Arquitetura Corporativa


Como as Organizações Modelam suas Aquisições e Desinvestimentos - um Exemplo Real

postado em 31 de ago. de 2020 14:34 por Antonio Plais   [ 31 de ago. de 2020 14:34 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em uma postagem anterior nós mostramos a importância dos modelos para completar com sucesso uma fusão, aquisição ou desinvestimento. Naturalmente, o desinvestimento de uma organização pode ser uma aquisição para outra. Nesta postagem compartilharemos algumas experiências práticas suportando duas agências governamentais que estavam passando por este processo.

Há algum tempo, estivemos envolvidos com uma agência governamental na área da saúde que tinha que transferir uma parte substancial de suas tarefas para outra agência. Isso requeria que elas, primeiramente, ganhassem um entendimento claro dos seus processos de negócio e do panorama de aplicativos. O passo seguinte foi definir onde o corte seria feito, e resultou que uma parte substancial do panorama de aplicativos teria que ser duplicado, em particular em torno dos sistemas financeiros. No entanto, os dados envolvidos precisavam ser separados de forma limpa, uma vez que a conformidade com os regulamentos de privacidade eram uma restrição importante.

No lado recebedor, estes processos, sistemas de TI e dados precisavam "aterrizar" na infraestrutura e se integrar com a organização existente. E, porque as tarefas envolvidas requeriam extensa cooperação com outros parceiros, tanto dentro como fora do Governo, esta transferência de tarefas significava, também, uma enorme transferência de interfaces externas com estes parceiros.

O uso de modelos ArchiMate pelas duas organizações foi muito útil durante todo o processo. Isso forneceu uma visão clara da arquitetura, e permitiu analisar os inúmeros projetos neste programa de migração e suas dependências, identificando os aplicativos que precisavam ser duplicados, definindo as interfaces para o mundo externo que precisavam ser transferidas, avaliando os riscos envolvidos, e muito mais.

As duas organizações usam o software da BiZZdesign, o que facilitou ainda mais esta transferência. Por exemplo, visões de cores e mapas de calor do panorama de aplicativos foram usados extensivamente pelas duas equipes. Eles foram usados para destacar, por exemplo, quais projetos trabalhavam em quais aplicativos, o que levou à descoberta de pontos vazios no panorama que não estavam sendo tratados por nenhum projeto, e aplicativos que estavam no escopo de vários projetos. A figura abaixo mostra um exemplo (anonimizado e simplificado) disso, mostrando o panorama de aplicativos com uma visão de cores mostrando os projetos envolvidos com cada aplicativo. Você pode ver, por exemplo, que vários projetos lidam com o aplicativo "FIN". Isso precisa ser muito bem planejado, para evitar que um projeto interfira no outro.


Um panorama de aplicativos com uma visão de cores mostrando os projetos envolvidos com cada aplicativo


Outro uso foi mostrar as várias fases (platôs) no programa de migração, o que ajudou a analisar as dependências entre os projetos com base nos aplicativos de que eles estavam cuidando. Por exemplo alguns aplicativos tinham que ser movidos na mesma fase, por causa das suas mútuas conexões ou dados compartilhados. O gerenciamento do programa fez uso intensivo deste e de outros relatórios no planejamento, gerenciamento e controle do programa, e os arquitetos envolvidos descobriram que os modelos eram insubstituíveis para fomentar uma transferência suave dos processos, sistemas e dados.

Este é apenas um exemplo tirado da nossa experiência em campo. Na Centus-BiZZdesign nós possuímos extensa experiência com o uso do nosso software no contexto de fusões, aquisições e desinvestimentos. Neste folheto você encontra mais informações sobre o nosso suporte para este cenário de uso da arquitetura corporativa.

Pesquisas independentes confirmam isso . Como testemunhado pelo relatório Critical Capabilities for Enterprise Architecture Tools, do Gartner, o Enterprise Studio pontua como o melhor da classe para tomar melhores decisões mais rápido, onde executivos, gerentes de negócio, equipes de arquitetura corporativa, equipes de estratégia, gerentes de projetos, gerentes de portfólio, e outros, colaboram na análise e suporte à decisão em iniciativas estratégicas. Fusões, aquisições e desinvestimentos são um dos principais exemplos disso, e o suporte do Enterprise Studio pode realmente fazer a diferença.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/archimate-da-teoria-a-pratica
eBook ArchiMate - Da Teoria à Prática

Inovação, regulações em constante mudança, novas possibilidades tecnológicas, uma nova direção estratégica; estas são algumas das razões pelas quais muitas organizações estão em constante movimento. 

Este livro apresenta as melhores práticas dos autores, fruto da experiência do uso da linguagem ArchiMate em dezenas de projetos reais, em clientes dos mais diversos ramos de negócio. Uma leitura fundamental para quem quer se iniciar na prática da modelagem da arquitetura corporativa. 

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ArchiMate na Prática - Demarcando Serviços de Negócio

postado em 31 de ago. de 2020 06:36 por Antonio Plais   [ 31 de ago. de 2020 06:36 atualizado‎(s)‎ ]

Por Antonio Plais, consultor-chefe da Centus Consultoria

Um dos principais conceitos da Camada de Negócio do ArchiMate é o conceito de Serviço de Negócio, definido como um "comportamento explicitamente definido que um papel, ator ou colaboração de negócio expõe para o seu ambiente". Mas como distinguimos um serviço de negócio e como ele pode ser demarcado?

Se alguma coisa é marcada como um serviço de negócio, então aquele serviço deveria ser, em princípio, "consumível" por vários consumidores. Os serviços podem ser agrupados por meio de relacionamentos de agregação. Isso implica que só faz sentido desagregar um serviço em serviços parciais se estes serviços parciais também puderem ser consumidos de forma independente uns dos outros.

Aplique as heurísticas a seguir para identificar serviços de negócio:
  • Identifique um serviço a partir da perspectiva do seu consumidor. O serviço deveria ser reconhecível e usável pelo consumidor. As convenções de nomeação deveriam ser adotadas a partir da perspectiva do consumidor do serviço;
  • Identifique os serviços com base nas atividades que são executadas na camada de negócio, e com base nos produtos que estão sendo entregues;
  • Modele os serviços a partir de uma perspectiva de fora para dentro, definida pelo seu uso;
  • Diferencie diferentes serviços otimizados para suportar diferentes preocupações;
  • Evite a sobreposição dos serviços oferecidos: serviços diferentes oferecem comportamentos diferentes. A sobreposição do comportamento é um indicador de que você precisa definir o comportamento sobreposto como um serviço separado;
  • Um serviço é realizado por uma ou mais funções ou processos de negócio que representam o comportamento interno concreto da organização. Uma função de negócio pode realizar vários serviços de negócio;
  • Sempre modele quais funções ou processos de negócio realizam um serviço, e quais processos de negócio (no caso de serviços internos) consomem um serviço;
  • Um serviço de negócio interno é sempre usado por pelo menos uma função ou processo de negócio;
  • Mantenha os serviços consistentes: garanta que comportamentos comparáveis sejam oferecidos como serviços de uma maneira comparável;
  • Use serviços para esconder detalhes de implementação. Para um consumidor do serviço é suficiente conhecer que um serviço está sendo oferecido e como o consumidor deve usar aquele serviço. Um consumidor do serviço não precisa saber como um serviço é realizado;

Os mesmos critérios e heurísticas podem ser usados para serviços de aplicativo e de tecnologia nas camadas de Aplicativo e de Tecnologia do ArchiMate. Identificar os serviços que uma camada fornece para a camada acima é uma excelente forma de desacoplamento entre as camadas, facilitando a evolução da arquitetura da sua empresa.


Se você quer conhecer mais sobre a linguagem ArchiMate, e conversar sobre Arquitetura Corporativa, acesse regularmente este blog e o site da Centus Consultoria

Fonte: ArchiMate Made Pratical, Harmen van der Berg e outros, NAF Working Group "ArchiMate usage"

Qual é a Proposição de Valor da Arquitetura Corporativa, hoje?

postado em 27 de ago. de 2020 10:09 por Antonio Plais   [ 27 de ago. de 2020 10:09 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Joe Geary*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Como Vice-Presidente de Valor do Cliente na BiZZdesign, é minha responsabilidade trabalhar com muitas grandes organizações e identificar maneiras para que elas atinjam os seus objetivos. Isso significa que eu lido com grandes e pequenas empresas; com empresas que têm uma prática de Arquitetura Corporativa madura, ou que estão apenas começando; com empresas dos setores de revenda e de tecnologia, e tudo o que existe entre estes extremos.

Em todos estes diferentes cenários, eu testemunho regularmente equipes de Arquitetura Corporativa lutando para articular a proposição de valor da arquitetura corporativa. Pessoalmente, tendo estado envolvido com Arquitetura Corporativa e Tecnologia da Informação por mais de 30 anos, estou completamente convencido dos benefícios de ter uma abordagem arquitetural para o sucesso, e é sobre isso que eu gostaria de conversar neste momento.

Até onde eu entendo, não deveria haver confusão sobre a força da Arquitetura Corporativa para fornecer soluções para problemas grandes e complexos - é uma ferramenta fantástica para as empresas digitais modernas. Afinal, eu vi ela funcionando muitas vezes na prática ao longo da minha carreira. Na verdade, quanto mais nós caminhamos em direção da empresa digital e mais dependentes nós nos tornamos da tecnologia para o funcionamento dos negócios, mais a Arquitetura Corporativa se destaca e cresce em importância.

Agora, da forma como eu entendo, nós podemos quebrar a proposição de valor da Arquitetura Corporativa em três áreas principais. Estas são as áreas que eu considero mais relevantes e, possivelmente, mais impactantes onde os arquitetos deveriam gastar seu tempo e sua energia. Isso não significa que as atividades mais tradicionais, como orientar a arquitetura de soluções, estejam, digamos, fora do contexto. Mas, realisticamente, considerando os relacionamentos que a nossa experiência nos mostra que a Arquitetura Corporativa precisa ter com as pessoas do lado do negócio, para poder ocupar um lugar na mesa estratégica, então eu consideraria estas três áreas as mais prováveis de produzir efeitos positivos duradouros:

Promoção da Estratégia

A primeira destas áreas é a Promoção da Estratégia. Isto basicamente diz respeito a como o negócio pode atingir os resultados que almeja, e também identificar os meios para fazer isso. Então, o que nós estamos tentando alcançar - nós sabemos, nós temos alguma dúvida em relação a isso? Se nós estamos seguros de que nossas metas são sólidas, então como nós vamos fazer para que elas se concretizem, como nós garantimos que todo investimento, ou decisão estratégica, ou novo processo de negócio que nós desenvolvemos, está em linha e ativamente suporta o atingimento dessas metas?

A Arquitetura Corporativa conecta maravilhosamente estes conceitos através dos vários domínios da empresa, e quando isso é feito em uma plataforma completa como o HoriZZon, a qualidade das percepções de inteligência de negócio que podem ser produzidas e entregues para as audiências relevantes, para ter a certeza de que os olhos de todos se mantém focados no prêmio adiante, é inestimável. Assim, a promoção da estratégia é fundamental para garantir a mudança coordenada por todo o negócio.

Identificação & Mitigação de Riscos

A segunda área é a Identificação & Mitigação de Riscos. A segurança e os riscos para os dados pessoais nunca foram mais relevantes do que agora. Essa área da proposição de valor da arquitetura corporativa lida com identificar os riscos enfrentados pela organização de uma forma que permita aos arquitetos se engajar em uma conversação significativa com as partes interessadas no lado do negócio sobre como estes riscos podem ser tratados de uma forma integral e integrada nas iniciativas de mudança e desenvolvimentos da organização.

Otimização das Operações

Finalmente, a terceira área é a Otimização das Operações. Ela foca na otimização do valor dos ativos da empresa a partir de uma perspectiva técnica e de negócio (isso também inclui a otimização dos custos). Assim, em todas as iniciativas desde a otimização de processos até o gerenciamento do portfólio de aplicativos - todas estas áreas onde existe desperdício em função de duplicação, supervisão insuficiente etc. - a Arquitetura Corporativa pode se apresentar e impactar significativamente as coisas para melhor, graças à perspectiva transparente e clara que ela entrega no nível corporativo.

Conclusões

Se você é uma pessoa trabalhando em Arquitetura Corporativa e se sente como se estivesse lutando para maximizar o valor para a organização, você deveria começar com uma fundação que é seja parecida com uma destas três acima. Por falar nisso, eu comentei sobre estas três áreas em um recente episódio no Podcast da BiZZdesign para o qual fui convidado. Eu sugiro que vocês escutem e tenham algumas percepções adicionais sobre este e outros tópicos interessantes.

A principal conclusão é que a Arquitetura Corporativa fornece soluções em um amplo espectro de cenários de transformação. Eu escolhi estes três grupos principais para facilitar a apresentação, mas realmente a mensagem é que com a abordagem correta você pode entregar grande valor para a sua organização inteira (nos termos em que sua empresa define o que seja valor). Todos estes pontos que você está conectando desde a estratégia até as capacidades, aplicativos, processos, e tudo o mais, irão alimentar não apenas projetos localizados, ou a sua disciplina de arquitetura de soluções, mas também fornecer para a liderança da sua empresa a habilidade de tomar melhores decisões mais rapidamente para destravar o valor estratégico organizacional. Na medida em que ela cresce e integra mais aspectos na sua prática (racionalização de aplicativos, arquitetura de segurança, gerenciamento de dados etc.) ela rapidamente constrói um framework que levará toda a organização para um futuro significativamente melhor.

Se você quiser conversar conosco sobre como podemos ajudá-lo a maximizar o valor organizacional, entre em contato. Se você estiver interessado em ouvir nossos podcasts, você os encontrará aqui.


* Joe Geary é VP de Valor do Cliente na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


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Um Padrão para Dimensionar Diagramas ArchiMate

postado em 23 de ago. de 2020 06:26 por Antonio Plais   [ 23 de ago. de 2020 06:29 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Bernd Ihnen*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Em uma série de postagens anterior discutimos a importância da comunicação para transformações estratégicas. Isso afeta muitas funções e vários papéis na sua organização ao fazer diferentes perguntas, tais como:
  • Quais capacidades eu preciso para suportar munha transformação de negócio?
  • Quais capacidades um aplicativo suporta?
  • Quais são as interfaces entre os aplicativos?
  • Qual o risco para um aplicativo o uso de uma tecnologia no final do ciclo de vida?
Usar um framework holístico como o ArchiMate para capturar arquiteturas corporativas permite que você responda estas e muitas outras perguntas de negócio. Mas como você separa as arquiteturas em diagramas simples para torná-los mais fáceis de criar e usar?

Uma abordagem padrão para descrever arquiteturas é a ISO 42010, que inclui a definição de pontos de vista como especificação para a construção de diagramas. Estes diagramas, por sua vez, servem a diferentes papéis e realçam as suas preocupações. Esta abordagem comprovada é usada no TOGAF, no ArchiMate e em outros frameworks.

O Desafio

Depois de definir as suas partes interessadas e as suas preocupações, você provavelmente terminará com uma lista de questões de negócio que você quer responder. O desafio é saber como separar a informação que você coleta em diagramas fáceis de ler. Para alcançar isso, você precisa reduzir a complexidade dos diagramas. Reduzir a complexidade serve a dois propósitos:
  1. Reduzir a complexidade para criar os diagramas (pelo especialista)
  2. Reduzir a complexidade para consumir os diagramas (pelas partes interessadas relevantes)
Existem várias técnicas para reduzir a complexidade, muitas das quais são descritas no livro "Enterprise Architecture at Work", escrito por Marc Lankhorst e outros. Um indicador-chave que impacta na complexidade visual de um diagrama é o número de tipos de objetos e relacionamentos diferentes mostrados.

Neste caso, nós usamos o framework ArchiMate para definir pontos de vista que descrevem o que você tem permissão para usar ao criar o diagrama. Os principais conceitos no ArchiMate são os elementos (da arquitetura), tais como capacidades, processos de negócio ou aplicativos, bem como os vários tipos de relacionamentos. Isso leva a duas abordagens para orientar a definição de pontos de vista: selecionar os elementos relevantes ou selecionar os tipos de relacionamento.

Selecionar os elementos para um ponto de vista pode, no entanto, colocar você em desvantagem. Isso porque você, geralmente, pode empregar cinco ou mais tipos de relacionamentos entre dois objetos, o que força você a selecionar o relacionamento correto a partir de uma lista fornecida. A outra abordagem para criar pontos de vista é agrupar os relacionamentos e, então, selecionar os elementos. No ArchiMate, os relacionamentos já são agrupados em relacionamentos estruturais, dinâmicos, de dependência etc., o que pode ser usado para guiar a criação de diagramas mais simples com baixa complexidade.

Um padrão para definir pontos de vista dos diagramas

Você pode ver como criar diagramas mais simples por meio dos exemplos abaixo, que começa com a divisão do conjunto de relacionamentos em grupos separados. O padrão ArchiMate descreve vários grupos de relacionamentos:
  • relacionamentos estruturais, que modelam a construção ou composição estática de conceitos do mesmo tipo ou de tipos diferentes.
  • relacionamentos de dependência, que modelam como os elementos são usados para suportar outros elementos.
  • relacionamentos dinâmicos, que são usados para modelar as dependências comportamentais entre os elementos.
  • outros relacionamentos, que não se encaixam em nenhuma das categorias acima.
Começando com os relacionamentos estruturais, você pode usar apenas o relacionamento de composição para descrever a hierarquia dos elementos, e o relacionamento de realização para descrever o que os elementos realizam. Você pode usá-los, por exemplo, para mostrar do que as capacidades são compostas e para mostrar quais aplicativos realizam uma capacidade. Diagramas com esta informação ajudam a responder as perguntas de negócio mencionadas acima. Para expandir esta descrição dos principais elementos de uma capacidade, você pode adicionar os processos e atores de negócio à este ponto de vista. Desta forma você pode ter uma visão geral de quais pessoas, processos e tecnologia você precisa para realizar uma capacidade específica.


Diagrama Gerenciamento do Cliente

Lembre-se, pontos de vista descrevem aquilo que você pode usar para criar um diagrama. O diagrama acima mostra um exemplo de ponto de vista que permite apenas o uso dos conceitos ArchiMate de Capacidade, Ator de negócio, Processo de negócio, Componente de aplicativo, e os relacionamentos de Composição e Realização. Com esse ponto de vista, nós limitamos significativamente os conceitos disponíveis para este tipo de diagrama e os possíveis relacionamentos entre dois elementos. Para relacionar capacidades, nós só podemos usar um tipo de relacionamento (composição) ao invés dos sete possíveis. Para relacionar pessoas, processos e tecnologia, podemos usar apenas um tipo de relacionamento (realização) ao invés dos dois tipos possíveis.


Tipos de relacionamento possíveis

Usando o mesmo padrão em camadas diferentes

Você pode usar o padrão acima para criar mais diagramas estruturais usando estes tipos de relacionamento para compor elementos ou mostrar o que os elementos realizam. Mostraremos isto em uma outra postagem, junto com outros pontos de vista estruturais, para demonstrar a aplicação do mesmo padrão em diferentes camadas da arquitetura.

A funcionalidade de configurar seus próprios pontos de vista é parte da nossa ferramenta BiZZdesign Enterprise Studio. Se você quer conhecer mais sobre estas e outras funcionalidades do Enterprise Studio, entre em contato e solicite uma demonstração.


* Bernd Ihnen é Consultor e Instrutor da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.



ArchiMate Ágil: Arquitetura Intencional

postado em 19 de ago. de 2020 13:08 por Antonio Plais   [ 19 de ago. de 2020 15:23 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em uma postagem anterior sobre como usar a linguagem de modelagem ArchiMate junto com o Scaled Agile Framework (SAFe), mencionamos brevemente a necessidade de modelar a intenção da empresa. Em um contexto Ágil, essa noção de intenção e arquitetura intencional é muito importante. Nesta postagem, gostaríamos de explorar um pouco mais sobre isso.

Abraçando a Mudança

As metodologias ágeis são baseadas na noção de abraçar a mudança em contraposição a seguir planos detalhados. O futuro é incerto, as necessidades dos clientes mudam, e também as condições externas em que a empresa opera, de forma que os planos que você cria precisarão ser alterados de qualquer forma. Esta incerteza aumenta quanto mais no futuro você olha. Isso implica que a direção de longo prazo da empresa deveria ser dada em termos bastante gerais ao invés de planos detalhados, uma vez que aqueles planos serão anulados pelo mundo mudando à sua volta.

Modelos de arquitetura, especialmente aqueles com uma visão de mais longo prazo, deveriam, desta forma, expressar a intenção ao invés do desenho detalhado. Esta intenção é usualmente bastante estável: a estratégia de uma organização não muda diariamente, e traduzir isto em ação é onde a arquitetura intencional entra no jogo. O papel principal dos arquitetos é transmitir esta intenção. Isto tem implicações importantes para a disciplina da arquitetura, com um impacto diferente dependendo do escopo do arquiteto.

Em primeiro lugar, a arquitetura de sistemas ou de software, que é a mais próxima de uma realidade que muda diariamente, necessita ser desempenhada pelos especialistas que estão diretamente em contato com aquela realidade, ou seja, os membros das equipes ágeis que estão realizando estes sistemas. E nós temos visto isso na prática. Os papéis clássicos dos arquitetos de software estão sendo cada vez mais desempenhados por membros mais experientes das equipes ágeis, ao invés de por especialistas separados. Este tipo de arquitetura é muitas vezes expressado em rascunhos e quadros brancos, ou mesmo em modelos UML simples (embora o uso da UML pareça estar em declínio sob a influência do desenvolvimento ágil). Este não é o grupo-alvo de usuários da linguagem ArchiMate, embora ocasionalmente ela possa ser útil aqui.

Expressando Arquiteturas de Solução em um Contexto Ágil

O próximo nível acima em escopo, a arquitetura de solução, é ainda bastante próximo das mudanças concretas, diárias, mas o seu escopo abrange (em geral) várias equipes ágeis. Neste nível, a arquitetura se torna mais preocupada com a coordenação entre as partes da solução, com conceitos como a Pista Arquitetural (Architectural Runway) do SAFe. Isso fornece uma espinha dorsal para o alinhamento das contribuições das equipes ágeis, para fazer com que todas as peças se encaixem em alinhamento com a intenção da empresa. Muitas vezes, uma solução como esta é definida para atender à uma capacidade específica da empresa.

Nesse escopo, modelos ArchiMate são instrumentos muito úteis. Expressar os principais elementos (ou seja, principais processos, serviços, componentes e elementos de dados) de uma Pista Arquitetural é geralmente mais fácil no ArchiMate do que em linguagens de modelagem mais detalhadas, como a UML ou o BPMN. Estas linguagens estimulam (e, algumas vezes, forçam) você a colocar mais detalhes do que você gostaria. Mais ainda, esses detalhes podem obscurecer a essência daquilo que diz respeito à arquitetura. O chamado Framework Central do ArchiMate - as camadas de Negócio, Aplicativo e Tecnologia - abrange conceitos úteis que fornecem o nível adequado de detalhes para expressar este tipo de arquitetura, onde a coordenação é essencial.

Adicionalmente, neste nível de solução nós já podemos, e queremos, expressar a intenção da arquitetura tanto quanto a construção das soluções. Por exemplo, a noção de 'serviço', que é central no desenho do ArchiMate, é intencional por natureza: ele expressa o que alguma parte da solução deveria fazer para o seu ambiente, ao invés de como isso será feito (nota: o termo 'serviço' está sujeito a várias interpretações. A noção de 'serviço' no ArchiMate é enraizada na terminologia de negócio, e não deveria ser confundida com, por exemplo, uma peça de código como em um microsserviço).

O conceito de Capacidade é outra noção intencional. Ela expressa o que uma empresa é capaz de fazer, ou quer ser capaz de fazer, ao invés de como ela faz isso. A figura abaixo, da nossa empresa fictícia mas realista, BiZZbank, fornece um exemplo. Nós vemos aqui a capacidade Percepções Comportamentais do Cliente e seus processos de negócio, sistemas e dados de suporte. Uma visão como essa poderia ser usada para coordenar as várias equipes que suportam os sistemas individuais para garantir que, por exemplo, eles usam os dados do cliente de forma correta, resolvam problemas de sincronização de dados, planejem mudanças e, em geral, garantam que os seus sistemas trabalham juntos para servir de forma ótima os processos e capacidades de negócio da empresa. Isso, naturalmente, é uma figura de muito alto nível, mas nós poderíamos ampliar isso nos processos ou aplicativos individuais e ver mais detalhes.


Visão de solução de arquitetura para a capacidade Percepções Comportamentais do Cliente do BiZZbank

O Domínio Ágil e a Arquitetura Corporativa

Expandindo nosso escopo além das capacidades e soluções individuais, chegamos ao domínio das arquiteturas corporativas. É aqui onde a arquitetura intencional é mais importante. Precisamos expressar os efeitos desejados da arquitetura, como o valor que nós queremos entregar, as capacidades de negócio que nós queremos desenvolver, os princípios fundamentais que nós queremos aplicar, e as restrições que nós queremos cumprir. Mais ainda, é aqui onde os orçamentos são alocados e as iniciativas são priorizadas com base na direção estratégica da empresa e no retorno esperado para os investimentos.

Os conceitos de Motivação e Estratégia do ArchiMate são muito úteis para expressar este nível de intencionalidade. Conceitos como Parte Interessada, Motivador, Valor, Princípio, Capacidade e Curso de Ação permitem que você expresse o que a empresa quer atingir, onde ela quer ir, e quais os passos que ela pretende dar para chegar lá. É aqui que você expressa ligações entre a estratégia, o modelo de negócio e a arquitetura central subjacente da empresa.

Na figura abaixo, reusada de uma de nossas postagens anteriores, dá um exemplo simples de uma visão intencional como essa do BiZZbank, nossa empresa hipotética. Uma de suas metas estratégicas é aumentar significativamente suas receitas de banco digital por meio do foco no segmento dos Millennials. Para isso, ele objetiva desenvolver a experiência bancária digital do cliente #1 no mercado. Isso, por sua vez, requer várias capacidades e recursos. Uma destas capacidades é Analíticos do Cliente e, se nós mergulharmos nisso, encontraremos a já mencionada sub-capacidade Percepções Comportamentais do Cliente.


Motivação, Estratégia, Capacidades e Recursos necessários para o BiZZbank

Agora, isso pode parecer uma visão um pouco técnica. Mas essa não é a única forma de mostrar modelos ArchiMate: você pode usar diferentes visualizações para os mesmos conceitos, tal como a análise SWOT abaixo, que é baseada no conceito ArchiMate de Avaliação. Esta á a análise que precedeu a formulação da estratégia mostrada na figura anterior. Com base nas avaliações mencionadas aqui, a Direção decidiu focar no segmento dos Millennials e desenvolver uma excelente experiência bancária digital para eles.


Análise SWOT para o BiZZbank

Em postagens anteriores, e em vários outros lugares, nós intencionalmente contamos a história do BiZZbank de trás para frente, começando com as arquiteturas mais detalhadas e seguindo em direção à intenção de alto nível, uma vez que a maioria dos arquitetos está mais familiarizado com os conceitos centrais do ArchiMate. Na prática, naturalmente, a intenção deveria vir antes. Nas palavras do Gato Risonho, em Alice no País das Maravilhas: "Se você não sabe para onde está indo, qualquer estrada te levará até lá".

Comunicando Arquiteturas

Uma vez que no desenvolvimento ágil a comunicação clara é mais importante do que a documentação detalhada, o uso de modelos deveria estar focado em expressar as ideias por trás da arquitetura ao invés dos detalhes de um desenho. Isso é uma grande adequação com os princípios por trás da linguagem ArchiMate. Desde o seu início, o ArchiMate foi desenhado como uma linguagem leve e significativa com o mínimo de sobreposições, direcionada para expressar a essência em vez dos detalhes de uma empresa. Seu foco na comunicação pode ser visto até mesmo na construção da linguagem, que intencionalmente imita a estrutura da linguagem humana com seus sujeitos, verbos e objetos, refletidos nos conceitos de estrutura ativa, comportamento e estrutura passiva do ArchiMate.

Agora, alguns podem argumentar que os símbolos do ArchiMate se parecem muito técnicos para audiências de fora da TI. A linguagem foi desenhada para se assemelhar a outras linguagens de modelagem com caixas, setas e ícones, para tornar mais fácil o aprendizado para qualquer um com alguma experiência de modelagem, e isso faz com que ela se pareça um pouco 'técnica'. Mas a definição da linguagem também separa o conteúdo da visualização de um modelo, e enfatiza a importância de escolher pontos de vista orientados para as partes interessadas. O padrão, inclusive, descreve um mecanismo de pontos de vista para suportar a criação destes pontos de vista. No entanto, dado a amplitude das partes interessadas que estão por aí, não seria viável padronizar estes pontos de vista por si mesmos. Audiências diferentes precisam de exibições diferentes do conteúdo da arquitetura, desde simples listas até diagramas detalhados, e desde visões simples e coloridas, como a análise SWOT mostrada acima, até especificações formalmente precisas.

Como um exemplo, quando uma equipe ágil está envolvida no desenho de uma interação entre a organização e seus clientes, visualizações como Mapas de Jornada do Cliente podem ser muito úteis. Eles podem capturar onde uma jornada precisa ser melhorada, novamente focando mais na intenção do que na construção. Abaixo está um exemplo de um mapa como esse, de novo do nosso BiZZbank, mostrando o estado atual da jornada do cliente para pagamentos móveis e, claramente, que há muito a ser melhorado se eles querem atingir as suas metas estratégicas. Isso era parte da avaliação mostrada na análise SWOT, onde é dito "Falta de boa experiência digital".

Tudo o que você vê aqui é expresso por meio de conceitos ArchiMate. Por exemplo, os círculos azuis que indicam os pontos de contato do cliente são modelados como serviços de negócio do ArchiMate, e os canais que você vê na forma de raias são modelados como interfaces de negócio. E, por trás disso tudo, existe, naturalmente, todos os tipos de processos e sistemas.


Mapa da Jornada do Cliente para pagamentos móveis

Centralidade no cliente é muito importante atualmente, e tem um profundo impacto em todos os aspectos da sua empresa. Para garantir que todos estejam focados naquele alvo, visualizações como esta podem ser extremamente úteis para transmitir a intenção arquitetural; neste caso, fornecer uma experiência bancária digital ótima que melhore a jornada do cliente mostrada aqui.

Mais ainda, uma vez que estes tipos de visões não são meras figuras estáticas, mas partes de um modelo integrado, você pode realizar todos os tipos de análises transversais, ver os impactos das mudanças, priorizar os investimentos e avaliar o efeito sobre os seus clientes e a sua estratégia. Isso torna-os infinitamente mais úteis do que as típicas figuras estáticas construídas pelas pessoas que pensam que isso tem que ser feito no PowerPoint ou no Vision, porque de outra forma a sua audiência não vai entendê-los. Isso é um grave mal-entendido e subestima o que uma plataforma moderna de modelagem pode fazer.

Se você quer conhecer mais sobre como usar o ArchiMate em um contexto ágil, entre em contato. E se você quiser ver mais exemplos de como o HoriZZon e o Enterprise Studio suportam visualizações avançadas da arquitetura como as mostradas acima, solicite uma demonstração.



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


https://links.centus.com.br/tvw
Nós publicamos o eBook 'A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças', no qual explicamos nossa visão dos desafios da mudança e do controle em empresas complexas, e descrevemos as capacidades necessárias para lidar com isso em maiores detalhes. 
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Os Papéis dos Arquitetos Corporativos na Inovação - Iniciar a Inovação

postado em 18 de ago. de 2020 14:18 por Antonio Plais   [ 19 de ago. de 2020 05:11 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Matthijs Scholten*, no blog da BiZZdesign - Tradução e adaptação autorizados

Nas nossas postagens anteriores (Parte 1 e Parte 2), nós introduzimos os três papéis dos arquitetos na inovação:
  1. Arquitetar a inovação: arquitetos podem criar espaço para a inovação por meio da redução da complexidade organizacional e facilitação da mudança
  2. Coordenar a inovação: arquitetos podem melhorar a coordenação e a priorização dos investimentos na inovação
  3. Iniciar a inovação: arquitetos corporativos podem desempenhar um papel principal na conexão entre as tendências externas de negócio e de TI com as estruturas e atividades internas na organização
Nós já discutimos os dois primeiros papéis anteriormente, e focaremos aqui no terceiro papel: iniciar a inovação.

Como dissemos nas postagens anteriores, nos acreditamos que os arquitetos podem fornecer para os executivos, líderes de inovação, e equipes de inovação, percepções inteligentes que suportam melhores decisões de inovação. Nós cremos que existe uma oportunidade para os arquitetos inovarem a inovação, por assim dizer.

Iniciar a Inovação

(Equipes de) arquitetos têm um conhecimento de negócio e de TI bastante exclusivo e profundo, e com sua perspectiva ampla e ‘horizontal’ podem identificar as oportunidades e o impacto das tendências onde outros focam mais nos detalhes profundos, mas também mais estreitos. Na nossa primeira postagem, argumentamos que os arquitetos podem ajudar suas empresas a se tornarem mais inovadoras, moldando o espaço para inovação, identificando tendências e analisando suas oportunidades e impactos. Na segunda postagem, discutimos o papel dos arquitetos na garantia de uma abordagem coordenada para a inovação, focada no valor potencial de negócio da inovação. Em conjunto, isso dá para você espaço para a inovação e controle sobre ela.

Lute contra a "síndrome do objeto brilhante" e se torne um verdadeiro campeão da inovação

Em muitas organizações nós vemos as pessoas correrem atrás do último brinquedo brilhante. Você sabe como é isso: algum gerente diz: "IoT é quente, precisamos fazer alguma coisa com isso" e as pessoas começam a correr como loucas. O impacto real nos negócios, no entanto, requer percepções profundas não somente sobre a inovação (muitas vezes, tecnológica) em si mas, antes de tudo, nos seus benefícios (e riscos!) potenciais para o negócio. Isso requer uma combinação de conhecimento tanto dos negócios da empresa como da TI, algo que os arquitetos estão posicionados de forma única para oferecer.

O próximo passo é se engajar proativamente com a alta gerência para iniciar a inovação com base nessas percepções e destravar o verdadeiro valor destas inovações. Desta forma, os arquitetos se tornam verdadeiros conselheiros confiáveis da gerência na inovação.


Acione as inovações certas no momento certo

Na nossa postagem anterior, nós mostramos como você pode gerenciar um portfólio de inovações com base em aspectos como viabilidade, desejabilidade, adequação estratégica e adaptabilidade, usando análises baseadas em arquitetura para pontuar ideias ao longo destes eixos. Você precisa de um portfólio equilibrado de inovações de baixo risco, baixo retorno, e de alto risco, alto retorno: ajustar os processos existentes apenas mais um pouco para espremer a última gota de eficiência não é suficiente, mas tentar mirar exclusivamente em tiros longos e ignorar as melhorias do dia a dia também não é uma boa ideia. Com base nas avaliações que mencionamos, os arquitetos podem acionar as inovações certas no momento certo. Com sua ampla visão geral dos desenvolvimentos existentes e planejados na organização, eles podem iniciar inovações que se ajustam ao contexto de negócio e são oportunas, por exemplo, para se associar a outras mudanças ou aproveitar as oportunidades de mercado de curto prazo.  

Inovar a Própria Inovação 

Finalmente, arquitetos podem desempenhar um papel fundamental na inovação dos processos de inovação nas organizações. A inovação e a mudança bem-sucedidas não são algo confinado a alguns departamentos de especialistas em uma torre de marfim. Em vez disso, elas requerem a colaboração entre muitos papéis dentro da empresa, envolvendo e convencendo todos os tipos de funcionários e outras partes interessadas, e reunindo fluxos de ideias de baixo para cima, de cima para baixo e laterais. Mais uma vez, os arquitetos, com seus amplos conhecimentos e contatos na organização, podem desempenhar um papel fundamental para facilitar isso. 

Além disso, você não pode gerenciar a inovação usando apenas quadros brancos, notas adesivas e ‘bolachas’ de cerveja, especialmente em organizações maiores com entradas de vários ângulos e muitas partes móveis que precisam ser coordenadas. A inovação bem-sucedida requer o suporte correto: um espaço compartilhado para o gerenciamento da inovação. Isso não significa necessariamente uma única ferramenta ou plataforma, mas um conjunto bem integrado de instrumentos. Dessa forma, as contribuições dos indivíduos e equipes de toda a empresa, e também de fora, podem ser reunidas para reforçar uns aos outros.  

Arquitetar um ambiente como esse é outra contribuição que os arquitetos têm a oferecer à organização. Nós, na BiZZdesign, também estamos no meio desse desenvolvimento com a nossa plataforma HoriZZon, que se integra a todos os outros tipos de ambiente e pode ser o centro desse espaço de inovação. 




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Matthijs Scholten é consultor, na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/archimate-da-teoria-a-pratica
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Inovação, regulações em constante mudança, novas possibilidades tecnológicas, uma nova direção estratégica; estas são algumas das razões pelas quais muitas organizações estão em constante movimento. 

Este livro apresenta as melhores práticas dos autores, fruto da experiência do uso da linguagem ArchiMate em dezenas de projetos reais, em clientes dos mais diversos ramos de negócio. Uma leitura fundamental para quem quer se iniciar na prática da modelagem da arquitetura corporativa. 

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Os Papéis dos Arquitetos Corporativos na Inovação - Coordenar a Inovação

postado em 16 de ago. de 2020 18:07 por Antonio Plais   [ 18 de ago. de 2020 14:20 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Matthijs Scholten*, no blog da BiZZdesign - Tradução e adaptação autorizados

Nessa série de postagens nós queremos explorar os diferentes papéis que os arquitetos corporativos podem desempenhar na inovação em suas organizações. Na primeira postagem nós identificamos três papéis principais para os arquitetos na inovação:

  1. Arquitetar a inovação: arquitetos podem criar espaço para a inovação por meio da redução da complexidade organizacional e facilitação da mudança
  2. Coordenar a inovação: arquitetos podem melhorar a coordenação e a priorização dos investimentos na inovação
  3. Iniciar a inovação: arquitetos corporativos podem desempenhar um papel principal na conexão entre as tendências externas de negócio e de TI com as estruturas internas na organização
Nesta postagem, continuaremos com o segundo papel principal: coordenar a inovação.

Da Procura para a Escala: Coordenando a Inovação

O tempo de vida das grandes empresas de hoje continua a diminuir. Como resultado, grandes organizações - tanto públicas como privadas - gastam milhões anualmente em inovação, para se tornarem 'invencíveis'. Inúmeras sessões de brainstorming, hackathons, shark tanks, e enormes investimentos de capital em incubadoras e start-ups ainda são a tônica na procura permanente pela 'próxima grande coisa'.

Tomar melhores decisões de inovação

Dados recentes sugerem que quando os investimentos em novos negócios, apenas 4% dos investimentos geram um Retorno sobre o Investimento de 10x ou maiores múltiplos.Isso significa que para grandes organizações, a inovação se torna um jogo de volume. Enquanto um enorme esforço e criatividade é colocado na ideação (geração e coleta de ideias inovadoras), nós acreditamos que coordenar o ciclo de vida de uma ideia inovadora é uma parte igualmente indispensável do desafio da inovação que as organizações estão enfrentando.

Técnicas de design thinking têm se provado muito valiosas quando queremos aumentar as chances de sucesso da inovação. Trazer novos produtos e serviços bem-sucedidos para o mercado requer que as organizações invistam na testagem da desejabilidade (os clientes querem isso?), viabilidade técnica (nós podemos construir isso?) e viabilidade econômica (isso tem sentido financeiro?) das novas ideias. No entanto, apesar do seu grande potencial, muitas ideias inovadoras nunca realizam o retorno esperado para o investimento. Por que?

Quando concerne a organizações existentes (ou seja, excluindo as start-ups), nós acreditamos que escalar as inovações é um desafio assombrador neste Século 21. Estratégias de negócio, produtos e serviços, tecnologias digitais, bem como estruturas organizacionais fluidas e em rede, se tornaram ecossistemas avançados que não são sempre fáceis de mudar. Na nossa primeira postagem sobre arquitetar para a inovação, nós mencionamos a importância da formatação de um espaço para a inovação.

Além disso, nós recomendamos que nossos clientes pensem sobre três áreas de melhoria práticas quando objetivando atingir uma prática de inovação (mais) bem-sucedida, resultando em inovações de negócio implementadas com mais sucesso. Em todas estas áreas, arquitetos estão em uma posição única para adicionar valor de negócio, com o seu conhecimento da estratégia da organização e de sua (complexa) estrutura, aumentando o retorno sobre o investimento de muitos esforços de inovação.

1. Relacionar as atividades de inovação com a sua estratégia de negócio

Tenha a certeza de que a sua organização não investe em ideias sem teto. Pontue ativamente as ideias e os projetos de inovação (que muitas vezes vivem em funis de inovação gerenciados pelas equipes de inovação) com base na sua estratégia de negócio. Seguindo o conselho atemporal de Mintzberg e Waters, nós aconselhamos nossos clientes a combinar mudanças estratégicas deliberadas (com uma abordagem de cima para baixo para garantir o valor estratégico e visualizar além da curva) com mudanças estratégicas emergentes (com uma abordagem de baixo para cima para coletar ideias dos colaboradores). Criar Portfólios de Ideias Estratégicas junto com as equipes de inovação com base nas metas estratégicas pode ser um grande início.


2. Conectar as atividades de inovação com a organização existente

Use Mapas de Capacidade de Negócio que são relacionados com as ideias de inovação capturadas nos seus portfólios (ou bibliotecas) de inovação. Trabalhe com os donos destas ideias para construir uma visão de negócio das inovações propostas. Isso permitirá a criação de percepções da inovação no nível do negócio, por exemplo, mapeando as metas estratégias da organização nas capacidades de negócio e comparar isso contra o número de ideias para aquele domínio específico de negócio. Outro efeito de fazer isso é que isso colocará os arquitetos (e também os consultores internos de estratégia/gerenciamento) em posição de aconselhar sobre as estruturas da organização adequadas para fazer o novo empreendimento funcionar, uma vez que muitas organizações grandes simplesmente não estão conectadas para escalar a inovação e criar crescimento explosivo.


3. Tomar decisões de inovação com base no risco e no esforço para a inovação

Digamos que uma linha de negócio na sua organização está trabalhando em um grande projeto de inovação que trará um novo produto para o mercado. O resultado dos primeiros testes mostram que essa é uma ideia promissora, uma vez que o retorno dos clientes é muito positivo. Para testar a viabilidade técnica (nós conseguimos construir isso?), os arquitetos podem estimar a complexidade que vem junto com esta iniciativa. Isto resulta em uma Análise de Portfólio de Inovação, indicando para cada esforço de inovação a desejabilidade e a viabilidade (estimadas) atuais, combinadas com uma ideia do esforço (isso é, tempo e custo do projeto) necessário para implementar a inovação. Isso fornecerá para os tomadores de decisão nos processos de inovação (ou seja, CxOs, Líderes de Inovação, Gerentes de Portfólio) um perfil claro de risco para cada esforço de inovação em andamento para decidir quando começar, parar ou continuar cada iniciativa.

Inovar a Inovação: É a Vez dos Arquitetos!

Quando bem-sucedidos, os arquitetos podem fornecer para os executivos, líderes de inovação e equipes de inovação percepções inteligentes que suportam melhores decisões sobre a inovação. Nós acreditamos que existe uma oportunidade para os arquitetos inovarem a inovação.

Na terceira e última postagem dessa série olharemos para o terceiro papel dos arquitetos na inovação: iniciação. Fique ligado!



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Matthijs Scholten é consultor, na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/archimate-da-teoria-a-pratica
eBook ArchiMate - Da Teoria à Prática

Inovação, regulações em constante mudança, novas possibilidades tecnológicas, uma nova direção estratégica; estas são algumas das razões pelas quais muitas organizações estão em constante movimento. 

Este livro apresenta as melhores práticas dos autores, fruto da experiência do uso da linguagem ArchiMate em dezenas de projetos reais, em clientes dos mais diversos ramos de negócio. Uma leitura fundamental para quem quer se iniciar na prática da modelagem da arquitetura corporativa. 

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Analisando e Mudando a sua Empresa - Jogo ou Diversão

postado em 15 de ago. de 2020 07:06 por Antonio Plais   [ 17 de ago. de 2020 11:50 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Peter Matthijssen*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Muito do que nós fazemos no mundo da Arquitetura Corporativa e do gerenciamento de processos de negócio é baseado em técnicas de análise e desenho predefinidas, como em um jogo que tem um conjunto bem definido de regras e opera dentro de um universo coeso e previsível. Você sabe qual é o objetivo do jogo (dar xeque-mate no seu oponente, ou reduzir os custos do seu panorama de aplicativos, por exemplo) e segue as regras para obter o melhor resultado.

Este estilo estruturado, de cima para baixo, é apenas uma das formas de análise e mudança dentro das empresas. Além desta abordagem de 'jogo' com suas regras pré-estabelecidas, existe também o estilo explorativo, de baixo para cima, da 'diversão', que não é limitado por tais regras. Compare isso com um Lego: você pode construir seu conjunto Lego de acordo com as instruções fornecidas, ou você pode colocar todos os seus blocos numa grande pilha e criar qualquer coisa que você deseje. Se você realmente deseja descobrir algo novo além dos limites do seu jogo, uma abordagem de 'diversão' é essencial. Como isso funciona no nosso mundo?

Jogo vs. Diversão na Arquitetura Corporativa

No contexto do nosso domínio, onde trabalhamos com modelos de empresas, tendemos muitas vezes a concentrar-nos no estilo de análise e mudança do ‘jogo’: seguimos de forma organizada uma lógica predefinida, incentivada pelo caráter formal destes modelos. No entanto, ‘divertir’ é igualmente valioso aqui. Você pode explorar e percorrer seus modelos para ver como as coisas são conectadas e talvez se inspirar para inovar. Ou você pode tentar mexer, experimentar e brincar com seus modelos para ver se você consegue entender melhor sua empresa antes de mudá-la na vida real.

Da mesma forma, a mudança na empresa pode ser de cima para baixo, com base na estratégia e no planejamento, ou de baixo para cima, originada na observação da realidade no ‘chão de fábrica’. Como Tom Peters observou, "a maioria das mudanças não vem da estratégia, mas de pessoas furiosas e insatisfeitas."

Em nossa visão sobre a Empresa Adaptativa, esses dois estilos de mudança desempenham um papel igualmente importante. Por um lado, inovar e acelerar continuamente o seu ritmo de mudança é fundamental no ambiente de negócio volátil de hoje, exigindo um estado de espírito ‘diversão’, mas por outro lado, as decisões deveriam ser baseadas em informações sólidas e os riscos de mudança precisam ser controlados, por isso você também precisa se ater às regras do jogo. Uma Empresa Adaptativa promove a mudança contínua em larga e em pequena escala, fornecendo a todos os envolvidos as informações certas que eles necessitam, quando eles precisam delas. 

Diversão com o HoriZZon

Cada vez mais, nossos produtos suportam este estilo de 'diversão' além do estilo mais tradicional de 'jogo' que, por exemplo, arquitetos e desenhistas de processos estão acostumados. Nosso portal HoriZZon oferece várias formas de explorar seus modelos. Você pode ver todas as propriedades dos objetos no seu modelo com apenas um clique, ativar várias visões sobre estas propriedades, e criar gráficos instantaneamente.


Portal HoriZZon: Realização de aplicativos



Portal HoriZZon: Risco de dependência

A visualização "Explorador" permite que você caminhe de elemento para elemento, expandindo dinamicamente seus relacionamentos para ver o que está conectado, e talvez descobrindo conexões que oferecem oportunidades para a inovação, ver riscos que você não sabia que existiam, ou encontrar possibilidades de melhoria.


Portal HoriZZon: Visão de 'Explorador'

Naturalmente, você também pode publicar suas análises e painéis de controle predefinidos no estilo 'jogo', de forma que ambas as abordagens podem ser combinadas. Por exemplo, um painel de controle pode mostrar que algumas capacidades de negócio não estão desempenhando como esperado. Explorar o seu modelo pode ajudá-lo a descobrir quais poderiam ser as causas. As funcionalidades de retroalimentação social no portal podem, então, ajudá-lo a resolver o problema em colaboração com todos os envolvidos. Mais ainda, esta plataforma colaborativa também é acessível por não-especialistas e não requer nenhuma competência em modelagem. Desta forma, nós podemos verdadeiramente tornar todo mundo na empresa um arquiteto corporativo envolvido na mudança e na inovação.

Além da exploração e colaboração na plataforma HoriZZon, muitas outras técnicas no ambiente de modelagem do Enterprise Studio ajudam você a jogar com diferentes cenários de negócio e analisar como eles poderiam funcionar. Ideação, mapas mentais, brainstorming, teste de estresse de modelos de negócio, quadros de pontuação, mapas de calor, e outras técnicas semelhantes ajudam você neste estilo de experimentação, e ligar o Enterprise Studio ao seu mundo do desenvolvimento ágil de software pode colocar estas ideias em ação.

Se você quer saber mais sobre isso e sobre as inúmeras possibilidades de uso do Enterprise Studio, não deixe de entrar em contato e solicitar uma demonstração.



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Peter Matthijssen é Gerente de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 
http://bizzdesign.centus.com.br/biblioteca/ebooks/pensando-em-processos
eBook Pensando em Processos - Um guia prático para o gerenciamento de processos
Muitos livros foram escritos sobre o tema do BPM. A maioria, no entanto, se concentra em aspectos específicos neste domínio, tornando difícil obter uma boa visão geral do BPM. Parece também que muitas pessoas têm dificuldade em configurar o BPM dentro de sua organização: por onde começar?

Peter Matthijssen, consultor e instrutor na BiZZdesign, foca nas questões centrais que são realmente necessárias para a realização de projetos de processos que podem ser bem-sucedidos, e apresenta uma abordagem simples e pragmática para uma prática de gerenciamento de processos de sucesso.

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Como coletar e gerenciar dados personalizados com o Enterprise Studio

postado em 10 de ago. de 2020 16:23 por Antonio Plais   [ 15 de ago. de 2020 09:23 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por George Pang*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Uma organização média é construída sobre uma variedade de estratégias e motivações, pessoas, processos, aplicativos e tecnologia. Uma parte importante para garantir que as partes interessadas corretas estão satisfeitas por poderem contribuir com informações relevantes, e receber relatórios direcionados para as suas necessidades, são os metadados.

Metadados, atributos, propriedades...

Um ponto de partida comum para a 'jornada da arquitetura' é trabalhar com catálogos - podendo ser no nível do negócio, dos aplicativos ou da tecnologia (o que coincide naturalmente com a linguagem ArchiMate e suas camadas). Os catálogos em si são de enorme valor; eles permitem que você saiba o que você tem e possa realizar análises de lacunas.

As pessoas tendem a usar Excel ou SharePoint para estes tipos de listas, e adicionam colunas adicionais para indicar informações mais granulares, como 'Custos', 'Status de Ciclo de Vida' ou 'Fim de Vida', que são tratadas como informações textuais rápidas. No entanto, estas partes de informação são grandes candidatas para migração ou reuso em uma plataforma de desenho de negócio como o Enterprise Studio.

Introduzindo o BiZZdesign Metamodeler

O Metamodeler é uma forma gráfica de definir (em termos do ArchiMate), Perfis e Atributos que podem ser atribuídos aos registros dentro dos catálogos (objetos/entidades. relacionamentos) para permitir análises adicionais tais como "Quantos dos meus processos são atualmente executados de forma manual?", o que poderia ser usado para identificar oportunidades para automatização; ou "Qual é o Status do Ciclo de Vida atual dos nossos aplicativos}", o que pode levar a um plano de substituição, ou garantir que existe suporte interno suficiente para soluções que não possuem suporte do fornecedor.

Para qualquer pessoa familiarizada com Diagramas de Entidade-Relacionamento (ERDs), isso funciona de forma similar - no Enterprise Studio, as coleções de atributos, e os atributos em si (que podem ser de tipos comuns, como texto, inteiro, enumeração ou mesmo referências para outros objetos/entidades), são criados como parte de um canvas de modelos.

Canvas do Metamodeler do Enterprise Studio

Validação e Aplicação

Pode ser muito fácil cometer enganos ao efetuar mudanças no metamodelo do seu repositório, mas felizmente o Metamodeler possui funcionalidades para validação e 'visão prévia' (preview) que permite que certas configurações possam ser validadas (e testadas) antes de serem colocadas em produção. Enquanto o modelo está sendo construído haverão claras mensagens de aviso que serão exibidas, dando a você a oportunidade de consertar os erros antes de aplicar no seu modelo real.


Validação do metamodelo

Usando metadados

Durante o trabalho de configuração do metamodelo as mudanças podem ser salvas e trabalhadas em um momento futuro, seja salvando o metamodelo modificado como um pacote de modelos local, ou armazenando dentro do repositório no Team Platform (o que, naturalmente, tem o benefício de histórico de revisões e até mesmo colaboração multiusuário). Não há a necessidade de salvar e armazenar arquivos de configuração separados (que podem ser facilmente extraviados).

Uma vez que as mudanças tenham sido aplicadas nos modelos do repositório, os metadados, atributos e propriedades podem ser usados em painéis de controle, gráficos e outras técnicas de visualização dentro do ambiente de desenho e, assim, o processo de modificação pode continuar - suportando um ciclo de melhoramento contínuo.


Visualização do Ciclo de Vida de Aplicativos

Que tal um mergulho profundo?

A capacidade do Metamodeler forma uma pequena parte da plataforma Enterprise Studio, permitindo que as organizações obtenham o máximo das informações que elas têm, mas também estendendo para outras áreas para realizar completamente as ambições da transformação de negócio.

Em uma próxima postagem apresentaremos uma visão geral do Excel Connect, que permite que os usuários se conectem diretamente com os dados reais após desenhar como você vai lidar com eles no seu modelo.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre estas e outras capacidades do Enterprise Studio, não deixe de entrar em contato e solicitar uma demonstração pessoal.




* George Pang é Consultor Líder da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Os Papéis dos Arquitetos Corporativos na Inovação - Arquitetar para a Inovação

postado em 9 de ago. de 2020 11:37 por Antonio Plais   [ 18 de ago. de 2020 14:21 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Matthijs Scholten*, no blog da BiZZdesign - Tradução e adaptação autorizados

Há poucas semanas publicamos uma postagem sobre como os arquitetos corporativos podem contribuir para a inovação. Nesta série de postagens, queremos explorar mais os vários papéis que os arquitetos corporativos podem desempenhar na inovação nas suas organizações. Em geral, nós vemos uma crescente necessidade por, e a contribuição, de uma perspectiva arquitetural sobre a inovação. Isso é necessário porque a maioria das grandes organizações se transformou em monstros bastante complexos, e inovar nestas condições nem sempre é uma tarefa fácil. Muitas partes móveis precisam ser coordenadas, mas poucas pessoas possuem a visão geral necessária para fazer isso. É aqui que tipicamente a arquitetura corporativa pode adicionar valor.

Nós vemos três papéis principais para os arquitetos na inovação:
  1. Arquitetar para a inovação: para facilitar a inovação, a complexidade da organização precisa ser desafiada. De outra forma, se tudo está conectado com tudo, a mudança se torna praticamente impossível. Os arquitetos podem criar espaço para a inovação reduzindo a sua complexidade e facilitando a mudança. Esta é a perspectiva de dentro-para-fora com a qual a maioria dos arquitetos está acostumada.
  2. Coordenar a inovação: quando existem muitas ideias e iniciativas inovadoras, você precisa coordenar e priorizar os investimentos. Para onde a organização quer ir e em que medida estas iniciativas estão alinhadas com os resultados de negócio desejados? Isso oferece uma perspectiva de fora para dentro sobre a inovação.
  3. Iniciar a inovação: Arquitetos corporativos possuem uma posição privilegiada para serem capazes de conectar tendências de negócio e de tecnologia do ambiente para as estruturas internas da empresa. Esta perspectiva de fora para dentro ajuda a organização a detectar, avaliar e responder às oportunidades e tendências no seu ecossistema mais amplo.
Nesta série de postagens, exploraremos estes três papéis, começando pelo primeiro.

Arquitetar para a inovação

A maioria das empresas estabelecidas cresceu organicamente ao longo dos anos, adicionando departamentos, funções e sistemas por partes, sem considerar os impactos maiores destas adições. 
Além disso, mesmo que tenha havido uma prática de arquitetura consistente e madura envolvida na evolução da empresa, as escolhas arquiteturais do passado podem não mais ser adequadas no presente, e especialmente podem não suportar os movimentos da empresa em relação ao futuro. 

Por exemplo, um princípio comum da arquitetura é "reusar antes de comprar antes de fazer": ao invés de criar algo novo, nós precisamos reusar o que nós já temos, porque a duplicação de funcionalidades é desnecessariamente cara, leva à inconsistência de dados etc. Faz sentido, não faz? Bem, talvez nem sempre...

Aplicar este princípio geralmente leva a sistemas enormes e centralizados que tentam fazer tudo para todo mundo. Estes sistemas muitas vezes começaram pequenos. Então, chega um novo requisito que é coberto, digamos, em 80% por este sistema, mas requer 20% de novas funcionalidades. É muito melhor expandir um pouco o sistema existente do que comprar alguma outra coisa, certo? Vamos apenas ligar este módulo adicional do fornecedor, ou adicionar uma nova tabela ao banco de dados, e assim por diante. Mas cada extensão se torna cada vez mais difícil, uma vez que você tem que considerar o impacto no sistema inteiro. 
Assim sendo, precisamos nos livrar destes monólitos, uma vez que eles atrasam a nossa evolução. 

Podemos introduzir uma orientação para serviços e fazer tudo com microsserviços: elementos funcionais de granulação fina, leves, com baixo acoplamento, com interconexões claras baseadas em padrões. Vamos, também, organizar nossas pequenas equipes ágeis em torno destes serviços e permitir que eles inovem localmente. Isso tornará a vida muito mais fácil. Bem, talvez nem sempre...

Muito frequentemente, panoramas de microsserviços evoluem de forma similar para uma complicada rede de dependências, conectando tudo com todo o resto. Anteriormente, esta bagunça podia estar escondida nas entranhas do nosso enorme sistema legado. Que nós possamos ver isso mais claramente é certamente um progresso, mas, novamente, a mudança se torna progressivamente mais difícil por causa de todas as interdependências que nós introduzimos.

Mais ainda, garantir a consistência dos dados através de tal rede de serviços não é uma tarefa fácil. O desempenho pode se tornar um problema por causa da rede de comunicação entre todos estes serviços. E se cada equipe é livre para escolher sua própria pilha de tecnologia (como alguns agilistas querem que seja), você pode imaginar a complexidade e o risco resultantes para a empresa. Finalmente, como você sabe que aquilo que todas estas equipes individuais decidiram fazer realmente contribui para os resultados de negócio desejáveis para a empresa como um todo?

Uma vez que você considere estes aspectos, se torna óbvio que uma arquitetura sólida é tão relevante como sempre se você quer inovar e manter a inovação. Os princípios clássicos em torno de acoplamento e coesão de sistemas ainda se aplicam. A partir da sua perspectiva de 'visão ampla', os arquitetos podem ajudar a decidir onde integrar ou separar as partes do seu negócio e do seu panorama de TI. Desde o nível do negócio e para baixo, pensar sobre capacidades de negócio autônomas ajuda você a particionar sua arquitetura em partes que evoluam e inovem de forma independente. Abordagens como a estratificação por ritmo (pace layering) permitem que você compreenda e oriente as diferentes velocidades da mudança nas várias partes do seu panorama.

Em direção à arquitetura para a inovação

Conceitos como os expostos acima ajudam não apenas na redução da complexidade e, assim, aumentam a flexibilidade e a agilidade, mas também na formatação explícita do espaço para a inovação. Onde você poderia criar espaço para a exploração e a descoberta de valor potencial de negócio, sem introduzir riscos financeiros e operacionais indesejados? E há muito mais coisas na caixa de ferramentas dos arquitetos que ajudam as suas organizações a fomentar a inovação e a mudança. Nós acreditamos que os esforços bem-sucedidos de mudança corporativa são suportados por percepções e colaboração inteligente por toda a empresa. Por exemplo:
  • Identificação de Tendências & Ideação: Criação de Perfis de Inovação - use esta técnica para monitorar tendências tecnológicas e colocá-las no contexto do negócio. Abaixo está um exemplo usando conceitos da linguagem ArchiMate, mostrando as capacidades de negócio, patrocinadores e especialistas internos, ideias de inovação relacionadas à (neste caso) tendências da Internet das Coisas para a nossa empresa-modelo de energia ArchiPower. Isso foi modelado como  Motivadores, e o conteúdo da visão abaixo foi gerado a partir dos relacionamentos entre os elementos do modelo:
  • Identificação de Tendências & Ideação: Fluxos de Inovação - alcance processos de ideação mais produtivos atribuindo um escopo para as ideias que (quaisquer) empregados possam ter. O conceito aqui é que as ideias estão, na realidade, conectadas com a organização e seus constituintes.
  • Análise da Inovação: Avaliação da Prontidão para a Inovação - use esta métrica para identificar as áreas no seu negócio (e.g. usando um mapa de capacidades) que precisam de mais espaço para a inovação ou áreas que se destacam. Abaixo você pode ver um mapa de calor como esse, mostrando de vermelho para verde o nível de prontidão para a inovação das capacidades da ArchiPower. Você pode notar, por exemplo, que as capacidades Legal, Regulatory Affairs, Risk & Compliance, e Finance, não estão muito prontas para a inovação.
  • Decisões de Inovação: Cenários de Inovação - crie cenários de inovação para mostrar as escolhas entre custos/benefícios a serem feitas para a seleção das iniciativas de inovação que estão avançando em direção à execução. Um exemplo é mostrado abaixo, mostrando vários aspectos dos cenários e algumas métricas usadas para avaliá-los.

Mapeamento da Inovação: da Ideia para o Negócio

Você deve compreender, no entanto, que os dias do "grande desenho antecipado" já se foram. Arquitetos corporativos não podem mais desenhar um estado alvo fixo distante no futuro. O mundo em torno de nós simplesmente muda muito rápido e as necessidades das nossas partes interessadas mudam de acordo. Ao invés disso, ao proporcionar decisões e orientações apenas suficientes, no tempo certo, na forma de "arquiteturas intencionais", arquitetos podem ajudar as suas organizações a se manterem flexíveis e inovativas.

Na nossa próxima postagem desta série daremos uma olhada no segundo papel dos arquitetos na inovação: coordenação. Fiquem ligados!



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Matthijs Scholten é consultor, na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


eBook A Prática da Arquitetura Corporativa


Para saber mais como a Arquitetura Corporativa pode ajudar a sua organização a vencer os desafios de um mercado cada vez mais exigente, baixe o eBook A Prática da Arquitetura Corporativa, um oferecimento da BiZZdesign e Centus Consultoria.


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