Arquitetura Corporativa


Modelando estruturas Organizacionais e Requisitos de Papéis com ArchiMate

postado em 9 de fev. de 2021 08:07 por Centus Consultoria   [ 9 de fev. de 2021 09:42 atualizado‎(s)‎ ]

por Antonio Plais, Consultor-Chefe da Centus Consultoria

Em trabalhos de reorganização empresarial, transformação digital, ou arquitetura e melhoria de processos, uma das áreas menos abordadas pela arquitetura é a estrutura organizacional e os requisitos de competências dos papéis das pessoas envolvidas. Este é o tema desta postagem.

Estrutura Organizacional

A linguagem ArchiMate possui um elemento específico para a modelagem de estruturas organizacionais: o elemento Ator de Negócio. Por meio dele podemos modelar deste empresas até pessoas, passando pelos vários níveis organizacionais, como divisões, departamentos ou setores, em geral usando o relacionamento de Composição. Um exemplo (retirado do estudo de caso da ArchiSurance), é mostrado abaixo:


Estrutura Organizacional da ArchiSurance (exibição aninhada)

Indo mais fundo na modelagem da estrutura organizacional, eventualmente atingimos o nível dos Papéis (responsabilidades, cargos ou funções) que compõem as equipes que trabalham nestes elementos de estrutura. Como um exemplo simplificado, poderíamos modelar uma área de Arquitetura como sendo composta por pessoas desempenhando os papéis abaixo:


Alguns Papéis que compõem o departamento de Arquitetura da ArchiSurance (exibição aninhada)

Podemos, então, usando o elemento Requisito da linguagem ArchiMate, modelar os requisitos (competências) que cada papel requer para a realização das suas atividades (que poderiam ser modeladas por meio do elemento Função de Negócio):


Competências (requisitos) para o papel de Arquiteto Corporativo (exibição aninhada)

Atribuindo pessoas (modeladas como Atores) aos papéis, e modelando os requisitos do papel aos quais elas atendem (realizam), podemos obter visões extremamente úteis sobre a adequação da nossa força de trabalho aos requisitos dos papéis que eles desempenham. No exemplo abaixo, vemos quais pessoas atendem a quais requisitos do papel de arquiteto corporativo, bem como o fato de que nenhuma delas possui competência em desenho de serviços.

Cobertura das competências para o papel de Arquiteto Corporativo (visão de cores)

A mesma informação pode ser mostrada por meio de uma matriz de referência cruzada, como abaixo:


Cobertura das competências para o papel de Arquiteto Corporativo (matriz)

Conclusão

A contínua avaliação e acompanhamento das competências necessárias para cada papel definido para desempenhar as atividades da empresa, e a cobertura destas competências por parte das pessoas atribuídas a estes papéis, é um passo importante para aumentar a eficiência total da organização. Desenvolver as pessoas para que atendam adequadamente aos requisitos dos papéis que elas desempenham é um fator determinante para a sua satisfação na organização e para a realização efetiva dos resultados que delas se espera.


Toda a modelagem e geração das visões acima foi feita utilizando a linguagem de modelagem de arquitetura ArchiMate e a ferramenta de gerenciamento de arquitetura BiZZdesign Enterprise Studio. Para saber mais sobre as capacidades do Enterprise Studio e agendar uma demonstração personalizada, entre em contato com a Centus Consultoria.

Gerenciando os Desafios das APIs com uma Abordagem de Gerenciamento de Portfólios

postado em 25 de jan. de 2021 07:53 por Centus Consultoria   [ 25 de jan. de 2021 08:12 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Nick Reed*, no blog da BiZZdesign - Adaptação e tradução autorizadas

Interfaces de Programação de Aplicativos (APIs-Application Programming Interfaces) emergiram nos anos recentes como um dos principais habilitadores da transformação digital e da agilidade empresarial. Por meio da definição e implementação de APIs, a liderança sênior de TI pode aumentar as capacidades de resposta e adaptação dos sistemas de TI - tanto os legados como os modernos - conectando os aplicativos e os dados mais rapidamente e mais efetivamente. Isso permite o desacoplamento entre as formas Ágeis de trabalhar dos sistemas de engajamento - os aplicativos de frente de atendimento utilizados pelos usuários finais, onde experiência do usuário e responsividade são vitais - e as práticas de trabalho altamente governadas dos sistemas de registro de retaguarda que, em geral, ainda suportam as capacidades principais da empresa.

No entanto, muitos líderes de TI têm lutado para entregar os benefícios prometidos pela "economia das APIs". Em vez disso, eles encontraram visibilidade e transparência limitadas das APIs através da organização, redundância e duplicação, contínuo crescimento da sobrecarga de manutenção e, ao final, custos mais altos, com as mesmas barreiras para a rápida transformação que existiam anteriormente. Uma das causas primárias para isso é , em geral, a abordagem estreita, segmentada e focada na TI adotada pela maioria dos programas de desenvolvimento de APIs.

Nós argumentamos que adotar uma abordagem baseada no gerenciamento de portfólios pode ajudar a endereçar estes desafios e habilitar a entrega efetiva dos benefícios das APIs. Os princípios básicos são análogos às práticas bem estabelecidas de gerenciamento de portfólios de projetos (PPM-Project Portfolio Management) e de aplicativos (APM-Application Portfolio Management).

Primeiro, comece com o contexto de negócio, com base nas estratégias e metas de negócio. Isso tipicamente envolve entender quais capacidades de negócio são prioritárias para investimento e melhoria, e quais jornadas do cliente são o foco para os esforções de transformação.


Rastreabilidade entre capacidades de negócio, serviços, dados e APIs

Jornadas do cliente fornecem uma abordagem estruturada e focada no cliente para desenhar e analisar a experiência do cliente, o que é necessariamente uma prioridade alta para a transformação digital. Elas também fornecem os meios para identificar quais processos de negócio, serviços de TI e aplicativos são necessários para suportar uma experiência do cliente superior de ponta a ponta. 

Isso, por sua vez, informa quais APIs são necessárias para a jornada do cliente (juntamente com as análises avançadas associadas) e fornece valor de negócio real e tangível associado com essas APIs. Ao criar métricas que levam estes fatores em consideração, o valor de negócio das APIs (potenciais) pode ser avaliado de uma forma transparente e objetiva.

Em segundo lugar, as APIs não são usadas, necessariamente, apenas para suportar a experiência do cliente. Muitas vezes, elas são "habilitadores técnicos", agindo como um envelope em torno de aplicativos legados e habilitando serviços de dados para os aplicativos de negócio que contém a lógica do negócio. Os aplicativos podem, por sua vez, fornecer APIs de nível mais alto e serviços de dados para os sistemas de engajamento.

A partir desta perspectiva, o valor técnico representa uma métrica mais relevante. Essa medida pode quantificar os benefícios de evitar tecnologias legadas - onde as competências e os recursos são mais escassos e mais caros, e onde as mudanças podem ser mais complexas e arriscadas - e fornecer PIS modernas (e.g. microsserviços REST) que são mais fáceis de consumir pelos aplicativos de negócio e mais adaptáveis para as demandas em constante mudança. O valor técnico pode incluir, também, outros aspectos de qualidade das APIs, tais como capacidade e outras métricas de desempenho.


Desempenho das APIs (clique para ampliar)

Em terceiro lugar, garanta que o portfólio de APIs está orientando em direção a um panorama de TI mais simples e adaptável. Um dos perigos de ter equipes autônomas construindo APIs e microsserviços é a proliferação complexa de dependências através de uma vasta rede de APIs conectadas. Adotar uma abordagem orientada pela arquitetura para controlar esta complexidade, o que permite uma coordenação suave entre as equipes, evita a armadilha do "espaguete de APIs", sem precisar das formas de trabalho clássicas, monolíticas e em cascata de comando e controle.

Talvez o mais importante ponto a observar, no entanto, é que as APIs têm a ver com dados - fornecer dados para os aplicativos de uma forma confiável e poderosa. Então, é crítico ter uma arquitetura de dados modelada como parte de sua arquitetura corporativa completa, que permita que os objetos de dados sejam mapeados para as APIs, aplicativos e serviços que os fornecem e consomem. Isso fornece visibilidade para a duplicação de serviços de dados e APIs, permitindo a racionalização e a otimização do portfólio.


Mapeando dados para APIs via serviços (clique para ampliar)

Modelar a arquitetura de dados, APIs e aplicativos não apenas suporta a agilidade do negócio por meio da rápida transformação, como também suporta o gerenciamento de governança, risco e conformidade ao permitir que as equipes visualizem rapidamente as "pegadas" dos dados no panorama corporativo (e.g. para relatórios de conformidade com a LGPD e a GDPR) e avaliem riscos e impactos (e.g. para a segurança da informação). Mais ainda, isso também suporta um linha de visão completa desde a experiência do cliente e a estratégia de negócio, através dos processos e aplicativos, até os dados necessários para suportá-los, fornecendo análises de impacto e de dependências para um planejamento e execução melhorados.

Em resumo, o crescimento da utilização de APIs representa uma oportunidade significativa para que as empresas acelerem seus esforços de transformação digital. No entanto, isso pode ser, também, arriscado e custoso se for feito de uma forma segmentada, sem contexto de negócio e sem um claro entendimento dos benefícios técnicos e para o negócio. Ao adotar uma abordagem baseada em portfólios, na qual as APIs são tratadas como cidadãos de primeira classe na arquitetura corporativa, as organizações podem garantir que estão tomando as decisões de investimento corretas em direção à realização dos benefócios da economia das APIs.


Se você quer saber mais sobre estes e outros assuntos ligados à arquitetura corporativa, entre em contato com a Centus Consultoria, e fique ligado nas nossas postagens neste blog.




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Para saber mais como a Arquitetura Corporativa pode ajudar a sua organização a vencer os desafios de um mercado cada vez mais exigente, baixe o eBook A Prática da Arquitetura Corporativa, um oferecimento da BiZZdesign e Centus Consultoria.



* Nick Reed é Diretor de Serviços e Sucesso do Cliente da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Análise de Dados com Painéis de Controle no HoriZZon

postado em 19 de jan. de 2021 09:25 por Centus Consultoria   [ 25 de jan. de 2021 06:20 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst e Rob Kroese*, no blog da BiZZdesign - Adaptação e tradução autorizadas

Em uma postagem anterior sobre comunicação com as partes interessadas, descrevemos várias formas básicas de comunicação sobre a arquitetura, com diagramas, tabelas, mapas de calor, e outras. O que não abordamos naquela postagem é como você pode enriquecer seus modelos de arquitetura (e outros) com dados adicionais e mostrar os resultados em vários painéis de controle. Este é o tópico desta postagem.

Primeiramente, está claro que você precisa pensar sobre as percepções desejadas a partir das suas análises e dados de entrada disponíveis. Em nossa série de postagens sobre técnicas de análise, nós discutimos bastante sobre isso. Por exemplo, se você quer fazer uma análise financeira do seu panorama de aplicativos, você precisa de obter dados de entrada sobre, por exemplo, custos de licença, de manutenção, de suporte, de uso da infraestrutura, de provedores de serviços etc. Usando modelos de arquitetura como espinha dorsal, você pode, então, calcular métricas relevantes para os seus aplicativos e mostrar isso em painéis de controle com vários gráficos, tabelas e outras visualizações.

Existem três formas principais de criar painéis de controle usando a suíte de ferramentas da BiZZdesign.

1. Painéis de controle predefinidos no Enterprise Studio

Você pode criar painéis de controle predefinidos usando a funcionalidade de gerenciamento de portfólios no ambiente de modelagem do Enterprise Studio. Eles podem ser exportados e publicados no Portal HoriZZon, onde eles mantêm a mesma aparência do ambiente de desenvolvimento. Isso foi discutido extensivamente em postagens anteriores, por exemplo, na postagem sobre análises financeiras já mencionado. Portanto, não entraremos em maiores detalhes sobre isso aqui.

2. Visualizações ad-hoc no HoriZZon

Você pode visualizar informações no portal HoriZZon por maio da criação de sobreposições, gráficos e tabelas ad-hoc. Simplesmente clique em um elemento em uma visão para exibir suas propriedades e métricas, e você pode, então, criar mapas de calor, adicionar etiquetas ou mostrar gráficos para estes atributos. Isso é especialmente útil se você quer explorar os dados interativamente, sem ter uma ideia preconcebida sobre o que você vai encontrar e como você vai mostrar isso. Dois exemplo são mostrados abaixo (clique para ampliar). No primeiro, é criado um mapa de calor (visão de cores) sobre uma visão do panorama de aplicativos, mostrando o custo de licenciamento. No segundo, vamos um gráfico de barras com os dez aplicativos mais caros.



 

 

3. Painéis de controle de análise interativa no HoriZZon

Você pode configurar painéis de controle personalizados no HoriZZon usando o Kibana (parte do stack da Elastic). Isso oferece para você extensas capacidades de análise e visualizações altamente interativas. Abaixo você pode ver um exemplo de um painel de controle de portfólio de aplicativos criado desta maneira (clique para ampliar). Simplesmente clicando em uma fatia no gráfico de pizza à esquerda filtra interativamente o painel de controle inteiro para mostrar apenas os elementos com o valor selecionado, neste caso, aplicativos com "risco muito alto". Isso permite que você explore conjuntos de dados grandes e complexos e se concentre facilmente nos elementos significativos. O gráfico de bolhas bastante populado à direita, que mostra todos os aplicativos do panorama com seus valores de negócio e técnico nos eixos, e o seus custos no tamanho das bolhas, é instantaneamente filtrado para um nível mais manejável. E existem muitas outras formas de filtrar estes painéis de controle para focalizar nos seus interesses específicos.



Você também pode usar estes painéis de controle para mostrar gráficos geolocalizados ou séries temporais, como mostrado no painel de controle abaixo, tirado de um caso de uso em um aeroporto. Ele mostra, à esquerda, o número de voos de chegada e de partida de vários países e, à direita, várias outras métricas. Para algumas delas, como satisfação do passageiro e custo operacional, são mostradas as variações ao longo do tempo. Este custo operacional, por outro lado, é parcialmente baseado na análise da arquitetura como mencionado acima, endereçando, em particular, o custo dos aplicativos.


Analisar tendências com este tipo de dados pode ajudar você a prever futuros desenvolvimentos e tomar medidas mitigadoras. Neste caso, por exemplo, o aeroporto deseja atacar os custos crescentes de aplicativos por meio da racionalização do panorama de aplicativos, enquanto ao mesmo tempo em que melhora a satisfação dos passageiros empregando novas formas de interação e usando dados de rastreamento para otimizar o fluxo de passageiros através do aeroporto. Eles querem distinguir entre os passageiros em trânsito, cuja preocupação principal é pegar o próximo voo de conexão, dos passageiros em voos diretos, que têm mais tempo à sua disposição antes do voo e poderiam apreciar mais uma experiência agradável de compras e lazer. Isso poderia, ainda, aumentar as receitas do aeroporto, o que ajudaria também a lidar com os custos operacionais crescentes. A combinação de dados mostrada acima oferece, desta forma, percepções que não poderiam ser obtidas apenas analisando os modelos ou fontes de dados individuais.

Oportunidades futuras

Os exemplos acima apenas arranham a superfície. Adicionar dados aos seus modelos de arquitetura oferece muitas oportunidades interessantes para análise dos vários relacionamentos, a evolução do seu negócio e de sua arquitetura ao longo do tempo, e mesmo o uso de Inteligência Artificial e aprendizado de máquina para descobrir tendências, padrões ou anomalias ocultas.

Mais ainda, estes painéis de controle podem ser compartilhados com todas as partes interessadas relevantes no sua organização, desde os tomadores de decisões estratégicas até aqueles que querem melhorar seus processos de negócio locais. Cada vez mais, as organizações expõem suas percepções para toda a sua força de trabalho, como mostrado em um artigo da Harvard Business Review sobre porque a Inteligência Artificial irá mudar a tomada de decisões desde a direção até a linha de frente. Isto está alinhado com a nossa visão sobre a consumerização da Arquitetura Corporativa, assunto sobre o qual já falamos.

Se você quer saber mais sobre as funcionalidades avançadas do BiZZdesign Enterprise Studio, entre em contato com a Centus Consultoria e solicite uma demonstração personalizada, e fique ligado nas nossas postagens neste blog.

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Para saber mais como a Arquitetura Corporativa pode ajudar a sua organização a vencer os desafios de um mercado cada vez mais exigente, baixe o eBook A Prática da Arquitetura Corporativa, um oferecimento da BiZZdesign e Centus Consultoria.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia, e Rob Kroese é consultor nas áreas de arquitetura e melhoria de processos da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

Mude a Maneira como você Muda

postado em 28 de dez. de 2020 10:36 por Centus Consultoria   [ 28 de dez. de 2020 10:42 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Peter Matthijssen*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

A Empresa Adaptativa - 2020 pode ter sido um ano assustador ou desafiador para muitas organizações. Qual deles dependeu inteiramente da habilidade de cada organização para mudar. "Adaptar ou Morrer" é o mantra em que devemos acreditar nos dias de hoje, e uma vez que a taxa e a magnitude das disrupções do mercado continuarão aumentando no futuro, precisamos mudar a maneira como nós mudamos.

Nós todos sabemos que a necessidade de mudança neste "Novo Normal" está crescendo. As fronteiras territoriais estão se esgarçando, e os mercados estão sendo sacudidos. No ano da pandemia da COVID-19, a transformação digital entrou definitivamente na agenda dos executivos no Brasil e no mundo. Vemos empresas esperando que a Amazon, Google, Apple e outros pesos pesados (sem falar dos concorrentes mais ágeis) fiquem fora dos seus territórios de negócio mas, como sabemos, esperança não é estratégia.

Como as Organizações Mudam Atualmente?

Nos últimos anos as pessoas aprenderam como:
  • Otimizar as suas organizações
  • Desenhar estratégias
  • Desenvolver pesquisas
  • Simplificar os processos
  • Utilizar sistemas e tecnologias
  • Padronizar serviços ou produtos
  • Controlar e reduzir erros
Esta atitude de aprendizado e adaptação constantes foi incorporada no DNA das organizações no nível fundamental. Mas isso é suficiente para encarar os desafios do presente e do futuro? Continuar fazendo mais do mesmo, com alguns novos projetos, consultores, tecnologias e iniciativas isoladas, fará a diferença? Nós afirmamos que não.

Mudando as Prioridades que Afetam a Mudança Organizacional

Hoje:
  • A experiência do cliente deveria ser mais importante do que os processos padronizados
  • A mudança ágil, de baixo para cima, requer uma nova configuração organizacional
  • A velocidade da mudança é muito mais valiosa do que o controle total
  • O papel da tecnologia mudou, de suportar o negócio para defini-lo (por exemplo, IoT, Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina)
  • Os esforços deveriam mudar de gerenciar a complexidade para orientar a simplicidade
  • Os métodos antigos da empresa para "mudar" podem não ser suficientes para a verdadeira Empresa Adaptativa
No Novo Normal as organizações precisam de flexibilidade e de novas ideias! Infelizmente, isso não virá fazendo as mesmas coisas da mesma maneira. Afinal, "A definição de insanidade é fazer a mesma coisa sempre e sempre, esperando resultados diferentes". Flexibilidade e mudança requerem novos conhecimentos, criatividade, experimentação, aprendizado.... e muitas falhas.

Após todos estes anos evitando falhas, as organizações estão prontas para apreciar a força das falhas e dos riscos (controlados)?

Resistência para Adotar novos Métodos de Mudança

Você poderia dizer: "A mudança é difícil, então mudar como nós mudamos deve ser impossível". Para nós, da Centus/BiZZdesign, habilitar as organizações para serem mais adaptativas e obterem mais sucesso é o nosso principal motivador. Nós acreditamos que a mudança não pode ser sempre gerenciada, planejada ou forçada; muitas ideias novas e criativas precisam crescer de dentro da organização. Isso requer proatividade, criação informada e colaboração entre as equipes, em todos os níveis da organização, através das operações de negócio e de TI.

São as pessoas que fazem a mudança mas, na complexidade e na turbulência dos negócios diários, existem sempre muitas barreiras para o sucesso. São essas barreiras que nós da Centus/BiZZdesign procuramos diminuir ou eliminar.

Como Podemos Ajudar na Transformação da sua Organização

A plataforma de software BiZZdesign HoriZZon objetiva derrubar as barreiras por meio de:
  • Reduzir a complexidade
  • Criar melhores percepções
  • Reunir as pessoas
  • Estimular a criatividade
  • Realizar análises
  • Executar experimentos
  • Suportar as decisões
  • Gerenciar os riscos
  • ... fazer a Mudança Contínua acontecer
Nossos clientes globais fortalecem e estendem suas capacidades de mudança todos os dias e, como eles se tornaram verdadeiras Empresas Adaptativas, elas podem olhar para 2021 com confiança, ao invés de com terror.

Se você quer conhecer mais sobre a linguagem ArchiMate, e conversar sobre Arquitetura Corporativa, Transformação Digital e Agilidade Organizacional, acesse regularmente este blog e o site da Centus Consultoria., ou entre em contato conosco.


* Peter Matthijssen é Gerente de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.



 https://links.centus.com.br/tvw
Nós publicamos o eBook 'A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças', no qual explicamos nossa visão dos desafios da mudança e do controle em empresas complexas, e descrevemos as capacidades necessárias para lidar com isso em maiores detalhes. 

Clique aqui para solicitar sua cópia grátis deste eBook.

Ágil e Arquitetura Corporativa

postado em 16 de nov. de 2020 03:29 por Centus Consultoria   [ 16 de nov. de 2020 11:08 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Parece um par improvável, não? Arquitetura Corporativa e os Métodos Ágeis. Sim, na medida em que o mundo Ágil acorda para a realidade de ter que se mover rápido mas em harmonia com as outras partes da organização, e a Arquitetura Corporativa em si se torna mais participativa e orientada para os objetivos do negócio, faz realmente um bocado de sentido querer combinar os dois. Ambas as práticas trazem benefícios significativos para uma organização. Juntas, elas prometem destravar as eficiências que poderiam aumentar o desempenho dos negócios para um nível completamente novo. Quem poderia dizer não para uma mistura de agilidade organizacional e a tomada de decisões estratégicas sólidas? Isso impulsionaria qualquer negócio ou iniciativa digital.

Desta forma, consideramos que isso é algo que os arquitetos, bem como os líderes de tecnologia e de negócios, deveriam considerar muito seriamente. Para trazer alguma clareza para a discussão, perguntamos a Marc Lankhorst , um dos criadores da linguagem ArchiMate, quais seriam os benefícios e desafios de unir os métodos Ágeis e a Arquitetura Corporativa. Você pode assistir no vídeo abaixo como Marc fala sobre questões como:
  • Por que precisamos da Arquitetura Corporativa se estamos "fazendo" o Ágil?
  • Quais são alguns casos de uso para a Arquitetura Corporativa em um ambiente Ágil?
  • Como você pode praticar a Arquitetura Corporativa um um ambiente Ágil?
  • Quais são os desafios para combinar os métodos Ágeis e a Arquitetura Corporativa?
Se você quer saber mais sobre isso, assista o webinar abaixo:



* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.

https://links.centus.com.br/tvw
Nós publicamos o eBook 'A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças', no qual explicamos nossa visão dos desafios da mudança e do controle em empresas complexas, e descrevemos as capacidades necessárias para lidar com isso em maiores detalhes. 
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Como os Arquitetos Corporativos são Convidados para a Mesa de Decisões?

postado em 14 de nov. de 2020 07:17 por Centus Consultoria   [ 25 de jan. de 2021 06:09 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Talvez o problema esteja no nome - arquitetura corporativa. Pode ser isso que impeça as partes interessadas do negócio de se engajar de uma forma mais significativa com a equipe de Arquitetura Corporativa. Arquitetura evoca imagens de desenho de sistemas, infraestrutura de tecnologia, desenvolvimento de software - em outras palavras, TI, e isso remeta a "nerds" nos porões. "Definitivamente, este é um assunto que não nos interessa", é o provável veredito. É bastante provável que isso seja, pelo menos, parte do problema.

Independente de qual possa ser a causa, o fato é que as lideranças na maior partes das grandes organizações não têm uma relação forte com a função de Arquitetura Corporativa. Eles podem ter vivenciado seu baixo desempenho em termos de resultado no passado, ou, realmente, sua orientação excessiva para os aspectos da TI. E esse é um problema real. Em um mundo cada vez mais competitivo por conta da evolução tecnológica e das mudanças regulatórias, as organizações poderiam se beneficiar enormemente de uma abordagem arquitetural para a mudança. Assim sendo, deveria estar bem entranhado na mente dos tomadores de decisão que a arquitetura corporativa é, sem sombra de dúvidas, um habilitador de extrema importância para a mudança cuja principal função é aconselhar a equipe de gerenciamento.


Não importa se estamos falando sobre avanços na estratégia corporativa, segurança cibernética, melhoria de processos ou conformidade regulatória, a Arquitetura Corporativa trás percepções inteligentes e conselhos práticos para a conversa, razão pela qual ela precisa ter um lugar à mesa. A linha clara de visão que ela promete entregar entre as metas de alto nível do negócio por um lado, e as atividades operacionais de baixo nível por outro, é inestimável em cenários de transformação complexa. É essa transparência, bem como a habilidade para lidar com todos os aspectos e estágios de uma iniciativa de mudança de negócio, que garante a efetiva implementação da estratégia. Então, a questão é saber como os arquitetos corporativos podem ser convidados para a mesa? Por falar nisso, esse assunto é abordado em um recente podcast da BiZZdesign que você pode querer ouvir.

Formas de se Tornar mais Relevante

Acreditamos que é obrigação dos arquitetos corporativos em qualquer lugar trazer valor para a sua organização por meio da melhoria de alguma área sobre a qual eles têm responsabilidade. Algumas vezes isso significa elevar as coisas para o próximo nível de maturidade. Ou, às vezes, isso significa inclusive começar com alguma coisa simples como colocar as pessoas da Arquitetura Corporativa no radar das pessoas do negócio (mais sobre isso aqui).

Não fique apenas na defensiva, vá para o ataque

Boas coisas vêm para aqueles que agem, neste caso. Um trabalho bem feito gera mais trabalho, o que significa que é possível, na realidade, criar a sua própria demanda. Atualmente, há uma inacreditável necessidade para melhor informação e aconselhamento no nível das lideranças, então saia e se promova para uma audiência que necessite de soluções, Mostre para os outros o que você pode fazer por eles; faça isso; e, depois, conte para eles o que você fez por eles.

Não espere que as partes interessadas deem o primeiro passo e venham até você. Como ilustrado acima, historicamente a arquitetura corporativa não tem tido muito sucesso em se conectar com os líderes de negócio, o que é provavelmente a razão pela qual não é uma área muito desenvolvida até hoje. Argumente claramente com as lideranças que a arquitetura corporativa não é um 'pequeno' efeito colateral de ter uma área de TI. Ao contrário, a Arquitetura Corporativa é o laboratório de inovação dentro da área de TI, com a habilidade de fornecer valor incomensurável se apropriadamente aproveitada pelas pessoas no topo da hierarquia.

Ponha-se no lugar da sua audiência

Os arquitetos geralmente falam em termos técnicos, uma vez que eles usualmente possuem passado e experiência técnica. Infelizmente, isso acaba por alienar o pessoal das gerências e da Diretoria. Então, é importante lembrar que as partes interessadas do negócio têm que lidar com problemas de negócio. Ser mais consciente deste fato é certeza de que você sua taxa de sucesso quando defendendo ideias e iniciativas. Com o que a liderança se preocupa? Bem, entre outros importantes desafios que as empresas enfrentam neste momento, podemos citar:
  • alocação de capital
  • conformidade regulatória
  • centricidade no cliente
  • agilidade do negócio
  • resiliência operacional (agora mais do que nunca)
Então, em qualquer projeto que você tenha em mente, tente integrá-lo em uma história maior que gire em torno destes desafios principais que mencionamos acima. Por exemplo, o CFO dificilmente se interessará em conversar com você sobre a redundância de aplicativos em alguma área ou departamento. Mas, ele com certeza se interessará pelas economias de custo se você puder entregar um relatório claro que mostre como certas mudanças bem definidas economizarão um valor X para o negócio em (milhões de) Reais por ano. Isso mostrará para eles que você entende quais são as suas prioridades e é capaz de trazer benefícios em um prato, sem que eles tenham que se envolver em demasia ou coordenar coisas que eles não compreendem. Então, torne as coisas mais fáceis para eles e você estará tornando as coisas mais fáceis para você.

Monitore ativamente as oportunidades

Isso significa manter um olhar sobre as tendências do mercado - sejam desenvolvimentos tecnológicos, novas melhores práticas da indústria, ou mesmo tendências sociais. Por exemplo, ser ágil, ou se tornar ágil, é um tópico quente de discussão, e é certo que assim seja. Agora, decidir que você quer ser mais ágil como uma organização e realmente alcançar isso são duas coisas completamente diferentes. E, com certeza, é muito mais do que "fazer Scrum" em algumas poucas equipes ágeis.

Mas, quando você escuta a liderança da sua empresa falar que está planejando embarcar em uma jornada para a agilidade, por que você não vai à frente desta transição e coloque você e o departamento de Arquitetura Corporativa na linha de frente como um habilitador principal desta iniciativa. Entregue uma apresentação sobre como fazer a agilidade de forma correta - melhores práticas, armadilhas, escopo do projeto, impacto potencial. Então, uma vez que você tenha provado que você tem algo relevante para acrescentar, comece a colocar entregáveis para fora e garanta que a sua opinião será consultada de novo no futuro.

Pensamentos Finais

A conclusão é de que existe genuinamente uma imensa demanda por informação de alta qualidade para os escalões superiores e de liderança da sua empresa. Com tantos motivadores da mudança influenciando o mercado nesses dias, as empresas têm cada vez menos espaço para erros, o que coloca o ônus nos executivos para entregar resultados estonteantes ao mesmo tempo em que evitam qualquer aumento no número de fracassos. Em outras palavras, as partes interessadas nos altos escalões cobiçam por artefatos de inteligência de negócio que possam ajudá-los a tomas decisões melhores.

Tudo o que você precisa é buscar a coragem para deixá-los saber o alcance da ajuda que você pode fornecer, de preferência em termos de negócio, e você está fadado a ganhar a sua atenção. Uma vez que você tenha entregado com sucesso um projeto, você sem dúvida será consultado para muitos outros, com a visão geral de realmente estabelecer a função de Arquitetura Corporativa como um habilitador permanente do negócio e um conselheiro estratégico para a mudança.

Obrigado por ter lido até o final. Se você está interessado em ouvir o que temos para falar, assista a este podcast recém publicado sobre o tema. Ou, melhor ainda, entre em contato e converse conosco para saber como podemos ajudá-lo a ter um lugar apropriado à mesa.




* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


 
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eBook ArchiMate - Da Teoria à Prática

Inovação, regulações em constante mudança, novas possibilidades tecnológicas, uma nova direção estratégica; estas são algumas das razões pelas quais muitas organizações estão em constante movimento. 

Este livro apresenta as melhores práticas dos autores, fruto da experiência do uso da linguagem ArchiMate em dezenas de projetos reais, em clientes dos mais diversos ramos de negócio. Uma leitura fundamental para quem quer se iniciar na prática da modelagem da arquitetura corporativa. 

Solicite sua cópia GRÁTIS aqui

Como as Organizações Modelam suas Aquisições e Desinvestimentos - um Exemplo Real

postado em 31 de ago. de 2020 14:34 por Centus Consultoria   [ 25 de jan. de 2021 06:11 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Marc Lankhorst*, no blog da BiZZdesign- Tradução e adaptação autorizados

Em uma postagem anterior nós mostramos a importância dos modelos para completar com sucesso uma fusão, aquisição ou desinvestimento. Naturalmente, o desinvestimento de uma organização pode ser uma aquisição para outra. Nesta postagem compartilharemos algumas experiências práticas suportando duas agências governamentais que estavam passando por este processo.

Há algum tempo, estivemos envolvidos com uma agência governamental na área da saúde que tinha que transferir uma parte substancial de suas tarefas para outra agência. Isso requeria que elas, primeiramente, ganhassem um entendimento claro dos seus processos de negócio e do panorama de aplicativos. O passo seguinte foi definir onde o corte seria feito, e resultou que uma parte substancial do panorama de aplicativos teria que ser duplicado, em particular em torno dos sistemas financeiros. No entanto, os dados envolvidos precisavam ser separados de forma limpa, uma vez que a conformidade com os regulamentos de privacidade eram uma restrição importante.

No lado recebedor, estes processos, sistemas de TI e dados precisavam "aterrizar" na infraestrutura e se integrar com a organização existente. E, porque as tarefas envolvidas requeriam extensa cooperação com outros parceiros, tanto dentro como fora do Governo, esta transferência de tarefas significava, também, uma enorme transferência de interfaces externas com estes parceiros.

O uso de modelos ArchiMate pelas duas organizações foi muito útil durante todo o processo. Isso forneceu uma visão clara da arquitetura, e permitiu analisar os inúmeros projetos neste programa de migração e suas dependências, identificando os aplicativos que precisavam ser duplicados, definindo as interfaces para o mundo externo que precisavam ser transferidas, avaliando os riscos envolvidos, e muito mais.

As duas organizações usam o software da BiZZdesign, o que facilitou ainda mais esta transferência. Por exemplo, visões de cores e mapas de calor do panorama de aplicativos foram usados extensivamente pelas duas equipes. Eles foram usados para destacar, por exemplo, quais projetos trabalhavam em quais aplicativos, o que levou à descoberta de pontos vazios no panorama que não estavam sendo tratados por nenhum projeto, e aplicativos que estavam no escopo de vários projetos. A figura abaixo mostra um exemplo (anonimizado e simplificado) disso, mostrando o panorama de aplicativos com uma visão de cores mostrando os projetos envolvidos com cada aplicativo. Você pode ver, por exemplo, que vários projetos lidam com o aplicativo "FIN". Isso precisa ser muito bem planejado, para evitar que um projeto interfira no outro.


Um panorama de aplicativos com uma visão de cores mostrando os projetos envolvidos com cada aplicativo


Outro uso foi mostrar as várias fases (platôs) no programa de migração, o que ajudou a analisar as dependências entre os projetos com base nos aplicativos de que eles estavam cuidando. Por exemplo alguns aplicativos tinham que ser movidos na mesma fase, por causa das suas mútuas conexões ou dados compartilhados. O gerenciamento do programa fez uso intensivo deste e de outros relatórios no planejamento, gerenciamento e controle do programa, e os arquitetos envolvidos descobriram que os modelos eram insubstituíveis para fomentar uma transferência suave dos processos, sistemas e dados.

Este é apenas um exemplo tirado da nossa experiência em campo. Na Centus-BiZZdesign nós possuímos extensa experiência com o uso do nosso software no contexto de fusões, aquisições e desinvestimentos. Neste folheto você encontra mais informações sobre o nosso suporte para este cenário de uso da arquitetura corporativa.

Pesquisas independentes confirmam isso . Como testemunhado pelo relatório Critical Capabilities for Enterprise Architecture Tools, do Gartner, o Enterprise Studio pontua como o melhor da classe para tomar melhores decisões mais rápido, onde executivos, gerentes de negócio, equipes de arquitetura corporativa, equipes de estratégia, gerentes de projetos, gerentes de portfólio, e outros, colaboram na análise e suporte à decisão em iniciativas estratégicas. Fusões, aquisições e desinvestimentos são um dos principais exemplos disso, e o suporte do Enterprise Studio pode realmente fazer a diferença.


* Mark Lankhorst é Gerente de Consultoria & Evangelista-Chefe de Tecnologia da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


https://links.centus.com.br/ng3
eBook ArchiMate - Da Teoria à Prática

Inovação, regulações em constante mudança, novas possibilidades tecnológicas, uma nova direção estratégica; estas são algumas das razões pelas quais muitas organizações estão em constante movimento. 

Este livro apresenta as melhores práticas dos autores, fruto da experiência do uso da linguagem ArchiMate em dezenas de projetos reais, em clientes dos mais diversos ramos de negócio. Uma leitura fundamental para quem quer se iniciar na prática da modelagem da arquitetura corporativa. 

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ArchiMate na Prática - Demarcando Serviços de Negócio

postado em 31 de ago. de 2020 06:36 por Centus Consultoria   [ 31 de ago. de 2020 06:36 atualizado‎(s)‎ ]

Por Antonio Plais, consultor-chefe da Centus Consultoria

Um dos principais conceitos da Camada de Negócio do ArchiMate é o conceito de Serviço de Negócio, definido como um "comportamento explicitamente definido que um papel, ator ou colaboração de negócio expõe para o seu ambiente". Mas como distinguimos um serviço de negócio e como ele pode ser demarcado?

Se alguma coisa é marcada como um serviço de negócio, então aquele serviço deveria ser, em princípio, "consumível" por vários consumidores. Os serviços podem ser agrupados por meio de relacionamentos de agregação. Isso implica que só faz sentido desagregar um serviço em serviços parciais se estes serviços parciais também puderem ser consumidos de forma independente uns dos outros.

Aplique as heurísticas a seguir para identificar serviços de negócio:
  • Identifique um serviço a partir da perspectiva do seu consumidor. O serviço deveria ser reconhecível e usável pelo consumidor. As convenções de nomeação deveriam ser adotadas a partir da perspectiva do consumidor do serviço;
  • Identifique os serviços com base nas atividades que são executadas na camada de negócio, e com base nos produtos que estão sendo entregues;
  • Modele os serviços a partir de uma perspectiva de fora para dentro, definida pelo seu uso;
  • Diferencie diferentes serviços otimizados para suportar diferentes preocupações;
  • Evite a sobreposição dos serviços oferecidos: serviços diferentes oferecem comportamentos diferentes. A sobreposição do comportamento é um indicador de que você precisa definir o comportamento sobreposto como um serviço separado;
  • Um serviço é realizado por uma ou mais funções ou processos de negócio que representam o comportamento interno concreto da organização. Uma função de negócio pode realizar vários serviços de negócio;
  • Sempre modele quais funções ou processos de negócio realizam um serviço, e quais processos de negócio (no caso de serviços internos) consomem um serviço;
  • Um serviço de negócio interno é sempre usado por pelo menos uma função ou processo de negócio;
  • Mantenha os serviços consistentes: garanta que comportamentos comparáveis sejam oferecidos como serviços de uma maneira comparável;
  • Use serviços para esconder detalhes de implementação. Para um consumidor do serviço é suficiente conhecer que um serviço está sendo oferecido e como o consumidor deve usar aquele serviço. Um consumidor do serviço não precisa saber como um serviço é realizado;

Os mesmos critérios e heurísticas podem ser usados para serviços de aplicativo e de tecnologia nas camadas de Aplicativo e de Tecnologia do ArchiMate. Identificar os serviços que uma camada fornece para a camada acima é uma excelente forma de desacoplamento entre as camadas, facilitando a evolução da arquitetura da sua empresa.


Se você quer conhecer mais sobre a linguagem ArchiMate, e conversar sobre Arquitetura Corporativa, acesse regularmente este blog e o site da Centus Consultoria

Fonte: ArchiMate Made Pratical, Harmen van der Berg e outros, NAF Working Group "ArchiMate usage"

Qual é a Proposição de Valor da Arquitetura Corporativa, hoje?

postado em 27 de ago. de 2020 10:09 por Centus Consultoria   [ 27 de ago. de 2020 10:09 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Joe Geary*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Como Vice-Presidente de Valor do Cliente na BiZZdesign, é minha responsabilidade trabalhar com muitas grandes organizações e identificar maneiras para que elas atinjam os seus objetivos. Isso significa que eu lido com grandes e pequenas empresas; com empresas que têm uma prática de Arquitetura Corporativa madura, ou que estão apenas começando; com empresas dos setores de revenda e de tecnologia, e tudo o que existe entre estes extremos.

Em todos estes diferentes cenários, eu testemunho regularmente equipes de Arquitetura Corporativa lutando para articular a proposição de valor da arquitetura corporativa. Pessoalmente, tendo estado envolvido com Arquitetura Corporativa e Tecnologia da Informação por mais de 30 anos, estou completamente convencido dos benefícios de ter uma abordagem arquitetural para o sucesso, e é sobre isso que eu gostaria de conversar neste momento.

Até onde eu entendo, não deveria haver confusão sobre a força da Arquitetura Corporativa para fornecer soluções para problemas grandes e complexos - é uma ferramenta fantástica para as empresas digitais modernas. Afinal, eu vi ela funcionando muitas vezes na prática ao longo da minha carreira. Na verdade, quanto mais nós caminhamos em direção da empresa digital e mais dependentes nós nos tornamos da tecnologia para o funcionamento dos negócios, mais a Arquitetura Corporativa se destaca e cresce em importância.

Agora, da forma como eu entendo, nós podemos quebrar a proposição de valor da Arquitetura Corporativa em três áreas principais. Estas são as áreas que eu considero mais relevantes e, possivelmente, mais impactantes onde os arquitetos deveriam gastar seu tempo e sua energia. Isso não significa que as atividades mais tradicionais, como orientar a arquitetura de soluções, estejam, digamos, fora do contexto. Mas, realisticamente, considerando os relacionamentos que a nossa experiência nos mostra que a Arquitetura Corporativa precisa ter com as pessoas do lado do negócio, para poder ocupar um lugar na mesa estratégica, então eu consideraria estas três áreas as mais prováveis de produzir efeitos positivos duradouros:

Promoção da Estratégia

A primeira destas áreas é a Promoção da Estratégia. Isto basicamente diz respeito a como o negócio pode atingir os resultados que almeja, e também identificar os meios para fazer isso. Então, o que nós estamos tentando alcançar - nós sabemos, nós temos alguma dúvida em relação a isso? Se nós estamos seguros de que nossas metas são sólidas, então como nós vamos fazer para que elas se concretizem, como nós garantimos que todo investimento, ou decisão estratégica, ou novo processo de negócio que nós desenvolvemos, está em linha e ativamente suporta o atingimento dessas metas?

A Arquitetura Corporativa conecta maravilhosamente estes conceitos através dos vários domínios da empresa, e quando isso é feito em uma plataforma completa como o HoriZZon, a qualidade das percepções de inteligência de negócio que podem ser produzidas e entregues para as audiências relevantes, para ter a certeza de que os olhos de todos se mantém focados no prêmio adiante, é inestimável. Assim, a promoção da estratégia é fundamental para garantir a mudança coordenada por todo o negócio.

Identificação & Mitigação de Riscos

A segunda área é a Identificação & Mitigação de Riscos. A segurança e os riscos para os dados pessoais nunca foram mais relevantes do que agora. Essa área da proposição de valor da arquitetura corporativa lida com identificar os riscos enfrentados pela organização de uma forma que permita aos arquitetos se engajar em uma conversação significativa com as partes interessadas no lado do negócio sobre como estes riscos podem ser tratados de uma forma integral e integrada nas iniciativas de mudança e desenvolvimentos da organização.

Otimização das Operações

Finalmente, a terceira área é a Otimização das Operações. Ela foca na otimização do valor dos ativos da empresa a partir de uma perspectiva técnica e de negócio (isso também inclui a otimização dos custos). Assim, em todas as iniciativas desde a otimização de processos até o gerenciamento do portfólio de aplicativos - todas estas áreas onde existe desperdício em função de duplicação, supervisão insuficiente etc. - a Arquitetura Corporativa pode se apresentar e impactar significativamente as coisas para melhor, graças à perspectiva transparente e clara que ela entrega no nível corporativo.

Conclusões

Se você é uma pessoa trabalhando em Arquitetura Corporativa e se sente como se estivesse lutando para maximizar o valor para a organização, você deveria começar com uma fundação que é seja parecida com uma destas três acima. Por falar nisso, eu comentei sobre estas três áreas em um recente episódio no Podcast da BiZZdesign para o qual fui convidado. Eu sugiro que vocês escutem e tenham algumas percepções adicionais sobre este e outros tópicos interessantes.

A principal conclusão é que a Arquitetura Corporativa fornece soluções em um amplo espectro de cenários de transformação. Eu escolhi estes três grupos principais para facilitar a apresentação, mas realmente a mensagem é que com a abordagem correta você pode entregar grande valor para a sua organização inteira (nos termos em que sua empresa define o que seja valor). Todos estes pontos que você está conectando desde a estratégia até as capacidades, aplicativos, processos, e tudo o mais, irão alimentar não apenas projetos localizados, ou a sua disciplina de arquitetura de soluções, mas também fornecer para a liderança da sua empresa a habilidade de tomar melhores decisões mais rapidamente para destravar o valor estratégico organizacional. Na medida em que ela cresce e integra mais aspectos na sua prática (racionalização de aplicativos, arquitetura de segurança, gerenciamento de dados etc.) ela rapidamente constrói um framework que levará toda a organização para um futuro significativamente melhor.

Se você quiser conversar conosco sobre como podemos ajudá-lo a maximizar o valor organizacional, entre em contato. Se você estiver interessado em ouvir nossos podcasts, você os encontrará aqui.


* Joe Geary é VP de Valor do Cliente na BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.


https://links.centus.com.br/tvw
Nós publicamos o eBook 'A Empresa Adaptativa - Prosperando em uma Era de Mudanças', no qual explicamos nossa visão dos desafios da mudança e do controle em empresas complexas, e descrevemos as capacidades necessárias para lidar com isso em maiores detalhes. 
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Um Padrão para Dimensionar Diagramas ArchiMate

postado em 23 de ago. de 2020 06:26 por Centus Consultoria   [ 23 de ago. de 2020 06:29 atualizado‎(s)‎ ]

Originalmente postado por Bernd Ihnen*, no blog da BiZZdesign - Tradução autorizada

Em uma série de postagens anterior discutimos a importância da comunicação para transformações estratégicas. Isso afeta muitas funções e vários papéis na sua organização ao fazer diferentes perguntas, tais como:
  • Quais capacidades eu preciso para suportar munha transformação de negócio?
  • Quais capacidades um aplicativo suporta?
  • Quais são as interfaces entre os aplicativos?
  • Qual o risco para um aplicativo o uso de uma tecnologia no final do ciclo de vida?
Usar um framework holístico como o ArchiMate para capturar arquiteturas corporativas permite que você responda estas e muitas outras perguntas de negócio. Mas como você separa as arquiteturas em diagramas simples para torná-los mais fáceis de criar e usar?

Uma abordagem padrão para descrever arquiteturas é a ISO 42010, que inclui a definição de pontos de vista como especificação para a construção de diagramas. Estes diagramas, por sua vez, servem a diferentes papéis e realçam as suas preocupações. Esta abordagem comprovada é usada no TOGAF, no ArchiMate e em outros frameworks.

O Desafio

Depois de definir as suas partes interessadas e as suas preocupações, você provavelmente terminará com uma lista de questões de negócio que você quer responder. O desafio é saber como separar a informação que você coleta em diagramas fáceis de ler. Para alcançar isso, você precisa reduzir a complexidade dos diagramas. Reduzir a complexidade serve a dois propósitos:
  1. Reduzir a complexidade para criar os diagramas (pelo especialista)
  2. Reduzir a complexidade para consumir os diagramas (pelas partes interessadas relevantes)
Existem várias técnicas para reduzir a complexidade, muitas das quais são descritas no livro "Enterprise Architecture at Work", escrito por Marc Lankhorst e outros. Um indicador-chave que impacta na complexidade visual de um diagrama é o número de tipos de objetos e relacionamentos diferentes mostrados.

Neste caso, nós usamos o framework ArchiMate para definir pontos de vista que descrevem o que você tem permissão para usar ao criar o diagrama. Os principais conceitos no ArchiMate são os elementos (da arquitetura), tais como capacidades, processos de negócio ou aplicativos, bem como os vários tipos de relacionamentos. Isso leva a duas abordagens para orientar a definição de pontos de vista: selecionar os elementos relevantes ou selecionar os tipos de relacionamento.

Selecionar os elementos para um ponto de vista pode, no entanto, colocar você em desvantagem. Isso porque você, geralmente, pode empregar cinco ou mais tipos de relacionamentos entre dois objetos, o que força você a selecionar o relacionamento correto a partir de uma lista fornecida. A outra abordagem para criar pontos de vista é agrupar os relacionamentos e, então, selecionar os elementos. No ArchiMate, os relacionamentos já são agrupados em relacionamentos estruturais, dinâmicos, de dependência etc., o que pode ser usado para guiar a criação de diagramas mais simples com baixa complexidade.

Um padrão para definir pontos de vista dos diagramas

Você pode ver como criar diagramas mais simples por meio dos exemplos abaixo, que começa com a divisão do conjunto de relacionamentos em grupos separados. O padrão ArchiMate descreve vários grupos de relacionamentos:
  • relacionamentos estruturais, que modelam a construção ou composição estática de conceitos do mesmo tipo ou de tipos diferentes.
  • relacionamentos de dependência, que modelam como os elementos são usados para suportar outros elementos.
  • relacionamentos dinâmicos, que são usados para modelar as dependências comportamentais entre os elementos.
  • outros relacionamentos, que não se encaixam em nenhuma das categorias acima.
Começando com os relacionamentos estruturais, você pode usar apenas o relacionamento de composição para descrever a hierarquia dos elementos, e o relacionamento de realização para descrever o que os elementos realizam. Você pode usá-los, por exemplo, para mostrar do que as capacidades são compostas e para mostrar quais aplicativos realizam uma capacidade. Diagramas com esta informação ajudam a responder as perguntas de negócio mencionadas acima. Para expandir esta descrição dos principais elementos de uma capacidade, você pode adicionar os processos e atores de negócio à este ponto de vista. Desta forma você pode ter uma visão geral de quais pessoas, processos e tecnologia você precisa para realizar uma capacidade específica.


Diagrama Gerenciamento do Cliente

Lembre-se, pontos de vista descrevem aquilo que você pode usar para criar um diagrama. O diagrama acima mostra um exemplo de ponto de vista que permite apenas o uso dos conceitos ArchiMate de Capacidade, Ator de negócio, Processo de negócio, Componente de aplicativo, e os relacionamentos de Composição e Realização. Com esse ponto de vista, nós limitamos significativamente os conceitos disponíveis para este tipo de diagrama e os possíveis relacionamentos entre dois elementos. Para relacionar capacidades, nós só podemos usar um tipo de relacionamento (composição) ao invés dos sete possíveis. Para relacionar pessoas, processos e tecnologia, podemos usar apenas um tipo de relacionamento (realização) ao invés dos dois tipos possíveis.


Tipos de relacionamento possíveis

Usando o mesmo padrão em camadas diferentes

Você pode usar o padrão acima para criar mais diagramas estruturais usando estes tipos de relacionamento para compor elementos ou mostrar o que os elementos realizam. Mostraremos isto em uma outra postagem, junto com outros pontos de vista estruturais, para demonstrar a aplicação do mesmo padrão em diferentes camadas da arquitetura.

A funcionalidade de configurar seus próprios pontos de vista é parte da nossa ferramenta BiZZdesign Enterprise Studio. Se você quer conhecer mais sobre estas e outras funcionalidades do Enterprise Studio, entre em contato e solicite uma demonstração.


* Bernd Ihnen é Consultor e Instrutor da BiZZdesign, empresa líder em ferramentas para modelagem da arquitetura corporativa, representada no Brasil pela Centus Consultoria.



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