo que discutiremos em uma postagem futura.

Tudo isso, e várias outras novas técnicas de desenvolvimento da estratégia e da arquitetura de negócio, é suportado pela versão mais atual do BiZZdesign Enterprise Studio. Acompanhe nossas postagens, saiba mais, e entre em contato para descobrir sobre como o BES pode ajudar você a entregar mais valor com a sua arquitetura corporativa.

Até a próxima!




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

ArchiMate® 3.0 e Mapas de Serviços

postado em 2 de jan de 2018 12:33 por Antonio Plais   [ 4 de jan de 2018 08:16 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst & Adina Aldea*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Uma técnica útil para o desenho e a inovação de serviços é o Mapa de Serviços. Ele está relacionado com os mapas da jornada do cliente (veja nossa postagem anterior) na sua ênfase nos pontos de contato do cliente, mas foca mais na realização dos serviços através das atividades subjacentes e menos na qualidade da experiência do cliente. Um mapa de serviços fornece uma descrição em camadas de um serviço, mostrando de cima para baixo:
  • Evidência física (Physical Evidence): as coisas tangíveis obtidas pelo cliente como resultado do processo de entrega do serviço;
  • Ações do cliente (Customer Actions): os passos dados pelos clientes na entrega do serviço;
  • Ações visíveis/de linha de frente (Onstage Actions): as atividades desempenhadas pela organização no contato direto, face-a-face, com o cliente;
  • Atividades invisíveis/de retaguarda (Backstage Actions): as atividades dos colaboradores de contato com o cliente ao no processo de entrega do serviço e que são invisíveis para o cliente;
  • Processos de suporte (Support Processes): as atividades desempenhadas por outros colaboradores que não têm contato com o cliente e que são necessárias para entregar o serviço;
As ações do cliente e de linha de frente são separadas pela assim chamada "linha de interação", as ações de linha de frente e de retaguarda pela "linha de visibilidade", e as ações de retaguarda e os processos de suporte pela "linha de interação interna".

Hoje em dia, dada a importância das experiências online, a evidência "física" e a natureza face-a-face das interações visíveis pelo cliente, como definido no conceito original de mapa de serviços, são geralmente interpretados com maior liberdade, para incluir também os meios eletrônicos (por exemplo, eMail, página na web, mídia social). Uma forma direta de mapeamento para o ArchiMate é mostrado na tabela abaixo:

Mapa de Serviços ArchiMate
Evidência física Objeto de negócio, Objeto de dados, Representação, Artefato, Material
Ação do cliente Processo de negócio
Ação de linha de frente Interação de negócio
Ação de retaguarda Processo de negócio
Processo de suporte Processo de negócio

Um Mapa de Serviços modelado com o ArchiMate é mostrado na figura abaixo:


Mapa de Serviços expresso usando a linguagem ArchiMate

Usar técnicas como mapas da jornada do cliente e mapas de serviços é uma forma muito útil para desenhar a experiência do cliente da sua empresa. Este é um ponto inicial muito importante para qualquer transformação digital.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Adina Aldea é consultora, da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

7 Técnicas Poderosas de Análise (7) - Análise de Risco, Segurança e Conformidade

postado em 24 de out de 2017 19:11 por Antonio Plais   [ 4 de jan de 2018 10:47 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente publicado por Marc Lankhorst* no Blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Na postagem final desta série, gostaríamos de abordar o domínio do risco, segurança e conformidade, uma área de importância crescente para arquitetos, desenhistas de processos e outros profissionais. Como um exemplo, em postagens anteriores mostramos uma visão geral do GDPR-General Data Protection Regulation, da União Européia, e seu impacto nas organizações. Em uma das postagens, usamos um exemplo simples de classificação de dados e como você pode usar isto para avaliar seu panorama de aplicativos. Mas o que foi mostrado não demonstra efetivamente a força completa das técnicas de análise que nós implementamos no Enterprise Studio. Começando com uma classificação dos seus dados, como mostrado na figura abaixo, é possível propagar esta classificação através de todo o modelo de arquitetura, onde o significado dos vários elementos e relacionamentos é considerado para fornecer um resultado racional e útil.


Uma rápida avaliação do impacto da privacidade e segurança

Se um aplicativo tem acesso a vários objetos de dados, o algorítimo de análise subjacente considera o maior nível de classificação para estes objetos como o padrão para aquele aplicativo. Assim, se ele usa tanto dados de alta confidencialidade como de baixa confidencialidade, ele recebe a classificação mais alta. Se este e outro aplicativo são usados em um processo, aquele processo recebe a mais alta classificação novamente; se algum papel de negócio realiza este e outros processos, e se um ator realiza vários papéis, o mais alto nível novamente é aplicado. Isto funciona, inclusive, com a nova funcionalidade de relacionamento-para-relacionamento no ArchiMate 3.0, onde você pode, por exemplo, modelar que dados estão associados com um fluxo entre dois aplicativos: se estes dois aplicativos trocam dados altamente sensíveis, eles precisam ter, pelo menos, a mesma classificação de segurança.


Usar esta análise fornece a você uma forma rápida de fazer uma avaliação inicial do impacto da privacidade, segurança e problemas similares. Ela ajuda CISOs, CROs, Gerentes de Proteção de Dados, e outros, a se aprofundar nas áreas de alto risco, priorizar os investimentos fortalecendo a segurança onde ela é mais necessária, e endereçando a segurança-por-desenho, a avaliação de impacto da privacidade dos dados, e outras demandas de regulações como o GDPR.

Experimente diferentes cenários para analisar suas vulnerabilidades

Outro exemplo ainda mais avançado é o método de avaliação de risco que implementamos como parte de nossa funcionalidade de gerenciamento de risco e segurança. Isto é baseado em uma combinação de vários padrões, tais como ArchiMate, Open FAIR e SABSA, e é descrito neste artigo do The Open Group, e em algumas postagens anteriores (1, 2). Com este método, você pode usar seus modelos de arquitetura para analisar quais são suas vulnerabilidades, qual poderia ser o impacto potencial de ameaças internas e externas, e como mitigar os mesmos. A figura abaixo mostra um exemplo de tal análise:


Todos os semáforos nesta figura estão interconectados: por exemplo, se você aumenta a força do controle (CS-Control Strenght) das medidas que mitigam suas vulnerabilidades, seu nível de vulnerabilidade (Vuln) se reduz, a frequência de evento de perda (LEF-Loss Event Frenquency) também diminui, e consequentemente seu risco diminui. Estes resultados podem também ser apresentados de uma forma mais amigável para as gerências através de mapas de calor, como o mostrado abaixo:


Para uma explicação completa sobre o que você está vendo aqui, ou em qualquer das análises anteriores mostradas nesta série de postagens, entre em contato e solicite uma demonstração.




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Modelagem e Análise do Tempo em Modelos ArchiMate

postado em 25 de set de 2017 04:00 por Antonio Plais   [ 2 de jan de 2018 10:57 atualizado‎(s)‎ ]

Por: Antonio Plais*, Centus Consultoria

O BiZZdesign Enterprise Studio (BES), nossa suite de ferramentas de modelagem da arquitetura corporativa, suporta duas abordagens para a modelagem e análise do tempo em modelos ArchiMate: roteirização (roadmapping) e gerenciamento do ciclo de vida (LCM-Life Cycle Management. Nesta postagem faremos uma rápida apresentação desta funcionalidade, disponível a partir da versão 3.0 da ferramenta.

Roteirização

Roteiros podem ser usados para visualizar os caminhos possíveis e alternativos para ir de uma arquitetura de linha de base para uma arquitetura alvo em uma iniciativa de transformação da arquitetura. A modelagem é feita na visão de Roadmap, na qual todos os tipos de objeto podem ser relacionados com uma linha do tempo, suportando a transformação através das arquiteturas de transição.
Figura 1 - Visão de Roadmap com linha do tempo e platôs

Gerenciamento do Ciclo de Vida

O Gerenciamento do Ciclo de Vida permite que você modele, analise e visualize os estágios através doa quais um objeto na arquitetura corporativa passa durante seu ciclo de vida. Diferentes tipos de objeto podem ter diferentes ciclos de vida, cada um com seus próprios estágios personalizados. O Gerenciamento do Ciclo de Vida suporta a definição e manutenção de (vários) platôs, e incluindo:
  • uma visão de Life Cycle para a modelagem dos ciclos de vida
  • um perfil de gerenciamento de ciclo de vida básico, que define um atributo de ciclo de vida que representa o estágio ou fase do ciclo de vida "atual" para um objeto
  • para modelar a evolução do ciclo de vida de um objeto ao longo do tempo, está disponível uma dimensão de tempo, que pode ser adicionada a qualquer atributo ou métrica
  • o perfil de gerenciamento de ciclo de vida permite que você defina dependências entre as fases do ciclo de vida para os diferentes (tipos de) objetos
Figura 2 - Visão de Life Cycle com ciclos de vida

Alguns exemplos de ciclos de vida típicos são o ciclo de vida de Aplicativos, o ciclo de vida da Tecnologia, o ciclo de vida dos Projetos, o ciclo de vida das Capacidades, e outros. Estes ciclos de vida podem ser usados para suportar a tomada de decisão e identificar conflitos potenciais.

Por exemplo, com a ajuda do ciclo de vida de Aplicativos, você pode identificar quais aplicativos ainda estão em desenvolvimento, em operação, e quais estão sendo aposentados. Isto pode ajudá-lo a ter a percepção sobre onde os investimentos estão atualmente sendo feitos, e quais custos serão reduzidos quando certos aplicativos forem encerrados. De forma similar, todos os outros tipos de ciclo de vida podem fornecer percepções para suportar a tomada de decisões.

O ciclo de vida das Capacidades facilita a criação de roteiros de desenvolvimento de capacidades. Estes tipos de roteiros estão no coração do Planejamento Baseado em Capacidades (CBP-Capacity Based Planning), e podem ser usados para planejar e monitorar o desenvolvimento de uma capacidade ao longo de um certo período.

Formas Alternativas para Modelar as Transições ao Longo do Tempo

A forma mais comum para a modelagem do tempo é através das visões de Roadmap e de Life Cycle. Formas alternativas para a modelagem de transições ao longo do tempo sem realmente usar uma linha do tempo inclui os perfis, ou platôs, Roadmap e Life Cycle. Eles são usados mais comumente no contexto da implementação e migração.

Através da ligação de um perfil Life Cycle a um elemento em uma visão, pode ser atribuído um estágio ou fase do ciclo de vida ligado a um platô, representando um estado relativamente estável da arquitetura, durante um período limitado de tempo. Este perfil distingue as fases do ciclo de vida como Em Desenvolvimento, Em Uso, Desatualizado, e Fora de Uso. Através da comparação entre diferentes visões, e a utilização de visões de cores, os diferentes estágios do ciclo de vida dos objetos podem ser visualizados.

Figura 3 - Visão de Cores do Ciclo de Vida dos Aplicativos

Para Saber Mais

Para saber mais sobre como o BiZZdesign Enterprise Studio, e como o gerenciamento e análise do tempo pode agregar valor aos seus modelos da arquitetura, entre em contato com a Centus Consultoria e solicite uma demostração.


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eBook A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças
As organizações sempre tiveram que se adaptar a um mundo em mudança, mas o ambiente turbulento de hoje é mais demandante do que jamais foi. Sua organização precisa inovar mais rápido, em uma base contínua, enquanto mantém o controle sobre os riscos, orçamento e conformidade.

Solicite sua cópia GRÁTIS aqui


* Antonio Plais é consultor-sênior e proprietário da Centus Consultoria

Abordagem para o Gerenciamento de Risco Corporativo

postado em 9 de set de 2017 09:01 por Antonio Plais   [ 9 de set de 2017 10:06 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Rob Kroese*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Em uma postagem anterior, Marc Lankhorst discutiu o valor da Arquitetura Corporativa no gerenciamento de risco, segurança e conformidade na empresa. Ele sugere uma série de passos a serem dados em seguida; dois destes passos são discutidos em detalhe nesta postagem:
  • capturar e visualizar os aspectos de risco e segurança da sua organização. Visualize perigos, riscos e medidas de mitigação em relação à arquitetura e estratégia de negócio abrangente. 
  • medir e visualizar o impacto dos riscos e usar estas percepções para a tomada de decisão. Visualisar dados de, por exemplo, testes de penetração, e usá-los no nível do negócio para decidir sobre as medidas necessárias na TI.

Visão Geral da Abordagem de Gerenciamento de Risco Corporativo

Os dois passos acima estão incorporados na abordagem de Gerenciamento de Risco Corporativo, visualizada na Figura 1. Esta abordagem ajuda a entender as consequências das políticas de risco e segurança, porque a definição dos riscos e das medidas de controle em um nível estratégico são detalhadas passo a passo nas medidas de controle operacionais.


Figura 1: Abordagem de Gerenciamento de Risco Corporativo

Esta é uma abordagem cíclica e orientada para modelos, que pode ser iniciada em vários pontos ao longo do ciclo, dependendo de você estar usando uma abordagem de cima-para-baixo ou uma abordagem mais de baixo-para-cima. Cada fase será explicada brevemente abaixo:
  1. Avaliar os riscos: Nesta etapa, os riscos com os quais a empresa deve lidar são identificados e documentados. Isto cobre múltiplos tipos de risco: eles podem ser riscos relacionados com a TI (como os ataques cibernéticos), mas também riscos relacionados com o negócio. Mais ainda, os riscos podem ser baseados em ameaças identificadas (veja o Passo 6)
  2. Especificar as medidas de controle necessárias. Determine quais medidas de controle são necessárias para cada risco identificado. Alguns riscos podem requerer medidas de controle abrangentes (por causa do alto impacto do risco), e outros podem requerer medidas de controle menores. A combinação de riscos e medidas de controle pode ser modelada com elementos da extensão de motivação do ArchiMate (Avaliação, Meta e Requisito), o que torna clara a relação entre estes aspectos. Mais ainda, eles podem ser incorporados nos seus modelos existentes de arquitetura corporativa através da ligação dos riscos e medidas de controle com os elementos centrais do ArchiMate.
  3. Implementar medidas de controle. As medidas de controle requeridas precisam ser implementadas. Este é o passo onde é realizada a passagem do desenho para a implementação. Medidas de controle podem ser implementadas de várias formas: algumas podem ser medidas de controle de TI, como firewalls e mecanismos de autenticação. Outras podem ser medidas de controle focadas no negócio, como o princípio da separação de poderes.
  4. Executar e monitorar. As medidas de controle implementadas precisam ser executadas. Mais ainda, o monitoramento no nível operacional é necessário para obter estatísticas de desempenho e efetividade dos controles implementados. Um exemplo é usar testes de penetração na infraestrutura técnica. Através destes testes você pode descobrir os pontos fracos na sua infraestrutura através de uma abordagem sistemática e automatizada. Os resultados dos testes de penetração são usados para analisar as vulnerabilidades na infraestrutura e definir novas medidas de controle.
  5. Analisar as vulnerabilidades. A partir da execução e monitoramento você obtém as percepções necessárias sobre o desempenho e efetividade dos controles implementados (por exemplo, através de testes de penetração). Neste passo, estes dados são analisados para determinar quais vulnerabilidades existem e quão danosas elas são. É feita uma ligação entre as vulnerabilidades e os riscos identificados o Passo 2, através do uso dos modelos existentes da arquitetura corporativa. Isto proporciona percepções sobre quão bem os riscos estão sendo gerenciados, ou sobre quais medidas de controle novas ou melhoradas são necessárias.
  6. Identificar as ameaças. Neste passo as ameaças do ambiente interno ou externo são identificadas. Ameaças do ambiente interno podem ser baseadas nos resultados das etapas anteriores (analisar vulnerabilidades). A identificação de novas ameaças pode levar a uma avaliação de riscos novos ou mudados no Passo 1.

De cima para baixo ou de baixo para cima

A abordagem descrita acima pode ser aplicada de cima para baixo ou de baixo para cima. Uma abordagem de cima para baixo começa com a identificação das ameaças e a avaliação dos riscos, o que serve como base para o desenho e implementação das medidas de controle. Uma abordagem de baixo para cima tipicamente começa com o passo de execução e monitoramento: investigar a implementação atual por meio de testes de penetração ou outros mecanismos, e usar esta informação para determinar vulnerabilidades no panorama atual.

Qual abordagem é mais adequada para a sua organização depende de vários aspectos. Em geral, organizações com uma abordagem de arquitetura corporativa mais madura podem seguir com mais facilidade uma abordagem de cima para baixo.

Benefícios desta Abordagem

Esta abordagem inclui os seguintes benefícios:
  • análise sistemática das ameaças e vulnerabilidades
  • desenho integrado das medidas de controle
  • modelos de arquitetura corporativa suportam a análise de impacto dos riscos e vulnerabilidades técnicas sobre o negócio
  • traduz decisões de riscos de negócio e segurança em mudanças efetivas na organização. Isto requer uma forte cooperação entre o negócio e a TI
Estes benefícios ajudam a embutir mais a segurança na camada de negócio da sua organização, e ajudam na tomada de decisão mais informada baseada no impacto e nos custos dos riscos operacionais.


* Rob Kroese é consultor nas áreas de arquitetura e melhoria de processos da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.




O GDPR é uma regulamentação da União Européia extremamente rígida sobre proteção da privacidade, e que entrará em vigor em Maio de 2018. A partir desta data, as empresas poderão estar sujeitos a multas de até 4% do seu faturamento anual por falha de conformidade. Isto se aplica a qualquer empresa que faça negócios com a União Européia, ou processe e armazene dados pessoais de residentes da União Européia, estabelecidas em qualquer país, incluindo o Brasil.

Veja neste webinar como você pode ajudar a sua empresa a se preparar para uma nova era na proteção e segurança dos dados pessoais!

O Valor da Arquitetura Corporativa no Gerenciamento de Risco, Segurança e Conformidade

postado em 9 de set de 2017 07:04 por Antonio Plais   [ 9 de set de 2017 09:18 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Nesta postagem, discutiremos o valor de uma abordagem integrada para o gerenciamento de risco, segurança e conformidade na empresa, usando a arquitetura corporativa como espinha dorsal.

A Percepção Estratégica do Risco

Para estar no controle dos riscos que você corre, a primeira coisa que você precisa é uma percepção estratégica da sua organização sob uma perspectiva de gerenciamento de riscos. Isto requer ter uma visão geral consistente e atualizada do seu panorama de produtos, processos, aplicativos e infraestrutura, e todos os aspectos de risco e segurança relacionados. A direção da empresa não pode cumprir com as suas responsabilidades sem saber quais são os principais problemas relacionados com o risco.

Obter um entendimento destes relacionamentos também ajuda você a avaliar os efeitos das decisões de negócio. Isto fornece para o negócio uma percepção clara sobre os riscos relacionados com, por exemplo, a introdução de novos produtos e iniciativas, a terceirização de processos de negócio ou de sistemas de TI, ou mesmo a absorção de uma nova empresa após uma fusão. Assim, eles podem pesar a propensão ao risco da empresa em relação às potenciais consequências.

Mais ainda, a propagação dos riscos através da empresa é uma grande preocupação dos executivos e da gerencia operacional. Os riscos em uma área podem levar a riscos em outra área. Por exemplo, quais são os efeitos de propagação potenciais de uma falha de sistema, uma invasão, uma queda de energia, fraude ou outro mau uso, sobre os processos de negócio críticos, serviços, clientes, parceiros, mercados, ...? A arquitetura corporativa ajuda você a criar percepções sobre estes relacionamentos e dependências, e assim evitar ou mitigar desastres potenciais.

Gerenciamento de Risco e Segurança Orientado pelo Negócio

Uma área relacionada na qual a arquitetura corporativa fornece valor tangível de negócio é no alinhamento do gerenciamento de risco e segurança com as metas e objetivos de negócio. Muitas organizações encontram dificuldade para decidir sobre o nível adequado de medidas segurança, e os gerentes de negócio geralmente vêm isto como um problema técnico que deve ser deixado por conta do pessoal de TI. Eles, por sua vez, não querem correm nenhum risco, e criam soluções douradas que são bastante seguras, mas também muito caras (e, muitas vezes, bastante agressivas em relação aos usuários).

Um melhor alinhamento entre as metas de negócio, as decisões da arquitetura, e a implementação técnica, ajuda a organização a gastar seu orçamento de segurança de forma inteligente, com foco nos riscos relevantes para o negócio. Isto pode levar tanto à redução dos custos como dos riscos, porque você não estará investindo em medidas de segurança excessivamente fortes para coisas sem importância, deixando mais orçamento para proteger as coisas sobre as quais a empresa realmente se preocupa.

Mais ainda, segurança não é algo que pode ser "atacado" posteriormente. Arquiteturas e sistemas inerentemente inseguros são muito difíceis de consertar depois. Ao invés disso, o gerenciamento de risco e segurança deveria ser desenhado desde o início, usando as metas de negócio da empresa para decidir sobre as medidas apropriadas.


Conformidade e Auditoria Regulatória

Outra razão comum para ter uma prática de arquitetura corporativa madura, especialmente em setores altamente regulados, como bancos e seguros, é a conformidade regulatória. O Banco Central e outras entidades reguladoras exigem, ou pelo menos recomendam fortemente, que as instituições financeiras tenham uma prática de arquitetura corporativa bem definida, para garantir que eles estão no controle das suas operações. Eles podem, inclusive, auditar estas arquiteturas ou usá-las de outra forma para avaliar os riscos que a organização corre. Naturalmente, auditores internos, Diretores de Segurança da Informação, e gerentes de risco, também se beneficiam do uso de artefatos da arquitetura corporativa. As percepções sobre os relacionamentos e dependências no nível corporativo que isto proporciona são entradas importantes para as suas tarefas.

Implementar padrões e políticas tais como SEPA, Solvency IT, Basiléia III, e outras, requer coordenação, visibilidade e rastreabilidade no nível corporativo, desde as decisões executivas, como por exemplo, o apetite ao risco da organização, até a implementação de medidas e controles nos processos de negócio e sistemas de TI. A arquitetura corporativa, como uma prática, e os modelos de arquitetura corporativa que capturam estes relacionamentos, são indispensáveis para gerenciar os amplos impactos destes desenvolvimentos.

Próximos passos

Para obter o benefício total do uso da arquitetura corporativa no contexto do gerenciamento da segurança, conformidade e risco, sugerimos que você se concentre no seguinte:
  • alinhar o gerenciamento de risco e segurança com a estratégia de negócio. Sempre veja as medidas de segurança e o risco sob a ótica do valor de negócio que elas adicionam. O suporte à estratégia do Enterprise Studio ajudará você nisso.
  • capturar e visualizar os aspectos de risco e segurança da sua organização. Visualize perigos, riscos e medidas de mitigação em relação à arquitetura e estratégia de negócio abrangente. Use as nossas capacidades de arquitetura corporativa para criar modelos integrados dos seus riscos e medidas de controle.
  • medir e visualizar o impacto dos riscos e usar estas percepções para a tomada de decisão com nossas funcionalidades de análise de risco. Use mapas de calor para informar os tomadores de decisão sobre as medidas de controle necessárias.
  • priorizar projetos de segurança. Calcule o valor e o impacto de negócio dos projetos de segurança e use isto para fazer a priorização das medidas de TI. Use nosso gerenciamento de portfólio corporativo para decidir onde gastar seu orçamento mais efetivamente.
  • usar o suporte efetivo de ferramentas. O apoio de ferramentas de software para uma modelagem, análise e visualização rápida e clara fornece as percepções necessárias. 
Veja mais sobre isto na próxima postagem, conheça o BiZZdesign Enterprise Studio, e saiba como a arquitetura corporativa pode trazer uma nova perspectiva sobre o gerenciamento de risco, segurança e conformidade.

* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.




Esta é a oportunidade para se reunir com profissionais das áreas de Arquitetura Corporativa, Arquitetura de Sistemas, Gestão de TI, Gestão de Processos de Negócio, Segurança Digital, entre outras, com o intuito de expandir seus conhecimentos e desenvolver-se profissionalmente. A possibilidade de interagir com especialistas e adquirir inspiração para aprimorar o resultado de seus projetos é fantástica. Os tópicos incluem Arquitetura Corporativa, utilizando frameworks como o TOGAF® e ArchiMate®, além dos novos Fóruns: IT4IT™ e Open Process Automation.

Palestra: ArchiMate-A Arquitetura Corporativa se encontra com o
Gerenciamento de Risco & Segurança - 09 de Outubro, às 16:30hs

The British Chamber of Commerce and Industry
Rua Ferreira de Araújo, 741 - São Paulo - SP
09-10 de Outubro, 2017

7 Técnicas Poderosas de Análise (6) - Análise Financeira

postado em 8 de set de 2017 12:45 por Antonio Plais   [ 8 de set de 2017 12:52 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente publicado por Marc Lankhorst* no Blog da BiZZdesign - Tradução autorizada 

Na postagem anterior, discutimos como você pode analisar o valor técnico e de negócio dos seus aplicativos, e como modelos da arquitetura são a chave para o cálculo de métricas tais como criticidade para o negócio ou valor estratégico dos aplicativos. Nesta postagem, focaremos nas análises financeiras e, em particular, nos modelos de custo.

Naturalmente, não advogamos substituir seus cálculos e métricas financeiras regulares. Mesmo que isso possa ser tecnicamente possível, seu departamento financeiro nunca abriria mão deste controle (e nem deveria fazê-lo). Mas o que podemos fazer é garantir que você tenha uma visão geral acurada dos custos da TI e dos efeitos das mudanças sobre estes custos.

Por exemplo, se você quiser consolidar seu panorama de aplicativos, quais são os motivadores de custo para estes aplicativos, qual a melhor ordem você deveria eliminá-los ou substituí-los, e como o custo total da TI evoluirá? A estrutura da sua arquitetura ajuda a obter um percepção clara sobre isso, como mostraremos abaixo. Outra questão de negócio típica é como distribuir os custos de TI através de diferentes unidades de negócio. Modelos da arquitetura também irão ajudá-lo nisso.

Usando modelos ArchiMate para o cálculo do custo de TI

Para calcular o custo total de propriedade de um aplicativo (ou do seu panorama de aplicativos completo), você tipicamente consideraria fatores de custo como estes:
  • Custo de software
  • Custo de infraestrutura
  • Custo de suporte
  • Custo de fornecedores de serviço
Estas métricas podem ser atribuídas a elementos de aplicativo na sua arquitetura. Por exemplo, os custos de software seriam associados com os elementos componente de aplicativo e de software de sistema; custos de hardware seriam relacionados com dispositivos e redes; custos de centros de dados seriam atribuídos a instalações; custos de suporte seriam atribuídos a atores e processos na sua organização de TI; e custos de fornecedores de serviço a serviços (externos) de negócio, aplicativo ou tecnologia.

Mas, além de avaliar estas métricas básicas, você pode fazer mais com modelos de arquitetura. Se você conhece os relacionamentos entre, por exemplo, os aplicativos e sua infraestrutura de suporte, você pode distribuir os custos de infraestrutura através destes aplicativos. Na sua forma mais simples, esta pode ser uma distribuição equilibrada, por exemplo, se cinco aplicativos usam o mesmo servidor, cada um recebe 20% do custo atribuído ao servidor. Se você sabe mais sobre o uso real, você pode colocar isto como um atributo do relacionamento entre o servidor e o aplicativo, e realizar um cálculo mais refinado. O mesmo se aplica para os vários outros custos envolvidos, por exemplo, para manutenção e suporte, o para o uso de serviços externos. Adicionar tudo isto fornece uma imagem acurada do custo total de propriedade (TCO) dos seus aplicativos.

O modelo abaixo pode lhe dar uma ideia aproximada sobre como isto funciona. Nós olhamos para a capacidade necessária, e com base nisso atribuímos a contribuição de custo relativa ao aplicativo.


Se você faz isto para os elementos básicos do seu panorama de aplicativos, você pode naturalmente agregar também os custos nos níveis mais altos, simplesmente adicionando todos os custos dos componentes que formam um aplicativo maior, grupos ou domínios de aplicativo.

Combinar estes números de custo com a análise do ciclo de vida que discutimos em uma postagem anterior, fornece um instrumento ainda mais poderoso. Você pode seguir a evolução dos custos da TI ao longo do tempo, e comparar cenários alternativos futuros como, por exemplo, diferentes formas de reduzir seu panorama de aplicativos, como no exemplo acima, e assim maximizar as reduções potenciais de custos. Um de nossos clientes, a VIVAT, obteve muito sucesso com esta abordagem para a racionalização de seu panorama de TI. Para mais informações, veja a descrição deste caso de sucesso.

Naturalmente, modelos como o acima não são algo que você provavelmente mostraria para os profissionais e executivos financeiros na sua organização. Ao invés disso, você deveria criar painéis de controle de gerenciamento com gráficos que mostrem os dados de uma forma mais familiar para este público. Assim, você pode fazer uma referência cruzada com outras informações, por exemplo, combinando custos dos aplicativos com o valor técnico e de negócio, tamanho, idade, complexidade e risco. A figura abaixo (clique para expandir) mostra um painel de controle de portfólio de aplicativo que combina várias métricas como esta.

https://sites.google.com/a/centus.com.br/comunidade/arquitetura-corporativa/_draft_post/Blog6-Analysis%20Techniques%20-%20image2.png
Clique na imagem para ampliar

Uma nota adicional: você poderia fazer isto para o cálculo dos custos da sua organização de TI, calculando, por exemplo, o custo do gerenciamento de incidentes por incidente, com base no custo de pessoal, seu espaço ocupado no escritório, as ferramentas que eles usam, etc. No entanto, a  maioria das organizações já possui estes números calculados de alguma forma, e duplicar estes esforços não faria muito sentido. Mais ainda, este tipo de dado é tipicamente de responsabilidade da área de RH ou do Departamento Financeiro, e pode não ser politicamente aconselhável iniciar uma discussão a respeito de cálculos alternativos. Sempre que possível, use dados já existentes e sobre os quais já exista consenso na organização.

Quando você obtiver a percepção sobre estes custos de TI, a próxima etapa pode ser distribuí-los através dos diversos processos de negócio e unidades de negócio da sua empresa, com base no uso que eles fazem daquela TI, novamente usando os relacionamentos dos seus modelos da arquitetura. Isto pode, no entanto, levá-lo a territórios ainda mais sensíveis politicamente, uma vez que isto rapidamente se desenvolve para a discussão sobre quem deveria pagar a conta...

Independente disso, nossa experiência com a criação deste tipo de percepção é bastante valiosa, e se você o que pode ser feito para a gerência responsável, eles podem rapidamente pedir mais. No exemplo da VIVAT mencionado acima, esta abordagem rapidamente ganhou atenção da diretoria. Assim, se você está lutando para ser ouvido pelos seus executivos, esta pode ser uma forma de chegar aos seus ouvidos.



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 Webinar de Introdução - Enterprise Studio

Junte-se a nós neste webinar de 45 minutos para aprender como arquitetos, analistas e gerentes de TI podem minimizar o tempo de modelagem e planejamento, e entregar resultados mais rápidos. Desenhe, gerencie e compartilhe as análises e informações necessárias para fortalecer a mudança nos negócios com:
  • Uma plataforma integrada
  • Suporte para colaboração
  • Analíticos e painéis de controle poderosos
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Dia 14 de setembro, 2017, às 13:00hs (BRT)
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